Warriors quer time mais jovem com título da NBA “muito aberto”
GM da franquia discute planos para recolocar elenco entre melhores da liga em 2027

É consenso entre torcedores e analistas que o Golden State Warriors não tem time para disputar o título da NBA no momento. A equipe, afinal, nem chegou aos playoffs neste ano. Mas ninguém discute a experiência e espírito vencedor da base do elenco de San Francisco. Além disso, um dos finalistas deste ano não se classificou à pós-temporada em 2025. O GM Mike Dunleavy, por isso, não vê a franquia fora da disputa.
“Eu acho que precisamos ser cuidadosos com reações exageradas, mas os playoffs são o teste final. É um bom lugar para entender as tendências da NBA em quadra. E tivemos oito campeões diferentes nos últimos oito anos, então acho que a liga nunca esteve tão aberta. Certamente, não dá para cravar que uma equipe vai estar no topo pela próxima década ou coisa do tipo”, explicou o dirigente.
Pode não parecer, mas o Warriors tem motivos para estar confiante. É uma equipe que sabe o que é preciso para vencer, pois conquistou o título quatro vezes nos últimos dez anos. Os dois líderes dessas campanhas vencedoras, Stephen Curry e Draymond Green, seguem por lá. Dunleavy sabe que a concorrência é forte, mas, hoje, crê que é mais importante olhar o espelho do que a grama do vizinho.
“Essa ‘rotação de poder’ na liga ensina, acima de tudo, a focarmos em nós mesmos. Não olhe para os outros, mas para o que você pode fazer melhor. Não dá para se preocupar com um time, pois não sabemos se ele vai estar lá no ano que vem. Todos lidam com lesões, gestão da folha salarial e tudo o mais. Mais do que nunca, é preciso focar em si mesmo”, sentenciou o ex-jogador da NBA.
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Mais velho?
Um dos pontos em que o Warriors destoa da maioria dos times que faz sucesso na liga, a princípio, é a idade. O elenco está envelhecido para além de seus ídolos e referências. A grande aposta da franquia para se reforçar nos últimos tempos foi o veterano Jimmy Butler, por exemplo. Dunleavy entende que esse é um ponto crítico para definir o seu plano de ação na agência livre.
“Nós vamos estar bem se o elenco precisar ficar um pouco mais velho. Não seria o ideal, mas não vamos recusar se for o caminho para termos uma melhora significativa. Creio que precisamos cogitar todas as situações, então não vou descartar nada. No entanto, penso que é bem improvável. A nossa preferência, por enquanto, é rejuvenescer esse elenco um pouco”, admitiu o executivo.
Dunleavy sabe que o mercado da liga é imprevisível. Mas, no momento, está em busca de menos experiência e mais vitalidade em torno de Curry e Green. “Não é segredo para ninguém que temos alguns atletas na fase final da carreira. Acho que adicionar mais veteranos, então, é um risco. Afinal, sinto que há um ‘limite’ para o número de jogadores de mais idade se pode ter um elenco hoje”, reconheceu.
Primeiro passo
Antes de falar em um título da NBA, ou até em mudanças no time, o Warriors precisa ter um plano para os seus agentes livres. Há dez casos no elenco entre atletas com opções em contrato e agentes livres. Os dois mais importantes, certamente, são Green e o pivô Kristaps Porzingis. Dunleavy sinaliza que, a princípio, tem interesse em seguir com ambos no elenco.
“Eu já tive algumas conversas com todos os nossos agentes livres e os seus agentes. Por isso, digo que temos uma ótima relação. Draymond é um caso muito particular, pois ele tem uma decisão a tomar com a opção. Mas estamos em contato. E a mesma coisa vale para Kristaps: em comunicação. Nós valorizamos muito ambos e os vemos como peças importantes para a próxima temporada”, concluiu o GM do Warriors.
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