A NBA acompanha o técnico do Los Angeles Lakers, JJ Redick, perder a paciência com o time nas últimas semanas. E, enquanto treinador, Lionel Hollins entende o sentimento do ex-jogador à beira da quadra. Mas, infelizmente, não vê muita solução para o caso. Ele não crê que os angelinos tenham condições para ser um real candidato ao título.
“O que vou dizer não é uma crítica à franquia, pois não é uma posição simples. Eu acho que as pessoas não sabem como é difícil, quando se tem jogadores com salários muito altos, melhorar em torno deles. As regras financeiras da NBA não são simples de lidar. Mas o fato é que assisto esse time jogar e parecem velhos”, disparou o veterano.
As estatísticas, a princípio, justificam a impressão de Hollins. O site oficial da liga aponta o Lakers como a equipe com menor distância percorrida em quadra na temporada. Está entre as três piores nesse quesito, ao mesmo tempo, no lado ofensivo e defensivo. Para Hollins, por mais que esteja bem, LeBron James é o símbolo do momento do time.
“LeBron ainda faz números incríveis, certamente. Sabe competir e ser produtivo contra atletas mais jovens. Mas muita gente já passou pela liga com grandes números e não impactavam vitórias. É claro que ele ainda pode jogar. No entanto, dá para se contar como alguém para dominar jogos?”, questionou o ex-técnico do Memphis Grizzlies.
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Jornada dupla
Redick, de certa forma, dá sinais que não discorda da leitura de Lionel Hollins. Tomou uma decisão nos últimos dias, por exemplo, que aponta nesse sentido. Ele revelou que acabou com os treinos de arremessos na manhã dos dias de jogos. O técnico não teve problemas em confirmar que a resolução passa pela presença de James no elenco.
“Nós tomamos essa decisão antes da virada do ano. Parte do processo decisório é que nós temos um jogador de 41 anos no elenco, então não deveria estar em quadra duas vezes por dia. Vamos ‘guardá-lo’ para trabalhar uma vez. Além disso, sentimos que o nosso pessoal não tem um grande ganho com essa atividade”, explicou o treinador.
É claro que a discussão sobre a rotina de treinos começou pela presença de James. Mas Redick garante que, no fim das contas, vai ajudar todos os atletas. “Esse é o mês mais difícil do nosso calendário, em termos de ritmo de partidas. Por isso, vemos como uma forma de lidar com essa maratona. É uma leitura da situação do nosso time”, concluiu.
No vestiário
Hollins não foi o único técnico atualmente fora da NBA a ter uma visão particular sobre os problemas do time do Lakers. No entanto, Michael Malone partiu em outra direção. Ele vem acompanhando, assim como quase todos, os comentários públicos de Redick a respeito da equipe. E, a princípio, não é um grande fã desse tipo de abordagem.
“Cada técnico lida com os problemas de uma forma. Mas eu acredito que conversas mais sérias e cobranças devem ser feitas no vestiário, diante do elenco. Afinal, vencer é difícil na liga. E você, enquanto treinador, precisa eliminar as distrações ao máximo. Há várias coisas acontecendo nesse time no momento”, criticou o campeão da NBA pelo Denver Nuggets.
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Fonte: Reprodução / X

