“Astros da NBA levam ego para seleção dos EUA”, admite Coach K

Lendário técnico liderou reformulação do Team USA e ganhou três medalhas de ouro olímpicas

astros nba seleção eua Fonte: Reprodução / X

Já virou um clichê dizer que os astros da NBA precisam deixar os seus egos de lado para jogar pela seleção dos EUA. Mas o treinador mais importante do programa nesse século não crê nessa máxima. Aliás, ele revelou que sempre baseou os seus trabalhos no total contrário. A lenda Mike Krzyzewski contou que nunca pediu para que atletas mudassem a sua postura com o Team USA.

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“Eu treinei a seleção por 11 anos. E, sempre que iniciávamos um trabalho, eu dizia para que os jogadores trouxessem os seus egos. Pois não acredito que não os levem, deixem do lado de fora. Isso é uma besteira porque quero que os meus atletas sejam quem são. Além disso, para ser sincero, craques como Kobe Bryant e LeBron James trariam os seus egos não importa o que eu dissesse”, disse o ex-técnico, aos risos.

É difícil questionar, a princípio, os métodos e crenças de Krzyzewski. Afinal, ele é um dos técnicos mais vitoriosos da história do basquete universitário e repetiu esse sucesso ao assumir a seleção dos EUA. Mesmo sem nunca ter trabalhado na NBA, sempre evocou um respeito e adoração entre os atletas da liga. Não por acaso, conquistou três medalhas de ouro e dois títulos mundiais com o Team USA.

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“Sempre achei que não há forma de deixar os egos dos jogadores na entrada do ginásio. Mas, ao mesmo tempo, sempre lhes disse: se puderem colocá-los embaixo do ‘guarda-chuvas’ da seleção, nós iríamos ser imbatíveis. Vamos chutar os traseiros de todos e, com isso, voltar a dominar. Eu tenho muita sorte, pois todos os astros entenderam e fizeram isso”, contou o icônico “Coach K”.

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Grandes talentos

De fato, a seleção dos EUA deu a chance de trabalhar com grandes astros da NBA para Mike Krzyzewski. E, como resultado, ele ganhou uma visão mais ampla sobre o que significa comandar talentos de elite. Ele aprendeu que, na prática, os técnicos são bem mais dependentes dos atletas do que o contrário. Mas o que une todos em torno dos treinadores é o desejo de aprender e crescer.

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“Muitos grandes jogadores não são treinados por seus técnicos, mas sim usados. Mas eu descobri que os grandes jogadores também querem ser treinados, pois tem o desejo de melhorar sempre. E, quando você coloca vários deles juntos, a mágica acontece porque passam a se ajudar. Grandes talentos fazem grandes talentos (ainda) melhores, no fim das contas”, refletiu o veterano comandante.

Para Krzyzewski, antes de tudo, o ambiente ideal da seleção é feito de colaboração. E poucos elencos representaram mais essa ideia do que o histórico “Time da Redenção”. “Em 2008, por exemplo, Kobe ajudou todos os atletas da seleção com os seus métodos de preparação para os jogos. E LeBron andava o tempo inteiro com Jason Kidd, pois já queria entender como processava o jogo. Esse era o clima”, confidenciou.

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E aí, venceu?

Esse discurso é bonito, certamente. Mas, quando se fala da seleção dos EUA, a pressão é enorme por resultados. A medalha de ouro é o resultado esperado e, muitas vezes, nada mais do que a obrigação. Uma derrota, por outro lado, é um fracasso total. Ou seja, não há meio termo. Krzyzewski reconhece isso e crê que o entendimento dessa realidade faz os atletas “se enquadrarem” em um estilo de basquete diferente.

“No fim das contas, as pessoas só vão lhe perguntar uma coisa depois de jogar com a seleção dos EUA: você ganhou? Então, se responder que foi o cestinha do time, todos vão saber que perdeu. Vencer é tudo o que importa e todos os grandes com quem eu trabalhei queriam ganhar. Eu adoro cada um deles porque sempre amei treinar esse nível de talento”, concluiu o membro do Hall da Fama.

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