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Como há dez anos, Lakers inflaciona mercado com Walker Kessler

Time de Los Angeles supervaloriza pivôs com grandes contratos na NBA

mercado Lakers Walker Kessler
Reprdução / X

O Los Angeles Lakers repetiu a dose e inflacionou o mercado da NBA ao dar um contrato de US$130 milhões por quatro anos ao pivô Walker Kessler. A equipe californiana aproveitou a primeira oportunidade em anos para usar a agência livre para fazer contratações. Só na offseason, o time trouxe nove caras novas para 2026/27.

É muita coisa, pois a franquia não tinha quase ninguém sob contrato. Mas, mesmo assim, usou o espaço em sua folha de forma muito rápida e montou um elenco. Para muitos fãs, o Lakers fez uma grande agência livre. Outros, reclamaram de alguns dos vínculos.

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Em especial, o de Walker Kessler, que ganhava menos de US$5 milhões na última campanha e vai receber uma média de US$32.5 milhões pelos próximos quatro anos. É normal o pivô ganhar um salário bem maior, mas seu novo vínculo vai virar base para outros jogadores da posição.

Jalen Duren, por exemplo, não quer ganhar menos que US$40 milhões por ano. O pivô, agente livre restrito do Detroit Pistons, forçou uma troca para o Sacramento Kings. Mas ele acha que deve receber tais valores porque foi, de forma justa, All-Star e All-NBA em 2025/26.

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Então, Duren acredita ter argumentos para receber um salário tão alto quanto Kessler no mercado. Nada mais justo, certo? Mas a gente já viu esse filme. A supervalorização de pivôs aconteceu há cerca de dez anos, quando o mesmo Lakers deu US$64 milhões a Timofey Mozgov.

Aquilo fez com que até o brasileiro Cristiano Felício recebesse um contrato de US$32 milhões por quatro temporadas com o Chicago Bulls. Isso, depois de produzir 4.8 pontos e 4.7 rebotes no ano anterior.

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Até deu para entender o que o Lakers fez há dez anos. Nos primeiros minutos daquela agência livre, o time foi lá e fechou com Luol Deng (US$72 milhões por quatro anos) e Mozgov. Como não tinha elenco para competir por grandes coisas, a franquia quis inflacionar o mercado e fazer com que seus adversários gastassem dinheiro.

Simples assim: se Mozgov valia US$16 milhões anuais, na próxima extensão, um pivô All-Star ganharia quanto em sua renovação? E ainda tem um fato importante para o time ter feito aquilo. Afinal, com o contrato da TV, o teto subiu de US$70 milhões em 2015/16 para US$94.1 milhões em 2016/17. Aquele aumento fez o mercado enloquecer e o Lakers se aproveitou disso.

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Claro, isso não existe mais. De acordo com o atual CBA (Acordo Coletivo de Trabalho), o teto só pode subir 10%. Então, aquilo acabou. Há um ano, houve um novo contrato da TV e, mesmo assim, o cap foi limitado.

Não estamos dizendo que o Lakers terá uma temporada ruim por gastar todo esse dinheiro no mercado por Walker Kessler. Longe disso, aliás. O time só estabeleceu algo que será muito comum a partir de agora.

Isso porque os pivôs voltaram a ser mais valorizados. Aquela tendência de jogadores que dão segundas chances aos times em quadra vai crescer. Steven Adams, por exemplo, vai ganhar US$13 milhões em 2026/27. Mas se ele fosse agente livre hoje, receberia um salário ainda maior.

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É o que o Charlotte Hornets pode lidar com Moussa Diabate, um pivô que pegou 42.5% de seus rebotes no ataque. O mercado já entendeu o recado que o Lakers deu.

Mais comum do que parece

A NBA vive de tendências, acredite. Quando Dirk Nowtizki virou aquilo tudo, todo e qualquer time passou a mirar um cara grande europeu. Não por menos, Andrea Bargnani virou primeira escolha de Draft.

Depois, teve a fase em que a liga usava formações prioritariamente baixas. Lembra de PJ Tucker jogando de pivô no Houston Rockets, mesmo com 1,96m? O Utah Jazz deixou Derrick Favors de lado para usar Royce O’Neale.

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Hoje, são poucos os pivôs na liga que não arremessam de três. O próprio Walker Kessler trouxe esse artifício na última campanha. Embora tenha sido por poucos jogos (lesão), ele acertou seis das oito tentativas do perímetro em cinco jogos.

Em 2011, Drew Gooden começou a arremessar de três nos tempos de Milwaukee Bucks. Ele explicou: “eu tinha de fazer isso ou não estaria mais na NBA”. O artifício o deu mais cinco anos na liga.

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Agora, os jogadores da posição voltam a ser valorizados. Como Steven Adams explicou, ficou fácil jogar de pivô na NBA. Quem souber usar o corpo, vai ganhar mais.

Sim, o Lakers usou o mercado de 2016 para inflacionar o mercado. Agora, foi pela necessidade de alguém na função, alguém que Luka Doncic queria há mais de um ano. Foi caro, mas a torcida espera que ele faça valer cada centavo.

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