Donovan Mitchell ressurge, Cavaliers atropela Pistons e avança
Pressionado, astro brilha e leva Cleveland para a final do Leste contra o New York Knicks

Donovan Mitchell se recuperou e liderou a vitória incrível do Cleveland Cavaliers sobre o Detroit Pistons no jogo 7 desse domingo. O astro não vinha bem na série. Aliás, foi bastante criticado após os últimos dois jogos, mesmo com a vitória de Cleveland no quinto duelo. Mas foi enorme para levar seu time a primeira final de conferência desde que LeBron James deixou a equipe. A temporada do Detroit Pistons de 60 vitórias em 2025/26, acabou.
Acima de tudo, se pedia assertividade de Donovan Mitchell. Sem eficiência no jogo 5. Forçando arremessos no jogo 6 e sendo personagem central na derrota. Mas ele disse não as narrativas e ressurgiu no jogo mais importante de sua carreira. Afinal, é a primeira final de conferência que ele jogará desde que entrou na NBA. Atuação incrível na pontuação, na criação e na capacidade de ser o melhor jogador em quadra em uma noite tão decisiva.
Para o Cleveland Cavaliers, é quase que uma libertação. Após a era LeBron James, o time jogará sua primeira final de conferência desde 2018. Se tirarmos o histórico jogador da equação, a primeira desde 1992. O time que tanto falhou em dar o próximo passo nos últimos anos, fez talvez seu melhor e maior jogo da era Donovan Mitchell. Após a decepção do jogo 6, o time de Ohio avança.
A série contra o New York Knicks começa na próxima terça-feira (19). Ou seja, sem tempo para qualquer descanso. Enfrentam uma equipe que já não joga há algum tempo após varrer o Philadelphia 76ers.
Do lado do Detroit Pistons, frustração é a palavra. Uma noite difícil de Cade Cunningham, sem apoio ofensivo e com uma defesa que não entregou a execução e a energia que levou esse time a vencer 60 jogos em 2025/26.
Escalações
A grande novidade do jogo 7 foi a mudança no quinteto titular de Cleveland. Afinal, Max Strus entrou no quinteto titular de Kenny Atkinson na vaga de Dean Wade, algo que o time já tinha feito nos playoffs de 2026. O arremessador foi titular ao lado de James Harden, Donovan Mitchell, Evan Mobley e Jarrett Allen.
Por outro lado, Detroit manteve o mesmo quinteto titular dos últimos dois duelos: Cade Cunningham, Daniss Jenkins, Ausar Thompson, Tobias Harris e Jalen Duren. Duncan Robinson, que era dúvida, jogou mais uma vez.
Destaques
Um primeiro tempo de controle para o Cleveland Cavaliers. As primeiras duas posses mostraram o começo de algo promissor que se confirmou até o intervalo. A execução ofensiva excelente. Duas infiltrações de Donovan Mitchell que encontraram Evan Mobley e Jarrett Allen. Os pivôs sendo alimentados, Mitchell bem na construção, pilares do que é o melhor cenário ofensivo possível para o time de Ohio.
A grande questão disso tudo? Detroit não teve algo que o favoreceu muito em vários jogos da série. Acesso a transição e pontos de segunda chance. Em suas últimas duas vitórias, metade dos pontos do Pistons em primeiros quartos, vieram dessas duas questões. Com um ataque com menos “poder de fogo” que o rival, a transição e os pontos fáceis sempre são importantes para a equipe, que ganhava ritmo com isso.
Bem diferente do primeiro tempo do jogo 7 como um todo. Cade Cunningham executou, mas sempre contra uma defesa ajustada. Tobias Harris não conseguiu ritmo, Jalen Duren foi derrotado por Allen e Mobley e as melhores ajudas vinham de Duncan Robinson ou Caris LeVert. Aliás, muitos ataques do Pistons acabaram com arremessos ruins de meia distância. Acima de tudo, um símbolo de um ataque que nunca alcançou seu ritmo.
Do outro lado, além do jogo de dupla eficiente, Cleveland passou a ter grande facilidade para criar bolas triplas de qualidade. Além dos astros, Sam Merrill apareceu com enorme atuação no primeiro tempo. Foram 15 pontos e quatro bolas triplas para ele. O cestinha do jogo. Mitchell e Mobley seguiram alimentando seus companheiros, com dez assistências somadas e apenas um turnover.
Por fim, vantagem do time visitante por 64 a 47.
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No terceiro quarto, pouco mudou. Na verdade, o que “mudou” foi que o brilho coletivo do time visitante se tornou um show incrível de Donovan Mitchell e Jarrett Allen em Cavaliers x Pistons.
Allen começou o trabalho. O pivô coletou vários rebotes ofensivos. Além disso, fez lindas jogadas contra Jalen Duren e deu uma bela enterrada contra Cade Cunningham. Depois disso, Donovan Mitchell foi absoluto. O craque marcou 15 pontos no terceiro quarto. Infiltrações, uma bola tripla, um rebote ofensivo, até toco o astro deu. Um show que colocou a equipe com 26 pontos de vantagem e a vitória praticamente assegurada.
Detroit abriu o terceiro período levando uma sequência de 8 a 0. O time da casa até produziu um pouco mais. Duncan Robinson, Caris LeVert e Paul Reed lideraram o ataque. Mas Cade Cunningham, por outro lado, errou todos os arremessos que tentou no período. No fim, o time pareceu sentir a desvantagem e viu Cleveland aumentar ainda mais a vantagem.
O que mais frustrou foi a perda nos duelos físicos, para um time que liderou o Leste e conseguiu 60 vitórias muito baseado em sua defesa e grandes recuperações que geravam ataque. Isso não se viu em grande parte do jogo mais importante de 2025/26.
No último quarto pouco mudou. A vantagem chegou a mais de 30 e não demorou até que os reservas entrassem na quadra. Assim, vitória e vaga do Cavaliers de Donovan Mitchell sobre o Pistons.
(4) Cleveland Cavaliers 125 x 94 Detroit Pistons (1)
Cavaliers
| Jogador | PTS | REB | AST | STL | BLK |
|---|---|---|---|---|---|
| Donovan Mitchell | 26 | 7 | 8 | 1 | 1 |
| Jarrett Allen | 23 | 7 | 1 | 1 | 1 |
| Sam Merrill | 23 | 1 | 2 | 1 | 0 |
| Evan Mobley | 21 | 12 | 6 | 2 | 2 |
| James Harden | 9 | 5 | 6 | 0 | 0 |
Três pontos: 11/34 (32.4%) / Merrill: 5/8
Pistons
| Jogador | PTS | REB | AST | STL | BLK |
|---|---|---|---|---|---|
| Daniss Jenkins | 17 | 3 | 5 | 0 | 0 |
| Cade Cunningham | 13 | 4 | 5 | 2 | 0 |
| Duncan Robinson | 13 | 1 | 1 | 1 | 0 |
| Caris LeVert | 11 | 2 | 2 | 1 | 0 |
| Marcus Sasser | 9 | 2 | 1 | 1 | 0 |
Três pontos: 12/39 (30.8%) / Robinson: 3/5
Cavaliers 4-3
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