Três opções de troca para Jonathan Kuminga na NBA
Agente livre, ala deve sair do Atlanta Hawks via sign and trade
O mercado da agência livre “secou”. Ainda existem alguns nomes, mas com os times sem espaço no teto salarial, é impossível que eles cheguem ganhando grandes valores. No entanto, existe uma alternativa válida: o sign and trade. E é o que o Atlanta Hawks está tentando fazer para liberar o ala Jonathan Kuminga em uma troca no mercado da NBA.
O Hawks já está com o seu elenco cheio para 2026/27. Por enquanto, são 17 jogadores sob contrato, sem contar com o ala, ex-Golden State Warriors. Então, é certo que a franquia de Atlanta vai fazer alguns movimentos nas próximas semanas. A grande questão é: para onde?
Veja, se o Hawks está com 17 jogadores, é preciso chegar a 15 até o início da próxima campanha da NBA. Então, não adianta o time receber mais contratos. Para algo acontecer, Atlanta tem de envolver um terceiro ou um quarto time para fazer a troca.
Para isso, nós encontramos três opções no mercado da liga. Três times que precisam de jogadores atléticos como Jonathan Kuminga, seja como ala ou ala-pivô. Aos 23 anos, ele passou a última offseason batendo o pé para receber um grande contrato com o Warriors. Ele era agente livre restrito, assim como Josh Giddey, Cam Thomas e Quentin Grimes. Destes, só Giddey manteve-se onde estava, no Chicago Bulls.
Agora, ele volta a passar por isso, só que sem destino. De acordo com rumores, o ala quer acima de US$20 milhões anuais. Para quem fez 12.3 pontos e 5.3 rebotes em Atlanta, por cerca de 22 minutos de ação, é mais ou menos o que o mercado paga. Talvez, um pouco mais, mas aqui os times partem do princípio que ele é muito jovem e tem potencial para crescer.
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Vale lembrar que na temporada 2023/24 da NBA, ainda no Warriors, Kuminga fez 16.1 pontos em pouco mais de 26 minutos por noite. Ou seja, tem algo ali que os times possam acreditar.
Mas por que o Hawks não quer ficar com Jonathan Kuminga?
Bem, aí existem outras questões. Uma delas é que Jalen Johnson, o principal jogador da franquia, joga nos mesmos espaços que ele e tem um arremesso de três um pouco melhor. Caso Kuminga ou Johnson tivessem um grande aproveitamento no quesito, até seria possível um encaixe. Mas o Hawks ainda tem Dyson Daniels, um dos melhores defensores da liga, só que sem arremesso algum.
E estamos falando de uma NBA que “pune” times sem espaçamento, o que faz da troca de Jonathan Kuminga algo mais do que justo para Atlanta. Não adianta ter três jogadores em quadra sem que o arremesso seja menor que 37% hoje. Se é para escolher, o Hawks vai optar por Johnson e Daniels.
Cleveland Cavaliers
Um dos grandes desejos da direção do Cavs é ter Evan Mobley jogando mais como pivô. Foi ali que o time mais gostou dele, aliás. Nos playoffs de 2024, Jarrett Allen não jogou por lesão, e Mobley teve de atuar na função.
Mobley se portou muito bem ali e fez ótimas séries diante do Orlando Magic e Boston Celtics. Enquanto isso, é fato que o Hawks tem interesse em troca por Allen, pois não vê Onyeka Okongwu como titular na NBA.
O Hawks já fez várias tentativas assim, mas sempre acabou optando por outros jogadores na função. Por isso, Clint Capela durou tanto tempo em Atlanta. Aliás, apesar de Okongwu ser um pivô que dá ao time um espaçamento melhor, ele é baixo. Oficialmente, teria 2,08 metros, mas os rumores dizem que ele não passa de 2,05m.
Aliás, quando Kristaps Porzingis passou por Atlanta, Okongwu foi seu reserva. Então, é normal entender que a equipe busca alguém para fazer a função além dele.
Assim, uma troca em sign and trade levaria Jonathan Kuminga ao Cavs, enquanto o Hawks receberia Allen para enfrentar caras maiores na NBA. O atual jogador de Cleveland é exatamente o contrário de Okongwu: é mais alto do que é listado oficialmente.
Aqui, Kuminga assinaria um contrato de US$23 milhões por ano e iria ao lado de Asa Newell ao Cavs por Jarrett Allen, pois o pivô de Cleveland tem vínculo de US$28 milhões em 2026/27.
Los Angeles Lakers
Outro time que pode tentar uma troca por Jonathan Kuminga na agência livre da NBA é o Lakers. Aliás, os rumores ali foram muito fortes no começo da offseason, pois a equipe ficou sem um ala-pivô titular. Sandro Mamukelashvili não é esse cara.
Então, para o ala jogar em Los Angeles, é preciso de um terceiro time. Assim, Kuminga recebe um contrato por volta de US$22 milhões e vai para lá. Mas é necessário que alguém mais apareça na troca. Aqui, indicamos o Golden State Warriors.
Primeiro, porque Jarred Vanderbilt, se tivesse seus 35% de aproveitamento nas bolas triplas, ele jamais sairia do Lakers. Afinal, ele corre por toda a quadra, defende muito bem, faz coberturas e pega rebotes de ataque. Mas, “Vando” tem só 29% no quesito. É muito pouco se você quer usar o jogador aberto para Walker Kessler usar seu corpo como pivô.
JJ Redick até pode contar com os dois, desde que Kessler saia para fazer a opção no arremesso de três, pois o pivô acertou seis das oito tentativas que teve em 2025/26 pelo Utah Jazz em cinco jogos. Não seria o ideal, entretanto.
Então, o Lakers mandaria Jake LaRavia, Jaden Hardy e Vanderbilt ao Warriors, Moses Moody e Dalton Knecht iriam para o Hawks, enquanto Jonathan Kuminga jogaria em Los Angeles. Um quarto time precisaria receber Buddy Hield e De’Anthony Melton, o Chicago Bulls. Com isso, o pivô Jalen Smith iria para a franquia californiana.
Tudo aqui é possível, desde que a troca aconteça depois do dia 7 de setembro, quando Hardy é liberado pela NBA para outra negociação.
Minnesota Timberwolves
Por fim, o Timberwolves precisa de tamanho e força após trocar Julius Randle e Naz Reid na agência livre. É uma troca simples, embora o Hawks precise receber uma escolha de segunda rodada e um swap (direito de inverter pick) de Minnesota.
O Timberwolves recebe Jonathan Kuminga e Corey Kispert, além de uma TPE (trade player exception) de US$260 mil, enquanto o Hawks fica com os expirantes de Josh Green e Donte DiVincenzo. Funciona para os dois times.
Primeiro, pois o Hawks teria a chance de abrir US$25 milhões em sua folha para a próxima temporada. Para Minnesota, que só tem Trey Lyles na função, seria o ideal para deixar Jaden McDaniels em sua posição original, na ala. Assim, Lyles viria do banco para fazer o que produzia no Sacramento Kings: espaçamento e rebotes.
A troca só poderia ser completada depois do dia 25 de agosto, pois Green chegou em outra negociação recentemente.
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