Marcus Smart chegou ao Los Angeles Lakers com a promessa de ser o “capitão” de uma renovada defesa angelina. Mas, após 35 partidas, o impacto do armador não tem sido o que se esperava. A marcação da equipe até funcionou no início de temporada, mas caiu demais a partir de dezembro. Hoje, apesar da quarta posição do Oeste, os californianos estão entre as dez piores eficiências defensivas da liga.
“Nós temos jogadores tentando fazer as coisas certas na defesa. Mas sinto que sempre estamos atrasados nos lances ou não nos comunicamos. Isso é uma questão, antes de tudo, de nos conhecermos melhor. Os seus colegas não sabem o que fazer porque não sabem o que você fará. Então, tudo gira em torno de comunicação e entrosamento”, avaliou o especialista defensivo, em entrevista ao site Essentially Sports.
O Lakers vive um momento de oscilação nessa temporada, com só quatro vitórias nos últimos nove jogos. E a baixa eficiência na marcação é a maior marca dessa queda de produção. Afinal, o time teve a segunda defesa menos eficiente da liga em dezembro. Tomou 17 pontos por 100 posses de bola a mais do que o Brooklyn Nets, por exemplo. Mas Marcus Smart garante que a equipe não é um caso sem solução.
“Podemos ser um time defensivo muito bom, pois temos o talento necessário no elenco. Por isso, eu digo que a grande questão está na compostura. Temos que ser mais físicos e esforçados a cada dia, defender em transição e falar uns com os outros em quadra. E, no geral, nós precisamos ser consistentes. Se fizermos isso, a nossa marcação vai encaixar”, explicou o ex-atleta do Boston Celtics.
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Apoiador
O Lakers contratou Marcus Smart com a expectativa de que tivesse impacto na defesa do time em um nível de postura e comportamento. A sua atitude e entrega em quadra sempre serviu como exemplo para os seus companheiros. Então, poderia fazer Austin Reaves e Luka Doncic serem mais combativos como defensores. Ele admite que, depois que assinou contrato, assumiu essa missão como algo pessoal.
“Eu converso, encorajo e tento ensinar alguns truques para os dois, pois sei que posso ajudá-los. O ponto é que Luka não precisa jogar como eu ou Jarred Vanderbilt, por exemplo. Mas também não pode ser um alvo para a outra equipe, assim como outros astros da liga. Até porque a gente sabe que os rivais vão tentar fazê-lo trabalhar na marcação para cansá-lo”, contou o marcador.
Smart entende que, antes de tudo, o seu papel no Lakers sempre foi “cobrir” os astros na defesa. E, mesmo com os problemas do time, segue muito comprometido com isso. “Quando jogadores tentam atacar Luka e Austin, eu faço com que saibam que estou na cobertura. Mostro que estou sempre lá para dar apoio, pois é assim que uma marcação coletiva deve ser comportar”, completou.
Oscilação
O Lakers começou a temporada com a perspectiva de ser um candidato ao título e, a princípio, os resultados seguiram essa tendência. Foram 15 vitórias nos primeiros 19 jogos. Mas a oscilação que veio a partir de dezembro criou dúvidas sobre a franquia. Será que isso é normal, no fim das contas? Por causa de suas experiências anteriores em bons times, Smart não se preocupa com a instabilidade.
“Os altos e baixos fazem parte. Estou há muito tempo nessa liga, então sei que isso faz parte da vida nos esportes. Não é tão diferente da vida em si, pois as coisas mudam muito rápido. Então, no fim das contas, tudo depende de não se levar por extremos. Nunca fico muito empolgado com o positivo ou muito desanimado nas dificuldades”, concluiu o armador de 31 anos.
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Fonte: Reprodução / X

