O brasileiro Gui Santos está em grande fase no Golden State Warriors, aproveitando todos os ensinamentos de Stephen Curry, Draymond Green e o técnico Steve Kerr. No entanto, ele teve um começo difícil na NBA. Nada que ele não soubesse como superar. Afinal, foi assim desde as categorias de base, ainda no Brasil.
Com muito esforço em quadra, Gui Santos passou por todas as fases até ganhar espaço no Warriors. E, como resultado de um grande trabalho, ele virou um dos destaques do time de San Francisco.
Nos últimos oito jogos, por exemplo, ele foi titular em seis. Sem a presença de Stephen Curry em alguns deles, Gui Santos fez muito mais do que pegar rebote ofensivo e lutar a cada posse de bola. O ala ganhou espaço e não decepcionou.
No período, ele faz médias de 14.3 pontos, 5.1 rebotes, 3.5 assistências, 1.6 roubo de bola e 0.9 toco. Isso tudo em cerca de 27 minutos por noite, sem contar com os 39.4% nos arremessos de três. Ou seja, Gui Santos faz de tudo em quadra na NBA.
Então, pela primeira vez desde o seu Draft, entrevistamos Gui Santos.
Confira a entrevista de Gui Santos
1. Você é de Brasília. Seu pai foi pivô e sua mãe também jogou basquete. Com 16 anos, estreou no profissional do Minas (2018). Era armador na época. Foi convocado para a seleção adulta em 2020, quando tinha 18 anos. Foi campeão da Copa Super 8 de 2022 como protagonista no Minas. Mas como foi que o Minas descobriu você, morar em BH longe dos pais e como foi a mudança de posição de armador para ala quando virou profissional no NBB?
“Eu sou de Brasília, mas comecei em São José dos Campos. Meu pai jogava lá e, no último ano dele lá, eu joguei na base. Depois fui para Brasília, joguei um tempo lá e, de lá, fui para Belo Horizonte. O pessoal do Minas me viu jogar pela primeira vez em um Campeonato Brasileiro de clubes em 2017. Na época, eu tinha 15 anos, foi lá em BH, me viram, gostaram de mim e entraram em contato com o meu pai – conheciam ele porque ele tinha jogado no Minas. Eles fizeram uma proposta para me levar e fui para lá pensando no futuro, na oportunidade de jogar em um clube com uma estrutura melhor naquele momento”.
“No começo, a adaptação não foi muito fácil, mas alguns meses depois eu já estava bem, me sentindo bem. Ia para a escola com meus colegas de time, depois almoçava e treinava no clube. Sobre a mudança de posição, também foi tranquilo. Eu me adapto para o que o time precisa, para o que vai me ajudar a ter minutos em quadra. Naquele momento, era aquilo que a equipe precisava e mudei meu jogo para a ala, às vezes até jogando como ala/pivô. Então consegui mudar minha posição e estilo de jogo, fui me adaptando e ganhando mais espaço”.
Seleção Brasileira
2. Gui, o calendário da NBA é muito intenso e vários atletas acabam precisando administrar o tempo entre descanso, preparação física e seleção nacional durante as férias. Então, como você toma esse tipo de decisão quando surge uma convocação? Existe alguma prioridade?
Sim, é preciso tomar sem todos os cuidados, cuidar do nosso corpo, do físico. Mas é preciso estar bem preparado, fisicamente e mentalmente, para jogar bem. Representar o Brasil, vestir a camisa da Seleção Brasileira, é algo muito especial, é motivo de muito orgulho para mim e para a minha família. Mas sempre que for convocado, sempre que for possível estar presente, eu vou estar presente e pronto para fazer o meu melhor”.
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3. Em geral, jogadores jovens da NBA, quando começam a brilhar, percebem que o jogo está desacelerando. O jogo está desacelerando para você, com as coisas cada vez mais claras ao seu redor? Faz parte do grande momento que você vive?
“Não digo que, para a maioria dos jogadores, o jogo desacelera. Mas acho que a gente só entende melhor, de onde virão as ajudas, as jogadas, a liberdade, poder jogar um pouco mais, ter a bola na mão… são várias coisas, vários fatores, não só a velocidade”.
“Depende de quantos arremessos se pode tentar, quantos pode errar, porque tendo mais liberdade, você pode arriscar um pouco mais, jogadas que normalmente não arriscaria. São muitos jovens disputando lugar, muitos jogadores brigando por posição… Tem sempre que olhar por esse lado. Então, eu estou tendo mais liberdade, estou podendo jogar mais solto em quadra”.
Evolução e espaço no Warriors
4. Como é ser um jogador brasileiro, que passou por todas as fases de evolução até aqui, como a G League, e ser um dos favoritos dos fãs do Warriors?
“Sobre esse ponto de evolução… Quando eu estava na LDB, comecei a me destacar até chegar ao adulto. Depois eu era mais um, até ir ganhando meu espaço, me firmar, virar titular e ter a oportunidade de dar o próximo passo, que foi vir aqui para os Estados Unidos. Trabalhando para me firmar, me dedicando, para me destacar na G League, ter a oportunidade de estar aqui nos Warriors”.
“Agora, eu estou tendo mais oportunidades, aproveitando os meus minutos. Nesse momento de ausência do Curry, estou conseguindo contribuir, pontuando mais, colaborando com a equipe, mas sempre vejo isso como uma evolução. Estou feliz, contente onde estou, mas não satisfeito. É uma coisa importante para mim, pensando em futuro, em estar feliz, mas sempre querendo mais, sempre buscando mais, cada vez melhor, ao mesmo tempo grato por tudo que passei e tenho conquistado”.
Elogios de Stephen Curry, Draymond Green e Steve Kerr a Gui Santos
5. Draymond Green e Stephen Curry elogiaram o seu trabalho de forma enfática. Você ganhou espaço mostrando o que o time pedia. Agora, você mostra muito além disso. Mas você será agente livre e o mercado está pronto para te abraçar. Em ano de contrato, isso mexe com você de alguma forma?
“Eu fiquei feliz com o que Draymond Green, coach Kerr e Stephen Curry falaram de mim, isso é importante, é uma honra, me dá segurança e confiança, e é um reconhecimento”, disse Gui Santos. “Sobre ser agente livre… Não penso nisso agora, passamos do meio da temporada, então meu foco está na equipe, em fazer o meu melhor, deixo isso para o meu empresário. Eu continuo focado, buscando melhorar e ser mais importante para o time. Faço o que está no meu controle hoje, penso em um dia de cada vez, e fazer sempre melhor”.
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Fonte: Reprodução / X

