Três trocas que o Celtics poderia resolver a questão Paul George
Qualquer negócio envolvendo o ala veterano só pode ser concretizado a partir de setembro
Em uma das piores trocas da história da NBA, o Boston Celtics recebeu o ala Paul George em um negócio com o Philadelphia 76ers. Em contrapartida, a equipe de Massachusetts enviou o astro Jaylen Brown. Até aí, todo mundo já sabe o que houve. O Celtics estava de olho em sua folha salarial e teria de estender o contrato de Brown em breve. Enquanto isso, o vínculo de George acaba em 2027/28.
É justo dizer que, pensando apenas na parte financeira, o Celtics não tinha muito o que fazer a não ser negociar Jaylen Brown. A saída do ala ainda faz sentido por conta de movimentos que a franquia tentou usar o atleta por Kevin Durant e, agora, por Giannis Antetokounmpo. O que antes era uma tentativa de melhorar o elenco, virou uma queda de qualidade.
Tudo bem imaginar que Paul George seja ainda muito bom e faria sentido no estilo de jogo do técnico Joe Mazzulla. E faria mesmo, pois George é um ótimo arremessador, ajuda na organização ofensiva e ainda defende bem. Mas, ao mesmo tempo, estamos falando de um jogador de 36 anos e com um vasto histórico de lesões.
Seria perfeito se fosse o George de 2020, mas não é o caso. Agora, o time de Boston precisa entender quais são os seus próximos passos. Ficar com o ala e arriscar ou tentar trocas no mercado que ajudariam de fato a equipe?
Três trocas para o Celtics envolver Paul George
Aqui, vamos esclarecer duas coisas: primeiro, George é um problema por conta de seu salário. Depois, Boston possui várias escolhas de Draft que poderiam ajudar a se livrar disso. Pronto. Agora, é encontrar uma forma de “trocar” um problema por outro, mandar picks e melhorar o time.
Se o Celtics quisesse fazer um tank ou algo assim, teria de ser em 2025/26, pois o Draft era muito forte e o time não fez as trocas que deixariam “na cara do gol”. Ou seja, se tivesse mandado Jaylen Brown há um ano para outro time com as explicações que a direção deu, absolutamente ninguém estaria reclamando.
Afinal, Jayson Tatum ficaria fora de 2025/26, a franquia se livraria de contratos pesados (como fez) e manteria quem ficou, exceto Brown. Assim, teria grandes chances de selecionar um dos quatro grandes nomes do recrutamento.
Mas o bonde já passou e não tem como ficar imaginando coisas para o passado, né? Agora, a ideia é se livrar do contrato de Paul George e competir de verdade.
Troca com o Pelicans
De novo, vamos trocar um problema por outro, mas tentar chegar perto do que pode ser bom para todo mundo. Então, o Celtics mandaria George e três escolhas de Draft para o New Orleans Pelicans por Jordan Poole e Trey Murphy.
Sim, Poole pode ser útil vindo do banco e seu vínculo tem um expirante de US$34 milhões. Além disso, Murphy é um jogador que está a um passo de virar astro. Sólido defensor, ele tem um ótimo arremesso, ajuda na organização e pontua com fluidez.
E as picks? Além de George, o Celtics mandaria o que chegou do Sixers (as duas escolhas) e uma de 2031 com proteção top 10.
O Pelicans precisa de escolhas de primeira rodada para uma provável reformulação. E o time ainda abriria um espaço muito considerável em sua folha para 2028/29. Em suma, teria apenas US$43 milhões em vínculos.
Especula-se que o teto salarial da NBA será de US$182 milhões. Ou seja, espaço de sobra para Joe Dumars renovar com DeAndre Jordan, aos 39 anos.
Seria uma das trocas para o Celtics entrar na temporada sem lembrar da questão Paul George e já competir por algo sério em 2026/27.
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Troca com o Trail Blazers
O Portland Trail Blazers quer competir, certo? Mas acumula vários armadores ali e alguém vai sobrar em algum momento da temporada. A especulação é que Jrue Holiday seria “o cara”. É fato que o Celtics mandou Holiday em uma daquelas trocas para se livrar de contratos, mas ele fez muita falta em Boston em 2025/26. Pergunte ao arremesso de Derrick White, por exemplo.
White é um ótimo arremessador de catch and shoot. No entanto, por ter de cuidar mais da bola em 2025/26, ele teve de fazer vários arremessos após mais de três dribles. Como resultado, seu percentual despencou. Com Holiday ali, ele não ficaria tão responsável pela organização ofensiva.
A troca seria Toumani Camara, Holiday por Paul George e a pick de 2028 vinda do 76ers. É isso.
Camara é excepcional defensor e que vem arremessando acima dos 37% de três nos últimos anos. Além disso, ele não é tão jovem (26 anos) e chegaria pronto para contribuir. Ele tem um contrato de quatro anos, enquanto Holiday possui um vínculo até 2027/28, mesmo período de George.
O Blazers receberia George para atuar ao lado de Damian Lillard e os contratos de ambos acabam em 2027/28. Isso tudo, enquanto Deni Avdija teria ajudas sólidas de dois veteranos.
Troca com o Kings
Lembra daquela situação de trocar um problema pelo outro? A diferença é que o Celtics receberia, em uma das opções de trocas de Paul George, um jogador com contrato expirante.
O Sacramento Kings não consegue desovar o contrato de Zach LaVine. Apesar de não fazer tanto sentido, vamos lembrar de duas coisas importantes. O vínculo de Domantas Sabonis acaba em 2027/28, assim como o de George. Então, o time californiano poderia abrir um espaço gigantesco em sua folha para a agência livre de 2028. A segunda coisa é que é o Kings.
A equipe sempre faz movimentos estranhos. Mais um, ninguém notaria a diferença.
E LaVine é um jogador de 20 pontos ou mais, com 39% de acertos de três na carreira. Além disso, é um ótimo defensor no jogador da bola (ele se perde em outros momentos, entretanto).
Por fim, se tudo der errado com LaVine, o Celtics abre, imediatamente, US$49 milhões de alívio financeiro, o que deixaria a equipe abaixo do teto para 2027/28. Ou seja, a flexibilidade que Boston teria aqui seria enorme. Na pior das hipóteses, mandaria um swap e uma escolha de segunda rodada para ajudar a convencer.
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