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Draft 2023: As necessidades do Washington Wizards

Jumper Brasil aponta caminhos e alternativas para o Wizards no recrutamento deste ano

Draft 2023 Washington Wizards
Stephen Gosling / AFP

O Jumper Brasil dá prosseguimento à série diária “Draft 2023: As necessidades de cada time”, desta vez com o Washington Wizards. Afinal, a equipe da capital norte-americana terá direito a fazer a oitava escolha no recrutamento deste ano.

Em 2022/23, o Wizards fez a sétima pior campanha da temporada, com 35 vitórias e 47 derrotas. Dessa forma, a equipe ficou de fora dos playoffs pela quarta vez nos últimos cinco anos.

No entanto, o time de Washington não espera demorar a ser competitivo novamente. Para isso, algumas mudanças já começaram a ocorrer na franquia. A primeira delas foi no front office. Michael Winger, ex-GM do Los Angeles Clippers, assumiu o cargo de presidente. Assim, ele será o manda-chuva nas operações de basquete. Na hierarquia do Wizards, apenas o dono, Ted Leonsis, está acima dele.

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Quanto ao elenco, o Wizards terá decisões difíceis pela frente. Dois dos principais jogadores da equipe – Kristaps Porzingis e Kyle Kuzma – têm a opção de se tornarem agentes livres irrestritos. Ou seja, poderão assinar com qualquer time da NBA. Além disso, quase metade da folha salarial vai para o bolso de Bradley Beal, que possui o segundo contrato mais lucrativo da história da liga.

Portanto, o Wizards tem dois caminhos a seguir: mantém Porzingis e Kuzma e compromete a folha salarial (teria apenas US$8 milhões abaixo da luxury tax) ou não renova com a dupla e parte para uma reformulação.

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A verdade é que, com o trio Beal, Porzingis e Kuzma, o time de Washington não chegou a lugar algum. Além disso, o trio “comeria” quase US$100 milhões da folha salarial em 2023/24. Enfim, vale a pena mantê-los?

No entanto, uma nova reformulação deixaria Beal insatisfeito. E, se ele pedir troca? Quem vai querer um jogador de 30 anos que vai receber US$208 milhões nas próximas quatro temporadas?

Draft 2023: As necessidades do Washington Wizards

Elenco para a próxima temporada (dez atletas com contratos garantidos)

PG: Monte Morris (28 anos, expirante de US$9,8 milhões) / Delon Wright (31 anos, expirante de US$8,2 milhões)
SG: Bradley Beal (30 anos, US$46,7 milhões) / Johnny Davis (21 anos, US$5 milhões)
SF: Deni Avdija (22 anos, expirante de US$6,3 milhões) / Corey Kispert (24 anos, US$3,7 milhões) / Xavier Cooks (27 anos, US$1,7 milhão)
PF: Anthony Gill (30 anos, expirante de US$2 milhões) / Isaiah Todd (21 anos, US$1,8 milhão)
C: Daniel Gafford (24 anos, US$12,4 milhões)

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Média de idade: 25,8 anos
Folha salarial: US$97,6 milhões
Agentes livres: Kendrick Nunn (PG, 27 anos, irrestrito) / Taj Gibson (PF/C, 38 anos, irrestrito) / Jay Huff (C, 24 anos, restrito) / Quenton Jackson (PG/SG, 24 anos, restrito)
Player option:
Kristaps Porzingis (PF/C, 27 anos, US$36 milhões) / Kyle Kuzma (SF/PF, 27 anos, US$13 milhões)
Contratos não garantidos: Jordan Goodwin (PG/SG, 24 anos, US$1,9 milhão)
Exceções salariais: mid-level para times que não pagam Luxury Tax (US$12,2 milhões), bi-anual (US$4,4 milhões), trade exception (US$6,26 milhões, expira em 23/01/24)

