Desastre no Draft: os dez maiores busts da história da NBA
Listamos os dez jogadores que mais criaram uma expectativa na liga e nunca fizeram nada
O Draft da NBA já produziu vários busts em sua história. Em geral, jogadores que tinham muita expectativa, mas que tiveram uma realidade muito abaixo. No entanto, se eles fizeram grandes feitos na liga e caíram depois disso, eles são apenas decepções.
Isso porque para entrar em uma lista de busts, é preciso não ter feito absolutamente nada demais na liga. A NBA mostrou, ao longo de quase oito décadas, que muitos jogadores chegam com nome, mas não atingem nada perto do que se esperava. Então, eles são a definição do que vamos indicar hoje.
Na história da NBA, muitos atletas poderiam ter grandes feitos. Bem maiores que atingiram, no fim das contas. Um dos exemplos é Grant Hill. Longe de ser um bust, mas ficou abaixo do que se esperava. Para quem não conhece seu caso, ele foi terceira escolha do Draft de 1994 e venceu o prêmio de melhor calouro do ano, ao lado de Jason Kidd.
Então jogador do Detroit Pistons, Hill produziu 19.9 pontos, 6.4 rebotes, 5.0 assistências e 1.8 roubo de bola em seu primeiro ano. Foi uma temporada tão espetacular que ele foi ao All-Star Game logo de cara. Para ter uma ideia de seu feito, o último que conseguiu isso foi Blake Griffin, 15 anos atrás. Mas uma lesão nos playoffs de seu sexto ano na liga o derrubou.
Hill foi ao Jogo das Estrelas cinco vezes nos primeiros seis anos de sua carreira. Só não foi seis porque a NBA teve uma greve de jogadores em 1999, acelerou o Draft e cancelou o All-Star. Mas ao se machucar, ele jamais foi o mesmo. Ainda foi eleito outras duas vezes, mas bem longe do que poderia. Ficou 18 anos na liga, no fim das contas.
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Um jogador contemporâneo de Hill foi Anfernee Hardaway. Ao fazer dupla com Shaquille O’Neal em seus primeiros anos, ele teve um início espetacular. Assim como o antigo ala do Pistons, Hardaway se machucou e não chegou nem perto do que se esperava.
Tudo isso não fez deles busts na NBA, mesmo que tenham sido escolhas altas na história do Draft. E nem tem como, pois foram All-Stars. Mas o pensamento sobre o assunto não pode ser tão amplo assim. Não dá para colocar jogadores que foram ótimos em um determinado momento e caíram de rendimento por lesões.
Então, pulamos algumas décadas e chegamos ao basquete atual. Zion Williamson e Ben Simmons aparecem em listas por aí de forma muito equivocada. Ambos foram para o All-Star Game, apesar de não terem atingido o que se esperava. Não significa bust. É uma decepção.
Aliás, busts são aqueles que, pela definição da palavra, tinham um hype muito alto e não fizeram nada na NBA ou em qualquer outro esporte. Por isso, é preciso separar tudo e deixar bem claro do que a lista se trata.
10. Markelle Fultz (Philadelphia 76ers, primeira escolha do Draft de 2017)
Que pena! Markelle Fultz era excelente defensor e arremessador no basquete universitário. Mas uma lesão no ombro que ninguém sabia antes do início de sua primeira temporada o afastou dos melhores níveis. Por muito. Ele tentou tomar injeções, mas as dores eram terríveis. O Draft de 2017 da NBA foi aquele que o Boston Celtics trocou a primeira escolha com o Sixers para ficar com a terceira. O Celtics ganhou duas picks de primeira rodada no negócio, mas Philadelphia se vingou disso com Jaylen Brown.
Fultz, infelizmente, está na lista dos maiores busts da história do Draft da NBA porque quase não jogou. Ele teve um ano espetacular por Washington no basquete universitário, com 23.2 pontos, 5.9 assistências, 5.7 rebotes e acertou 41.3% de três. No Sixers, logo nos primeiros jogos, já deu para ver que seu arremesso estava estranho.
