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Recuperando o direito de sonhar

Para Ricardo Romanelli, chegada de Kristaps Porzingis injeta nova esperança no futuro do Knicks

https://www.youtube.com/watch?v=vmeVaxI5cEA

Kristaps Porzingis intrigava a maioria dos dirigentes com escolhas de loteria no draft deste ano com seus 2.21m de altura e só 20 anos. Coube a Phil Jackson, uma das mentes mais brilhantes que o basquete já viu, fazer a aposta no ala-pivô letão e levá-lo para o New York Knicks com a quarta seleção do recrutamento. Ainda desconhecido pela torcida, ele foi vaiado quando Adam Silver anunciou-o como novo jogador da franquia.

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Depois de apenas 12 jogos na temporada regular, os torcedores cantaram seu nome após uma excelente performance em vitória contra o Charlotte Hornets (29 pontos e 11 rebotes).

O Knicks é o time mais tradicional da maior cidade do mundo, mas não consegue montar uma equipe digna de sua tradição há anos. Após sofrer com más gestões esportivas nos últimos 15 anos, a franquia contratou Jackson exatamente para mudar essa incômoda história. Aos poucos, ele está implementando seus princípios e buscando atletas que encaixem-se na nova realidade. Mas, com Porzingis, ele devolveu algo mais importante aos nova-iorquinos: o direito de sonhar.

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É claro que o ala-pivô é muito jovem e, na verdade, poucos esperavam que fosse ter um bom início na NBA. Parecia um jogador ainda em formação – e realmente é. Pode ser que já esteja, porém, em um estágio mais avançado do que as avaliações iniciais. E isso, por lógica, também significa que as expectativas sobre o que ele pode chegar a ser no futuro também aumentam. “Todos estavam falando que eu era um projeto, para esperar. Melhorarei em alguns anos, mas sei que posso jogar agora. Essa era a minha mentalidade”, afirmou o garoto, após a grande atuação.

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Mas não é só talento que faz Porzingis um potencial sucesso: ele também é carismático por sua história e o que simboliza. Um atleta vindo de um país pequeno para a maior cidade do mundo é uma realidade com a qual muitos imigrantes que foram a Nova Iorque em busca de uma vida melhor vão se identificar.

Se a adaptação não é obstáculo, o comodismo passa a ser. Jovens talentosos entram na NBA todos os anos, mas não prosperam por desinteresse e preguiça. O letão não parece ser assim: garante estar alheio à badalação, focado no basquete e ganha elogios constantemente por sua dedicação. Tanto o treinador Derek Fisher, quanto o craque Carmelo Anthony já elogiaram publicamente o esforço do ala-pivô em quadra.

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A verdade é que Porzingis é realmente diferenciado. Para começar, são pouquíssimos jogadores de sua altura que conseguem pisar em quadra: a maioria sofre com contusões pelo crescimento exagerado ou não tem velocidade, coordenação e técnica necessárias para adaptar-se em alto nível. O letão tem tudo isso. Ele vem sendo comparado a Pau Gasol e Dirk Nowitzki – dois dos alas-pivôs mais técnicos que a NBA já viu – e, se ainda tem muito a evoluir tecnicamente para alcançar ambos, sua condição físico-atlética já é superior (possui agilidade e impulsão ímpares para alguém de sua estatura).

Um jogador jovem, talentoso, focado e carismático seria tudo que uma franquia em reconstrução pode querer. O Knicks parece ter conseguido um deles. Todo cuidado é pouco ao falarmos de atletas não-americanos que vêm para a NBA muito novos, mas, pelo menos neste começo de campanha, a torcida tem motivos de sobra para sonhar com um futuro melhor – o que não era possível há muito tempo. Pela importância da franquia e o mercado que abrange, eu torço para que o projeto dê muito certo. Sou mais um que, como os torcedores do time e Phil Jackson, encantou-se por Kristaps Porzingis. A ele, todo o sucesso do mundo!

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