Posições carentes: PF, C, PG

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Necessidades da equipe

  • Reformulação do elenco. Ou seja, adeus Bradley Beal, Kyle Kuzma e Kristaps Porzingis. Começar do zero, desenvolver os jovens e acumular escolhas do Draft. Enfim, não tem segredo.
  • Um armador para o futuro. Afinal, Monte Morris e Delon Wright possuem contratos expirantes. Além disso, eles deverão deixar o time em caso de reconstrução. Essa dupla, aliás, foi a segunda que menos pontuou na NBA entre os jogadores da posição, na última temporada.
  • Bons arremessadores. Nesta temporada, o Wizards esteve entre os dez piores times nas bolas de três (tentativas e cestas). Do atual elenco, apenas Kispert e Morris converteram mais de 38% dos arremessos de longa distância.

Escolhas no Draft 2023: 8, 42 e 59

Prospectos mais indicados

* Pick 8

Amen Thompson (PG/SG, Overtime Elite, 20 anos). Dotado de atributos físico-atléticos de elite, Amen é um dos jogadores mais altos e longos da posição. Ele é um armador que “quebra” as defesas e infiltra o garrafão com facilidade a partir do drible. Ou seja, é um finalizador acima da média. Além disso, sabe achar o passe ideal no pick-and-roll e, ao mesmo tempo, dar passes longos assim que pega um rebote. Aliás, Amen provou-se um legítimo maestro no drive-and-kick. Por fim, o armador é um playmaker defensivo capaz de marcar todas as posições do perímetro. Afinal, ele cria o caos para os oponentes enquanto desvia posses e transforma defesa em ataque de transição quebrando linhas de passe. Amen também tira condutores de bola da zona de conforto com a marcação pressionada no um contra um.

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Ausar Thompson (SG/SF, Overtime Elite, 20 anos). Versátil, Ausar se destaca pelos atributos físico-atléticos de elite e capacidade defensiva (marca 1-4). Toma ótimas decisões com a bola em quadra aberta, mas também preenche linhas de passe e oferece espaçamento vertical. Além disso, faz leituras rápidas e precisas em pick-and-rolls, portanto com potencial para ser um ótimo criador secundário. Por fim, se continuar evoluindo como arremessador, tem tudo para ser muito bom na NBA.

Anthony Black (PG/SG, Arkansas, freshman, 19 anos). Black é um guard de mais de dois metros de altura, detalhe que já chama a atenção. Além disso, é um ótimo e versátil defensor (antecipa linhas de passes com instintos e inteligência apurados, marca as três posições do perímetro). No ataque, Black é agressivo no ataque à cesta e se destaca por quebrar as defesas e invadir o garrafão com naturalidade. Aliás, ele não foge do jogo de contato. Como criador, possui uma leitura de jogo avançada, controla o ritmo em quadra e exibe uma ótima tomada de decisão nos pick-and-rolls.

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Taylor Hendricks (PF, UCF, freshman, 19 anos). Hendricks é um ala-pivô que possui qualidade nos dois lados da quadra. Foi o único atleta do College a converter pelo menos 60 bolas de três, dar 55 ou mais tocos e cravar 35 ou mais enterradas, em 2022/23. Portanto, não é exagero afirmar que se trata do melhor 3-and-D da classe. Dessa forma, Hendricks é um jogador de fácil encaixe. Afinal, é capaz de contribuir tanto na defesa quanto no ataque, e não precisa da bolas nas mãos para ser útil. Além disso, a liga privilegia o espaçamento de quadra, o que, inclusive, vai facilitar a sua vida.

Cason Wallace (PG, Kentucky, freshman, 19 anos). Pode ser o próximo guard oriundo de Kentucky a se dar bem na NBA. Afinal, Wallace aprendeu a ser efetivo dividindo a bola com outro armador e se movimentando sem a bola. O armador sofreu com a falta de espaçamento de quadra no College, mas deverá encontrar mais facilidade na NBA. Wallace é um defensor de elite, que cuida bem da bola, tem entendimento avançado do jogo e ainda acerta arremessos do perímetro. Portanto, pode atuar com e sem a bola. Enfim, uma aposta segura.

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