Ele até conseguiu fazer 14.0 pontos, 5.7 assistências e 1.5 roubo de bola em 2022/23, mas foi o seu único ano bom. Até jogou mais partidas (72) em 2019/20, mas com sérios problemas. Merecia sorte melhor.
9. Dragan Bender (Phoenix Suns, quarta escolha do Draft de 2016)
Pronto. Agora, sim, você sabe quais são os maiores busts da história do Draft da NBA. Dragan Bender veio naquela onda de alas-pivôs europeus que a liga queria para ser um novo Dirk Nowitzki. Andrea Bargnani foi um deles. Até já vimos seu nome em algumas listas ruins, mas o italiano era bom jogador.
O contrário de Bender, que enganou todo mundo. Mas foi por pouco tempo. Afinal, o Suns não quis dar a ele um quarto ano de contrato. Ele tinha três temporadas garantidas, com opção do time para a quarta, como é normalmente. Então, ele foi para o Milwaukee Bucks. Só que o Bucks percebeu que o ala não era nada daquilo e o trocou para o Golden State Warriors. Ao fim de seu vínculo, em 2019/20, foi para a Europa.
Nem por lá ele foi bem quando jogou pelo Maccabi Tel Aviv. Mas em 2022, quando as coisas pareciam que iam mudar, após produzir 17.2 pontos, 6.6 rebotes e acertar 45.7% de três pelo Monbus Obradoiro, da Espanha, ele sofreu uma lesão no joelho. Nunca mais jogou.
8. LaRue Martin (Portland Trail Blazers, primeira escolha do Draft de 1972)
O Blazers vai aparecer aqui de novo, mas LaRue Martin ficou conhecido por ser primeira escolha no Draft de 1972 da NBA acima de nomes como Bob McAdoo, Dr J Julius Erving, Ralph Sampson (decepção, não está entre os busts) e Kevin Porter (não aquele).
Martin fez só quatro temporadas, todas em Portland. Pivô como McAdoo enganou por conta de números muito bons por Loyola Chicago: 19.6 pontos, 15.7 rebotes e 81.6% nos lances livres em seu último ano. Mas, na NBA, foram 5.3 pontos, 4.6 rebotes e nada mais.
7. Michael Kidd-Gilchrist (Charlotte Bobcats, hoje Hornets, segunda escolha do Draft de 2012)
Aí sim, estamos falando dos busts de verdade da NBA. Segunda escolha do Draft de 2012, o ala Michael Kidd-Gilchrist enganou Charlotte a ponto de ser titular em 353 dos primeiros 357 jogos na carreira. Pontuava, mas só perto da cesta. De três, um terror: 27.2%. E ainda tem o fato de que o número é melhor do que deveria, pois foram só 103 tentativas e 28 acertos em nove temporadas.
O Dallas Mavericks, então, quis pagar para ver. Quando viu, não gostou. Após troca, ele fez 13 jogos no time texano em 2020 e nunca mais pisou em uma quadra da NBA. A mecânica de seu arremesso é algo espantoso. Ele durou muito por ser ótimo defensor, mas era a única coisa boa que fazia.
6. James Wiseman (Golden State Warriors, segunda escolha do Draft de 2020)
A gente mostrou que James Wiseman era, para os gerentes gerais da NBA, o jogador que teria o melhor futuro na liga cinco anos depois de seu Draft. Mas os outros nomes daquele recrutamento eram LaMelo Ball, Anthony Edwards, Tyrese Haliburton, Tyrese Maxey, Deni Avdija e Desmond Bane.
Muitas lesões, um ano escondido em Memphis no basquete universitário e pouco basquete. De vez em quando, um time o chama e logo depois vai embora. Wiseman até não é ruim, longe disso. Mas não consegue se manter saudável e, em suas últimas apresentações, não foi nada bem. Por isso, entra na lista.
5. Adam Morrison (Charlotte Bobcats, hoje Hornets, terceira escolha do Draft de 2006)
Um ano espetacular em Gonzaga (28.1 pontos, 5.5 rebotes e 42.8% de três) deu a entender que Adam Morrison era um bom jogador. Até enganou no primeiro ano, mas aquele arremesso nunca vinha. Deixou a NBA como um dos maiores busts do Draft aos 25 anos.
