Lakers monta elenco na agência livre e deixa fãs em dúvida
Time de Los Angeles tenta virar a página LeBron James e seguir em frente
Tudo bem. A gente sabia que LeBron James ia deixar o Los Angeles Lakers. Depois de vários sinais dos dois lados, a franquia e o astro se despediram após oito temporadas. Com espaço no teto salarial, então, o Lakers foi montar seu elenco na agência livre da NBA. No entanto, não era uma offseason de grandes nomes no mercado e o time precisava fazer algo para tentar competir.
Não foi por falta de tentativa, pois a direção do Lakers conversou com vários jogadores nos últimos dias. Mas, ao mesmo tempo, precisava usar a saída de LeBron James para reforçar o grupo. Com mais de US$50 milhões que abriu de espaço, era a forma de tentar encontrar o que faria sentido.
Mas a agência livre da NBA não é um “lugar” onde você consegue fazer tudo o que precisa. Afinal, os aprons da vida estão lá, segurando várias contratações. E não é só do Lakers, mas de toda a liga. Então, é preciso ser criativo.
Primeiro, a direção sabe que tem de trazer peças que Luka Doncic gostaria de ter ao lado. Ele disse, em entrevista recente, que queria pivô e arremessadores. Então, Rob Pelinka foi atrás do que o esloveno pediu. Do contrário, se algo de errado acontecer no futuro próximo (como ele deixar o contrato e ir para outro time), a culpa cai só no presidente da franquia.
E um elenco para ser competitivo na NBA custa caro, ainda mais no Lakers. Existe uma teoria ao redor da liga que se um jogador é agente livre, ele pede valor x para todos os times e x + y para a equipe de Los Angeles.
Leia mais
- Boletim de rumores e trocas da NBA (02/07/2026)
- Celtics esquece título e erra feio em troca de Jaylen Brown
- Pacotão na NBA! Após saídas, Lakers fecha com três jogadores
Quando o Lakers prioriza o que Luka quer no elenco ao invés de estender com LeBron logo de cara, é porque ali acabou. E foi assim mesmo. Estendeu com Austin Reaves antes de pensar em James.
Então, a partir daí, a direção presumia que LeBron não voltaria. O primeiro negócio, depois disso, foi fechar com o pivô Walker Kessler. O Lakers pagou caro duas vezes. Primeiro, no salário, cerca de US$32.5 milhões anuais. Depois, no que mandou para o Utah Jazz: duas escolhas de primeira rodada e dois swaps.
Por outro lado, a diretoria do Jazz já estava preparada para perder Kessler. Do contrário, a troca por Jaren Jackson Jr e a extensão de Jusuf Nurkic na agência livre não teriam acontecido. Utah sabia que o pivô ia embora e esperava apenas quem pagaria mais por ele. Afinal, não fazia sentido o time de Salt Lake City ter Lauri Markkanen como ala-pivô e Ace Bailey na ala.
No Draft, ao selecionar Darryn Peterson, Danny Ainge já sabia o que estava por vir. O Lakers foi quem pagou mais e o Jazz aceitou. Agora, Utah tem um time muito mais competitivo e pode parar de jogar por derrotas. Olho em Keyonte George.
Logo que Kessler chegou, o Lakers foi fechando seu elenco na agência livre. De uma vez, acertou com Quentin Grimes, Sandro Mamukelashvili e Collin Sexton. Todos fazem sentido, não se engane.
Acabou o dinheiro
Ainda falta um especialista em defesa de perímetro, mas existem alguns disponíveis no mercado e dá para trocar o contrato de Deandre Ayton para ter Mamu vindo do banco. O fato é que parece e é pouco. O time já gastou tudo e só tem direito ao mínimo para veteranos, enquanto acumula cerca de US$195 milhões em salários para 2026/27. Dá para estender com Rui Hachimura, mas vai passar da luxury tax e bater no primeiro nível de multas.
O elenco precisa de ajustes, de trocas, mas não tem mais nada de escolhas de Draft. Ao menos, não possui controle de nenhuma pelos próximos sete anos. Vai ter de usar oportunidades no mercado para conseguir algo. A montagem do elenco não é boa no primeiro momento, mas é preciso ver o time em quadra. No papel, é possível imaginar que as coisas vão melhorar quando a equipe começar a jogar.
No fim das contas, todo mundo ali tem um papel importante no elenco do Lakers. Kessler vai liderar o garrafão com rebotes, muito suor e receber passes de Doncic e Reaves. Sandro é bom no espaçamento em quadra e ataca a cesta. Grimes é excelente defensor, arremessa de três e ajuda na organização ofensiva. Os outros dois todo mundo já conhece.
Do banco, o Lakers terá Sexton acelerando o jogo no ataque e se entregando na defesa, enquanto Cameron Carr é um calouro muito bom nos arremessos e pode fazer a diferença.
O elenco que o Lakers montou na agência livre pode não agradar ao bater o olho, mas tem tudo para surpreender.
comentários