Pelicans assusta fãs com DeAndre Jordan como prioridade na NBA
Pivô de 37 anos ganhou contrato garantido de duas temporadas para seguir na equipe
É muito comum você ver times com veteranos que pouco jogam, mas estão lá para ajudar na formação de atletas mais jovens. Por muitos anos, Udonis Haslem teve tal papelo no Miami Heat. Nada diferente do que DeAndre Jordan, com experiência de 18 temporadas na NBA, faz no New Orleans Pelicans.
E está tudo bem uma equipe ter uma pessoa assim no vestiário, pois é mais benéfico do que outros métodos. De acordo com uma pesquisa recente da NBA em seu site oficial, jovens jogadores preferem ter alguém assim em seus elencos como seus mentores. Existe uma certa “divisão” de responsabilidade entre os assistentes e veteranos nos grupos.
No entanto, isso jamais pode ser prioridade em um mercado de agência livre. DeAndre Jordan, por mais que seja um jogador de confiança, não poderia virar o alvo de uma franquia após fazer meros 12 jogos na última temporada. Ou seja, ele ficou de fora de outros 70 por opção técnica.
Embora ainda seja uma presença marcante no vestiário, Jordan teve sua importância superestimada quando a direção do Pelicans “brigou” no mercado para manter o jogador. De acordo com Marc Stein, do site Substack, o time afastou franquias interessadas no atleta no começo da agência livre ao dar a ele um contrato de dois anos por US$7.9 milhões.
Não que Jordan seja ruim ou algo assim para o Pelicans. Não é isso. Em quadra, se você usar métricas por 36 minutos, ele produziu 9.6 pontos, 13.7 rebotes e 1.8 toco. Mas a realidade é diferente e ele teve 4.4 pontos e 6.3 rebotes em cerca de 16 minutos. Não são números ruins. Apenas, não tiram o time de onde está hoje.
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Não é como o Pelicans tem tudo resolvido na NBA e a manutenção de DeAndre Jordan seja só a “cereja do bolo”. A franquia foi aos playoffs quatro vezes nos últimos 15 anos. Em sua história (desde 2002/03), são nove classificações, sendo que mais da metade delas até 2011.
Claro, não é do nível do Sacramento Kings, que se classificou uma vez desde 2006/07. Mas o Pelicans só venceu duas séries em sua história, a última em 2018. O time jamais passou da semifinal do Oeste.
Enquanto isso, o melhor jogador do Pelicans, Zion Williamson, nunca pisou em quadra durante os playoffs da NBA. O time parece viver uma utopia que não tem fim. São sete anos desde a sua estreia na liga e só teve duas temporadas vencedoras no período (quando vence mais da metade dos jogos).
Williamson, por sua vez, só jogou em 50.9% das partidas desde o seu primeiro ano. Isso, por si só, já deveria ser muito preocupante. E vou além: ele jogou nas últimas duas campanhas sob restrição de minutos. Em apenas seis oportunidades na carreira, ele atuou por 40 minutos ou mais, nenhuma delas desde 2023/24.
Aliás, para quem não lembra disso, Zion jogou até o último embate do time na fase regular daquele ano. No entanto, ele se machucou no play-in contra o Los Angeles Lakers e ficou fora do jogo que levou o time aos playoffs diante do Sacramento Kings. Como consequência, não enfrentou o Oklahoma City Thunder na primeira rodada.
Problemas vão muito além de Zion
Claro que não ter o jogador da franquia em jogos importantes é péssimo. O Pelicans não consegue ter Zion em uma sequência de jogos na NBA e qualquer time teria problemas similares. Mas New Orleans erra em demasia.
Não só por insistir em algo que não vem dando certo, mas por cometer falhas gigantescas. Por mais que troquem GM, técnico, o time sempre erra feio.
No Draft de 2025, por exemplo, o Pelicans quis subir no recrutamento para selecionar Derik Queen. Até aí, tudo bem. Mas, para isso, deu a pick de 2026 ao Atlanta Hawks. O detalhe é que o Hawks mirava Asa Newell e, mesmo caindo da 13 para 23, selecionou o ala.
Como resultado, o Pelicans, que vinha de duas classificações aos playoffs da NBA nos últimos sete anos, não poderia ir para o tank no melhor Draft da década. A pergunta é: quem contou para a direção que o time poderia abdicar de um recrutamento tão bom assim?
Será que a franquia estava em condições de competir? Bem, pelo jeito, não. As 26 vitórias em 2025/26 em 82 jogos escancaram isso.
Então, o primeiro movimento do Pelicans na offseason seguinte da NBA foi… estender com DeAndre Jordan por dois anos. Não por um, como ele vinha ganhando contratos desde 2021. Por dois.
“Ah, mas é o salário mínimo para veteranos”, alguém vai dizer. Não foi pelo mínimo. Foi um salário garantido de US$7.9 milhões. Fosse de um ano, o time arcaria com apenas US$2.45 milhões.
Mas o que mais New Orleans fez? Não chegou ninguém na agência livre, não teve uma troca, nada.
Pelicans sonha em vencer na NBA
É fato que o Pelicans melhorou em quadra quando Dejounte Murray voltou de lesão. Foram cinco vitórias em 14 jogos. Saiu de 30.8% de aproveitamento sem ele para 35.7% com o armador. Os números não mentem, né?
Parece brincadeira o que acontece em New Orleans. De péssimo gosto, aliás. Mas a direção acha que o time pode competir de verdade com o atual elenco. No Oeste. E não tem um rumor sobre upgrade no elenco. É sempre perdendo peças importantes, como Herb Jones ou Trey Murphy.
Aliás, aquele trio dos sonhos dos fãs com Brandon Ingram, Murray e Zion jamais esteve em quadra ao mesmo tempo. Quem sabe no futuro, né? Depois de Ingram jogar pelo Toronto Raptors e a nova troca para o Los Angeles Clippers, ele possa chegar como agente livre em 2028.
Mas pense aqui. DeAndre Jordan foi eleito o melhor companheiro de time na última temporada. Por isso, tem um novo contrato. Parabéns, Pelicans.
DeAndre Jordan 😂😂😂😂 pic.twitter.com/1S0RIhzLWM
— Beignet Boy⚜️ (@_joshisking) May 1, 2026
É muito sofrimento.
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