O que era estranho em seu caso é que nos dois primeiros anos em Gonzaga, ele teve 30.4% e 31.1%. Do nada, saltou para 42.8%. Uma das métricas mais comuns para avaliar arremesso em potencial de jogadores é o lance livre. Em alguns casos, são exceções como Morrison, que não passava dos 77% no basquete universitário e ficou em 71% na NBA.
Mas ele tinha um bigode legal.
4. Darko Milicic (Detroit Pistons, segunda escolha do Draft de 2003)
Na primeira escolha, LeBron James, seguido por Darko Milicic, Carmelo Anthony, Chris Bosh e Dwyane Wade. Sim, tem alguém que não deveria estar ali. De alguma forma, o Detroit Pistons achou que o sérvio era melhor que qualquer um, exceto LeBron.
Até existe uma explicação ruim para não selecionar Anthony. Anos depois, a direção disse que não poderia competir pelo título e ter o ala em desenvolvimento ao mesmo tempo. Mas mesmo tivesse escolhido Carmelo, o Pistons poderia trocar por um reforço.
Mas, não. Foi de Milicic, um jogador que não era jogador, apesar de esforçado. Detroit sabia o que estava fazendo, então não dá para reclamar. Passou por seis times em dez anos, sem qualquer brilho. De novo, se esforçava muito em quadra, o que fez ficar tanto tempo ali, com uma passagem até interessante pelo Minnesota Timberwolves.
É um dos principais busts do Draft, especialmente porque foi um dos melhores recrutamentos na história da NBA e só LeBron foi chamado antes.
3. Hasheem Thabeet (Memphis Grizzlies, segunda escolha do Draft de 2009)
Em sua melhor temporada, Hasheem Thabeet fez 3.1 pontos, 3.6 rebotes e 1.3 toco. Muito por conta de sua altura (2,21m), ele bloqueava arremessos, mas ele era um desastre total. Durou um ano e meio no Memphis Grizzlies. Depois, passou por mais quatro times até que todo mundo finalmente entendeu que ele era só um cara alto.
Sabe quem estava naquele Draft da NBA? Stephen Curry, James Harden, Jrue Holiday, DeMar DeRozan, Ricky Rubio, Patty Mills, Danny Green, Tyreke Evans. Todos eles saíram depois de Thabust. É um dos piores jogadores de todos os tempos, mas o Grizzlies realmente achou que estava fazendo um grande negócio.
2. Greg Oden (Portland Trail Blazers, primeira escolha do Draft de 2007)
Você sabe que tudo é potencializado quando tem um Hall da Fama depois de um desastre no Draft da NBA, né? Não é diferente de Greg Oden, que foi a primeira escolha antes de Kevin Durant.
Oden passava longe de ser ruim, mas seu corpo não conseguiu acompanhar. Foram só 105 jogos entre 2007 e 2014. Em seu melhor ano, 2009/10, fez 11.1 pontos, 8.5 rebotes e 2.3 tocos. O problema? Fez 20 partidas e ficou fora por três temporadas seguidas. Era bom jogador, mas não conseguiu ficar em quadra.
1. Anthony Bennett (Cleveland Cavaliers, primeira escolha do Draft de 2013)
Quatro anos na NBA, quatro times. É bem verdade que ele era um ala preso em um corpo de ala-pivô em uma época em que as posições eram bem definidas. No fim, ele não foi nenhum dos dois e teve grandes problemas na transição para a liga. Anthony Bennett foi muito mal.
Bennett teve bom aproveitamento no basquete universitário (37.5%), mas isso não se repetiu na NBA, com 26.1%. O canadense até teve outras chances de voltar, mas não passou dos treinos no Phoenix Suns e Houston Rockets. Não conseguiu destaque nem na G League e fracassou na Europa. Aos 33 anos, joga na liga do Bahrein, após passagem pela segunda divisão de Taiwan.
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