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Previsão da temporada – Washington Wizards

Bradley Beal e John Wall estão prontos para levar o time aos playoffs novamente

Washington Wizards

2014-15: 46-36, 5º lugar na conferência Leste
Playoffs: Eliminado pelo Atlanta Hawks na semifinal da conferência em seis jogos
Técnico: Randy Wittman (quinta temporada)
GM: Ernie Grunfeld (13ª temporada)

Destaque: John Wall

Time-base: John Wall – Bradley Beal – Otto Porter – Kris Humphries – Marcin Gortat

Elenco

6 – Alan Anderson
3 – Bradley Beal
45 – Dejuan Blair
1 – Jared Dudley
90 – Drew Gooden
13 – Marcin Gortat
43 – Kris Humphries
14 – Gary Neal
42 – Nenê
12 – Kelly Oubre Jr.
22 – Otto Porter
7 – Ramon Sessions
17 – Garrett Temple
2 – John Wall
9 – Martell Webster

Quem chegou: Jared Dudley, Alan Anderson, Gary Neal, Kelly Oubre
Quem saiu: Paul Pierce, Kevin Seraphin, Rasual Butler, Will Bynum

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 O Washington Wizards continua sendo uma das equipes mais intrigantes no começo desta nova temporada. Marcin Gortat e Nenê formam um garrafão experiente e sólido. No perímetro, Otto Porter, Bradley Beal e John Wall combinam potencial e habilidade.

A saída de Paul Pierce foi bastante amenizada pela ascensão de Otto Porter durante os playoffs, além da contratação de bons jogadores de perímetro como Jared Dudley e Alan Anderson.

Apesar disso, Randy Wittman dificilmente deve abrir mão de jogar com dois pivôs, algo que é tendência na NBA e contra o que ele vem lutando. Por isso, além de Gortat e Nenê, Kris Humphries e Drew Gooden também devem participar bastante das rotações.

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O perímetro

John Wall na armação com Bradley Beal e Otto Porter abertos. Considerando que Porter continue no mesmo ritmo dos playoffs, contamos nos dedos quantos times possuem um perímetro tão capaz quanto o do Wizards.

O técnico Randy Wittman, no entanto, é muito focado em garrafão. E isso pode atrapalhar um pouco o Wizards. O basquete exige cada vez mais espaçamento em quadra, e por isso o “stretch 4” se tornou obrigatório. Depois que Porter foi utilizado desta maneira nos playoffs, muitos pensaram que ele daria o braço a torcer. Mas ao que tudo indica, o jovem ala será mesmo usado no lugar de Paul Pierce, completando o perímetro com Wall e Beal.

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Esse time, como tantos outros, depende muito de seu melhor jogador. John Wall parece pronto para ser o armador dominante que todos sabemos que será. Ele evolui ano a ano, e na última temporada decidiu jogos, fez passes importantes, ditou o ritmo das partidas e melhorou muito na defesa. O resultado disso foi que o Wizards foi uma das 5 melhores defesas no ano passado. Nesta temporada, Wall tem tudo para se tornar pelo menos um dos 3 melhores armadores de uma liga que experimenta a melhor safra de jogadores da posição na história do basquete.

Bradley Beal sofreu muito com lesões no ano passado, mas todos sabemos o jogador que é. Neste ano ele vai ter que jogar muita bola para receber a extensão contratual nos valores que deseja, e por conta disso é de se esperar uma temporada em ritmo alucinante, caso esteja bem fisicamente.

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Otto Porter foi uma boa surpresa nos playoffs, e uma rotação contendo ele, Jared Dudley, Gary Neal, e Alan Anderson. Caso se recupere da persistente lesão nas costas, Martell Webster também tem muito a contribuir. Ramon Sessions é um armador já veterano, mas plenamente capaz de ser um reserva de bom nível para John Wall.

Kelly Oubre Jr. é um calouro interessante. Pode não ser o jogador com maior potencial do Draft, mas se for tutelado da maneira correta, pode vir a ser um grande defensor na NBA. Ele tem tamanho e força necessárias para isso. No ataque, precisa melhorar muito seu controle de bola e habilidade de criar oportunidades para pontuar.

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O garrafão

Marcin Gortat e Nenê devem continuar fazendo a dupla titular. No ano passado, Nenê foi bastante criticado por sua atuação abaixo da média, especialmente nos playoffs. Além disso, vai haver pressão para que ele vá para o banco e o Wizards utilize um jogador com melhor habilidade nos arremessos de fora como titular da posição, o que é uma tendência irreversível do basquete. Apesar disso, o técnico Randy Wittman continua sendo um dos adeptos de dois homens fortes no garrafão, um modelo cada vez mais escasso. Ele quase perdeu o emprego devido a sua teimosia, tendo sido salvo pela boa atuação da equipe nos playoffs.

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Gortat continua sendo uma atração a parte. O pivô praticamente não se lesiona, e é capaz de um duplo-duplo toda noite. Tem grande entendimento tático do jogo e uma personalidade afável. Um jogador que todo técnico quer.

No banco, Kris Humphries e Drew Gooden devem compor a rotação com os dois titulares. Estes 4 principais jogadores de garrafão possuem rodagem e experiência que fazem um contraste bastante saudável com o jovem e explosivo perímetro.

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Análise Geral

John Wall está pronto para brilhar. Com isso, deve trazer junto o elenco do Wizards. Falando francamente, Randy Wittman atrapalha. Não é o tipo de técnico que o time de Washington precisaria. De qualquer forma, a boa campanha nos playoffs lhe garantiu no cargo. Mais importante que isso, o elenco parece estar fechado com ele, o que é uma grande vantagem em relação a outros vestiários conturbados.

Sem a liderança de Paul Pierce, Wall vai ter que assumir um papel mais ativo neste sentido, o que vai contribuir para a maturidade do jogador. O time também tem veteranos consagrados que saberão ajudar a conduzir a curva de aprendizado de jovens como Porter e Beal, de quem o Wizards precisa e espera muito.
Depois de dois anos parando no segundo round, o Wizards vai almejar mais. Se vai conseguir, é difícil saber. Mas este é um dos times dos quais podemos esperar melhor produção neste ano, pois a curva de evolução tem sido notável. O Wizards fez uma aposta na evolução dos talentos que já tinha no elenco, contratando apenas jogadores de apoio. Essa aposta tem tudo para dar certo.

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Previsão: quinto colocado na conferência Leste.

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