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Cooper Flagg: “Não sei se estava pronto para ser armador na NBA”

Primeira escolha do draft, jovem ala iniciou carreira atuando improvisado na posição pelo Mavericks

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Reprodução / X

Cooper Flagg iniciou a carreira na NBA atuando improvisado como armador, pois o Dallas Mavericks tinha uma lacuna na posição no começo da campanha. E, como esperado, não foi fácil para o jovem. O calouro teve problemas no novo papel e, por isso, a experiência durou poucos jogos. Foi uma situação que até pode ajudar no desenvolvimento do atleta a longo prazo, mas ele acha que veio cedo demais.

“Ser um armador é um cargo de muita responsabilidade, antes de tudo. E eu não sei se estava pronto para isso de cara, sabe? Não significa que não possa melhorar e, em um tempo, voltar a atuar na posição. Mas, para ser sincero, tem sido bom jogar com menos pressão agora. Ter outro condutor de bola em quadra, certamente, me ajudou muito”, admitiu a primeira escolha do último draft.

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O desempenho de Cooper Flagg, de fato, melhorou muito desde os jogos iniciais com o Mavericks. O que mudou na rotação, sobretudo, foi a maior participação de armadores como D’Angelo Russell e Brandon Williams. O novato subiu de produção em novembro, com médias de 16,3 pontos, 6,9 rebotes e 3,3 assistências. Tudo porque, agora, sente-se mais leve com a sua função em quadra.

“O jogo da NBA envolve muita tomada de decisão no ritmo das ações, em ‘movimento’. Saber quando se deve pontuar ou passar, assim como entender quem está em quadra pelo outro time, é importante demais. Você deve entender o espaçamento e atacar os matchups certos. É um basquete muito pensado e, mais do que isso, em tempo real”, explicou o jogador de 18 anos.

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Adaptação

Jogar como armador foi um agravante em um processo de adaptação à NBA que já seria difícil por si só para Cooper Flagg. Essa é a primeira vez, afinal, que o calouro compete com profissionais de forma regular. Quem só viu os jogos de longe indicou a eficiência nos arremessos, em particular, como um problema do garoto. Mas ele revela que, pior do que isso, foi o ajuste ao aspecto físico do jogo da liga.

“Os atletas aqui jogam com um nível de contato e imposição física muito grande. Então, você não tem alternativa a não ser igualar isso. E, além disso, aprender a usar o físico ao seu favor. Estou aprendendo a ser mais ‘rompedor de linhas’ com o meu corpo com caras como Naji Marshall e PJ Washington, por exemplo. Estou no começo ainda, mas já me ajudou a ser mais eficiente”, contou o jovem.

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Além disso, Flagg também admite que outro choque foi a diferença de tempo e ritmo do jogo comparado ao basquete universitário. É uma adaptação que, reconhece, ainda está em andamento. “Os jogos são longos na NBA. Tem muito tempo de quadra, várias ações e muitos minutos corridos. Por isso, você precisa ter resistência combinada com grande atenção”, concluiu.

Volta atrás

Depois das primeiras partidas do Mavericks, Jason Kidd recebeu críticas por improvisar Flagg como armador. Muita gente, assim como o próprio novato, achou que o treinador colocou o seu principal jovem talento em uma situação dura para iniciar a carreira. Os resultados em quadra atestaram isso. Mas o ex-armador garante que não mudaria nada se pudesse voltar atrás.

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“Cooper está entregando o seu suor e coração em quadra. Ele tem alguns problemas em alguns momentos, mas tem sido agressivo o tempo inteiro. Assim que pega a bola, olha para a cesta com a vontade de pontuar. Joga com a atitude certa. Eu acho que tem sido cada vez melhor, em particular, chegando ao aro e criando os seus arremessos”, elogiou o membro do Hall da Fama.

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