Sete motivos por que Tiago Splitter é o melhor técnico para o Bulls
Após sucesso no Portland Trail Blazers, brasileiro pode seguir como treinador na NBA

De acordo com rumores, o técnico Tiago Splitter está na mira do Chicago Bulls. Segundo uma de nossas fontes, o brasileiro já fez entrevista com a nova direção e espera o resultado.
Após levar o Portland Trail Blazers aos playoffs logo em seu primeiro ano, ele se credenciou a seguir na função na NBA. Apesar de seu feito no time do Oregon, a nova direção está atrás de outros rumos. Então, o Bulls aparece como uma grande oportunidade.
Pensando em tudo isso, resolvemos listar sete motivos para Tiago Splitter ser o novo comandante da equipe de Chicago.
1. DNA do Spurs: cultura de campeão e responsabilidade
Primeiro, Tiago Splitter foi campeão como jogador na NBA em um time que ele sabia de sua importância no elenco. Ele deixou a Espanha como MVP e chegou ao San Antonio Spurs para ser mais um dentro da filosofia de Gregg Popovich. Ou seja, Splitter sabe bem o que é ser “o cara” e o que é trabalhar como coadjuvante.
São experiências que muitos jogadores que chegam à NBA sem saber como funciona, pois eles saem da faculdade, muitas vezes como a primeira opção e acostumados com vitórias. Em Chicago, eles vão aprender a lidar com a pressão de um time seis vezes campeão, mas em pura reconstrução.
O compromisso é com o crescimento de cada jogador para poder levar o time aos playoffs nos próximos anos, mas sem tanta pressa.
2. Treinamento para desenvolver os pivôs jovens
Se o Bulls selecionar Caleb Wilson, por exemplo, Tiago Splitter pode ajudar em mais do que nisso como técnico. Assim como fez com Alperen Sengun, no Houston Rockets, o técnico tem a chance de lapidar um jovem talento. Sengun virou All-Star, enquanto Splitter o ajudou em seus movimentos no ataque.
Donovan Clingan, no Blazers, saiu de cerca de 20 minutos por noite para 27. Seus números saltaram de 6.5 pontos e 7.9 rebotes para 12.1 pontos e 11.6 rebotes. Não foi só tempo de quadra: foi mais volume no ataque, com a preocupação de manter o bom aproveitamento, acima dos 52% nos arremessos gerais. Além disso, teve 34.1% de três contra 28.6% no ano anterior.
3. Partir de expectativa zero, como no Blazers, que teve sucesso
Splitter assumiu uma “batata quente” no Blazers e liderou o time, como técnico interino, aos playoffs da NBA. Para quem não sabe, Nate Bjorkgren, que treinou o Indiana Pacers, preferiu ficar como assistente. Então, o brasileiro pegou uma equipe em transição e transforou em competitivo.
Não havia, até então, a meta para levar o time aos playoffs. Mas, mesmo assim, ele conduziu, depois de ver Chauncey Billups deixar o cargo por livre e espontânea pressão.
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4. Elenco jovem, podem crescer juntos
Veja como são as coisas. Em seu primeiro e único ano no Paris Basketball, ele levantou duas taças: Liga Francesa e Copa da França. Por lá, ele contou com jogadores experientes, como o alemão Maedo Lô e TJ Shorts. No ano seguinte, levou o Blazers aos playoffs.
Então, isso mostra sua versatilidade. Conseguiu trabalhar com veteranos como Jrue Holiday e Jerami Grant, enquanto desenvolveu jovens talentos no grupo de Portland. Em Chicago, suas chances são ainda maiores, pois o times vai para um momento em que não tem mais caras experientes, com “vícios” da liga. Splitter tem tudo para dar ao Bulls uma nova cara.
5. Entende de reconstrução
Como jogador, Tiago Splitter teve de aprender o básico desde cedo para se tornar relevante. Pouco depois que sua carreira acabou, ele estudou para ser técnico na NBA e conseguiu isso em muito pouco tempo. Mas mais do que isso, o fato de pegar um Blazers, que não se classificava desde 2019, e bater favoritos para chegar aos playoffs, mostra que ele fez a equipe funcionar.
A partir de uma reconstrução, ele transformou Portland em um time em poucos meses. Conseguiu extrair o melhor basquete de Jrue Holiday em anos. E é isso o que ele deve fazer em Chicago, caso a franquia assine seu contrato.
6. Defesa e arremesso de três como prioridades
É bem verdade que o arremesso de três não era perfeito, mas Tiago Splitter fez o Blazers sair de 17° que mais tentava para o terceiro em 2025/26. E o que já era bom (a defesa), ficou ainda melhor. Por outro lado, fez com que os adversários não tivessem a chance do arremesso de três. Na temporada, Portland foi o quinto que menos teve tentativas do perímetro.
Então, a filosofia de 3 and D é bem clara aqui. Defende tudo o que for possível, mas, no ataque, dá espaço para a criação de arremessos de três. Por fim, tinha um pivô (Clingan) que dava ao time segundas chances. Afinal, ele liderou a NBA em rebotes de ataque em 2025/26.
7. Liderança de quem conhece basquete
O Bulls precisa de um técnico como Tiago Splitter, que já esteve nos dois lados da moeda. Alguém com um perfil de tamanha inteligência, mas capaz de abraçar seus jogadores e dar conselhos. Não é só um cara para estar ali e gritar com os atletas. Ele está pronto para assumir um desafio assim, com tanta bagagem no currículo, mesmo aos 41 anos.
Se tudo der certo, os dois ganham. Chicago terá um técnico pronto para iniciar uma reconstrução e fazer o time voltar a ser forte. Enquanto isso, ele vai colher os frutos com um grande trabalho.
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