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Campeões da NBA, Warriors e Nuggets viram grandes problemas

Liga mudou e quase ninguém percebeu como tudo está diferente no mercado

campeões NBA Warriors Nuggets
Reprodução / X

Golden State Warriors e Denver Nuggets, dois dos últimos três campeões da NBA pelo Oeste, passam por sérios problemas para a montagem de seus elencos. Após grandes temporadas, os times caíram muito cedo em 2025/26. Enquanto o Nuggets foi eliminado na primeira rodada, o Warriors sequer foi aos playoffs. No entanto, as franquias não parecem ser as únicas.

Isso porque a NBA, desde que implementou os níveis de multas, mexeu muito com os elencos. Em busca de um equilíbrio, a liga pressiona equipes a pagarem cada vez menos aos seus astros. Como resultado, já são oito campeões diferentes desde 2019.

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Mas mais do que isso, o equilíbrio tirou de Warriors e Nuggets a força que tinham. Seus núcleos foram destruídos, enquanto tentavam voltar a vencer. E, adivinhe: não venceram. Embora seja algo cada vez mais natural, tal amostra tende a “quebrar” franquias.

Claro que é bom para o negócio ver campeões diferentes a cada ano. Imagine isso: são 30 times com chances, teoricamente, iguais. Na prática, entretanto, é bem diferente. E isso tudo tem a ver com os salários. Afinal, se um astro sabe que pode ganhar mais em outro lugar, não tem essa de lealdade de dar “descontos” em contratos.

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Por isso, é raro ver casos em que jogadores como Jalen Brunson abram mão de seus ganhos por uma montagem de elenco mais forte. Não por menos, New York Knicks e ele foram campeões da NBA em 2025/26, algo que a franquia não via desde os anos 70.

Esse “boom” de novos campeões acontece de uma forma que a liga não se importa. Pelo contrário, ela aplaude. Em poucos anos, três franquias venceram o título pela primeira vez.

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Claro que já estamos pensando no futuro, pois o histórico do Oklahoma City Thunder vai mudar e a franquia vai “devolver” ao Seatle Supersonics tudo o que aconteceu antes de 2008. Assim que a NBA fizer a expansão, Thunder e Sonics serão campeões separados da liga. Por enquanto, é tudo a mesma coisa, só que isso vai mudar em poucos anos.

Outros campeões, como New York Knicks e Milwaukee Bucks, venceram depois de várias décadas.

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De qualquer forma, a pressão que a liga faz em cima dos salários é justa até certo ponto. Dá a chance a um oitavo do Leste, por exemplo, de ficar com o título. Não que não pudesse antes, mas o que acontece é que até o décimo ganha a oportunidade com o play-in. Enquanto isso, as regras contra o tank achatam a liga com os tais “rebaixamentos”.

Não adianta mais ficar entre os piores times de sua conferência. Agora, tentando fazer todo mundo competir, a NBA quer que times próximos da zona de play-in, como foi o caso do Warriors em 2025/26, façam de tudo para vencer. Caso contrário, perdem o direito de ficarem com as melhores escolhas do próximo Draft.

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Corrida Maluca

Virou meio que Corrida Maluca. Talvez, ninguém que esteja lendo saiba do que estamos falando, mas havia um desenho, bem antigo, em que todo mundo competia em uma corrida e, basicamente, qualquer um podia vencer. Da forma mais aleatória possível, alguém ganhava.

O resultado disso é o fim das hegemonias, das grandes dinastias que marcaram a liga. Campeões recentes da NBA, como Boston Celtics, Denver Nuggets e Golden State Warriors, estão em situação muito difícil. Tudo por conta de regras que tiram das franquias a chance de manterem seus núcleos.

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Celtics deixa de ser candidato em pouco tempo

Veja como são as coisas. Não são apenas Nuggets e Warriors. O Celtics entrou na mesma. Citamos os dois do Oeste, pois é a conferência mais dura que existe há alguns anos. Mas Boston entrou no mesmo barco e não sabe como sair.

Quando Jayson Tatum se machuca, a franquia abriu mão de vários jogadores de uma vez: Al Horford, Jrue Holiday, Kristaps Porzingis e Luke Kornet. Como resultado, o melhor pivô que sobrou por lá foi Neemias Queta, o quarto jogador da posição. E, como todo respeito ao português, que fez boa temporada e ganhou uma ótima extensão, ele não é do mesmo nível que Horford e Porzingis eram, pelo menos.

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E tudo por que? Exatamente! A NBA quer impôr regras rígidas aos times, campeões ou não, a “andarem na linha”. Afinal, se você ultrapassa os limites, esqueça, vai pagar multas pesadas.

Para ter uma ideia, o Thunder, que venceu em 2024/25, começou a offseason abrindo mão de peças importantes de seu elenco quando trocou Isaiah Joe e Aaron Wiggins. Claro que Oklahoma City pode fazer isso, pois se preparou para o caos e garantiu várias escolhas de Draft por vários anos enquanto tinha um elenco horroroso. Quando montou o grupo que queria, já era. Todo mundo tinha de correr atrás e tentar fazer igual.

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Lakers faz o oposto

Ao contrário do Thunder, o Los Angeles Lakers abre mão de suas escolhas de Draft, pensando sempre em ter o melhor elenco possível. Detalhe: não tem. Isso porque o mercado está inflacionado. Mesmo que tenha espaço para fazer contratações em sua folha salarial, não adianta nada. O time até contratou, mas os melhores possíveis agentes livres já fecharam extensões prévias. Os times querem ser campeões da NBA, mas não possuem o que mais importa hoje: picks de primeira rodada.

