Joe Dumars pede “obsessão” a Zion Williamson no Pelicans
Ala-pivô segue como grande aposta do time de Nova Orleans para salto de qualidade em 2027

Joe Dumars sabe que o seu trabalho na operação de basquete do New Orleans Pelicans sempre vai depender de Zion Williamson. O ala-pivô, afinal, vai ser a referência do elenco enquanto estiver na franquia. A sua dedicação e esforço para melhorar, de certa forma, tendem a se refletir na evolução do time. Por isso, o vice-presidente da equipe cobrou uma postura mais firme do astro na offseason.
“Para ser um dos melhores, você precisa ter uma obsessão pelo basquete. Não dá para estar entre os grandes da liga com uma abordagem casual. E, por enquanto, o que eu pude ver dele no verão me mostra que está ‘obcecado’ pelo treino e trabalho. Isso é o que precisamos. Então, tem sido bem animador ver como está dedicado em melhorar nas últimas semanas”, cravou o dirigente do Pelicans.
A trajetória de Zion Williamson não tem sido simples desde que chegou à NBA. Entre lesões e polêmicas, ele ainda não se firmou como o astro que se anunciava no draft e conduzir o time a grandes campanhas. A mudança, portanto, precisa começar por ele. Joe Dumars quer vê-lo ser um exemplo de “obsessão”. Até porque vê esse tipo de atitude em vários outros jogadores do elenco.
“Eu vejo essa postura em todos os nossos atletas. Derik [Queen] está treinando como nunca vi antes, assim como Jeremiah [Fears]. Trey Murphy, Herb Jones e Saddiq Bey também estão trabalhando duro. Ver essa obsessão dos jogadores em treinar nas férias me deixa bem empolgado. Eu estou feliz com a conduta de todos na offseason, pois mostra como estão comprometidos”, elogiou o ex-jogador da NBA.
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Sem mudanças
A revolta e cobrança do torcedor do Pelicans, no entanto, está mais em Joe Dumars do que Zion Williamson no momento. O executivo chegou à franquia em abril de 2025 e o seu trabalho é alvo de muitas críticas. A sua primeira offseason no cargo ficou marcada por trocas duvidosas que, por fim, levaram a uma péssima campanha. Dessa vez, a aposta foi para o outro extremo: manteve o elenco quase intacto.
“Nós temos talentos muitos bons em nossa equipe e, se ficarmos saudáveis, sinto que somos competitivos. Eu confio e creio nos jogadores que estão aqui. Mas eu também sigo buscando formas de melhorarmos o elenco. As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo. No entanto, é preciso ter disciplina com o mercado. Não podemos ser impulsivos”, explicou o vice-presidente do time.
Dumars entende que a reação dos fãs depois de uma temporada com só 26 vitórias em 82 jogos é pedir uma mudança geral. Todos os jogadores ficam “desgastados” junto ao público. Williamson, em particular, gastou o crédito com os fãs. Mas, mesmo assim, o dirigente garante que não mudar um elenco com resultados tão ruins é o caminho certo. Afinal, não adianta fazer mudanças sem critério e convicção.
“Fazer uma troca ou transação só por fazer, a princípio, nunca vai te fazer melhor. Você precisa avaliar o que tem em mãos e resolver se realizar alguma mudança é uma necessidade mesmo. Entender se vai fazê-lo melhor ou não, de fato. Um negócio ruim pode até satisfazer a curto prazo e servir para dar uma resposta. Mas não vai fazer nenhuma equipe melhor por si só”, concluiu o ex-atleta do Detroit Pistons.
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