Não é nada fácil um jogador ganhar espaço em qualquer liga, ainda mais no basquete dos EUA. Se não passou pelas “categorias de base” do universitário, então, fica ainda mais difícil. Mas Gui Santos deu o seu jeito no Golden State Warriors e vem ganhando respeito de toda a NBA.
Na história da liga, é claro que já houve casos como o de Gui Santos. Afinal, a NBA tem quase 80 anos de existência, o que gera muitas oportunidades similares. O brasileiro é um grande exemplo atual, pois estava em sua terceira temporada no Golden State Warriors e vivia sem espaço.
Para piorar, ele estava sem contrato garantido até para 2025/26. Então, imagine o cenário: se Jimmy Butler não tivesse a lesão que o tirou da temporada, se Jonathan Kuminga não fosse trocado, talvez estaríamos falando do último ano do ala no time de San Francisco.
Não é o caso, pois tudo acima aconteceu. Gui provou que poderia ajudar quando ganhou minutos pegando rebotes de ataque, levando raça ao seu time, empolgando seus colegas e a torcida. Ou seja, não é uma situação tão simples.
Lembre-se: ele foi escolha de fim de segunda rodada em 2022, passou seu primeiro ano na G League, só estreou na campanha seguinte e custou a ganhar contrato regular. Então, quando estava já no último ano de seu acordo, finalmente deu tudo certo. Ele recebeu uma extensão em seu vínculo e fica com o Golden State por mais três temporadas.
De novo, não foi nada fácil. A NBA costuma esquecer jogadores que não produzem rápido. E em uma liga que não perdoa oportunidades perdidas, qualquer chance é como uma final de Copa do Mundo.
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Assim que provou ao técnico Steve Kerr que poderia fazer a diferença em outras funções, deu para a direção do Warriors entender: Gui Santos era, de fato, um jogador da NBA. Não daqueles que passam dois, três anos e somem, mas dos que chegam por um espaço próprio.
Santos mostrou talento para ser o substituto de Draymond Green, por exemplo. Afinal, Green é o “armador” primário do Warriors. E quem disse que o brasileiro não pode fazer isso?
A NBA e o Warriors entenderam que Gui pode ser esse cara. Nos últimos 17 jogos, teve 4.4 assistências de média, além de 15.6 pontos, 6.4 rebotes e 1.5 roubo de bola. São números de jogadores de verdade, sem contar com o que ele faz pelo vestiário, pelo seu grupo.
Steve Kerr não cansa de elogiar seu trabalho, sua entrega e a alegria de estar ali.
E estamos falando de um técnico que não gosta de jovens que não se esforçam. Kerr deixou isso bem claro com James Wiseman e Kuminga, por exemplo. Os dois chegaram como grandes nomes para o futuro do Warriors e saíram sem muito esforço da direção para manter ambos.
Gui Santos passou por todas as fases sem ter feito o universitário, sem jogar na Europa. Ganhou toda a experiência ao seu modo, vendo caras que foram campeões várias vezes em poucos anos.
Agora, ele está pronto.
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Fonte: Reprodução / X