Veja como está tudo mais difícil. Hoje, por conta da abertura de salários aos jogadores do basquete universitário, o que é justo, muitos atletas que poderiam entrar na segunda rodada, abrem mão do maior basquete do mundo. Consegue entender isso?

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Com um teto salarial que não acompanha a inflação dos grandes nomes da NBA, jogadores preferem tentar ser campeões da NCAA do que entrarem na liga por valores menores. O que antes era a garantia de seus futuros, hoje os atletas ficam mais no basquete universitário.

É sempre assim: uma coisa muito boa, mas que leva a outra ruim para o mercado da liga. Os salários são altos, mas ficam “presos” nos astros. Daí, sobram “migalhas” para o resto do elenco. Andre Drummond que o diga. Após reclamar que não jogaria mais por valores mais baixos, ele aceitou o mínimo para jogar pelo Knicks.

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O Lakers, hoje, montou seu elenco com agentes livres caros, enquanto não tem controle de nenhuma escolha de primeira rodada pelos próximos sete anos. Pode dar liga, mas não é bom o bastante.

Nuggets e Warriors lutam contra o tempo para voltarem a ser campeões da NBA

Ontem, o Jumper Brasil publicou sobre os elencos de todos os times após o início da agência livre. Se você olhar como estão Denver e Golden State, fica pasmo. Os dois estão em uma situação terrível.

Enquanto o Nuggets tenta fazer trocas, a franquia terá de estender com Peyton Watson por cerca de US$25 milhões anuais na NBA. Não estamos dizendo que ele não vale isso tudo por si só, mas com o atual grupo que tem, é um salário muito alto. Vai ter de abrir mão de peças importantes.

Não é só sobre a falta de identidade da torcida com os seus jogadores. É, também, sobre como as franquias vão conseguir se sustentar na luta por algo que não conseguem mais. Denver e Golden State já foram ótimos na agência livre.

No ano passado, inclusive, o Nuggets montou um bom elenco na NBA. Mas, quando todo mundo começou a se machucar, mesmo tendo um grupo forte e com várias opções, ficou faltando “gasolina no tanque”. Aaron Gordon, por exemplo, foi um jogador que a franquia “achou” para ficar por lá até se aposentar. Hoje, ele pode sair em uma troca porque a direção não o vê mais como confiável sob as atuais regras.

Fosse em outros tempos, Gordon jamais sairia de Denver. O mesmo se aplica a Klay Thompson no time de San Francisco. Não tem como manter, pois as regras são duras demais.

Jogadores merecem salários altos

Ninguém aqui está falando o contrário. Claro que Watson poderia ganhar seus US$25 milhões por ano. Não tem problema nisso, pois o cara tem talento e vai brilhar na liga. Mas times que querem ser campeões da NBA sofrem com decisões difíceis: Manter Gordon ou ele? Trocar Cam Johnson após um ano? Que tal Christian Braun?

Lá se vai a identidade. Denver não tem como brigar por título algum se não fizer muitos sacrifícios. Então, não se surpreenda se um dia a direção tiver de tomar a decisão de trocar Nikola Jokic e / ou Jamal Murray por uma reformulação.

Por outro lado, o Warriors ainda sonha em ver LeBron James e Stephen Curry antes que se aposentem na NBA. É um desejo antigo. O time já tentou troca com o Lakers, mas não aconteceu. Agora, espera que James aceite jogar por lá. Para isso, Draymond Green abriu mão de parte de seu salário só para acomodar o quatro vezes MVP.

Hoje, alguns dos atuais campeões da NBA, como Nuggets, Warriors, Celtics e até o New York Knicks, olham para a folha salarial antes de pensarem em título. Foi assim que Mitchell Robinson, autor do rebote mais importante da franquia de Nova York, teve de mudar de ares. O Knicks não queria entrar no segundo nível de multas e teve de sacrificar um cara que estava lá desde seu Draft.

Thunder vira alvo

Perceba como o Thunder se preparou para isso. Montou o time baseado em escolhas de Draft, enquanto acumulou talento. Ano a ano, a franquia foi adicionando jovens promissores sem se importar com o resultado. Quando conseguiu juntar o que precisava, fez trocas pontuais e pronto: tinha um dos melhores elencos da NBA e estava na mira do título.

Já conseguiu um, enquanto vê algumas ameaças aparecendo, como o San Antonio Spurs. No entanto, o próprio Spurs vai começar a sentir o mesmo que Warriors, Nuggets, Celtics e o próprio Thunder quando for estender com seus talentos.

Quem está começando a fazer igual ao Thunder é o Charlotte Hornets. A direção busca escolhas de Draft, enquanto montou seu elenco por ali. Depois, fez trocas pontuais e segue recebendo picks.

Então, Nuggets e Warriors vivem situação muito difícil para voltarem a serem campeões da NBA. Precisam de mais, não só hoje, mas por seus próximos anos.

O futuro chegou e quase ninguém percebeu. Quem perde é quem não tem escolhas de primeira rodada. Hoje, o maior ativo de qualquer franquia não é mais um astro, mas o quanto pode crescer com suas próprias picks em reformulações.

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