O Utah Jazz vem desafiando os limites do tank na temporada regular da NBA em seus últimos jogos. Afinal, a equipe manteve os seus principais titulares fora de quadra no último quarto inteiro de jogos em que ganhava. A estratégia atraiu muitos debates e críticas ao redor da liga. Mas, para Bill Simmons, expõe um problema muito maior.
“Há grandes questões fundamentais que a NBA só está ‘empurrando com a barriga’. A temporada regular tem problemas reais, mas a liga prefere celebrar a fama de seus astros e o dinheiro da televisão. Todos adoram os playoffs, sim. Mas tudo é demorado demais até os jogos de mata-mata”, disparou o comentarista do site The Ringer.
A discussão sobre o número de jogos das campanhas da NBA, certamente, já é antiga. No entanto, ganhou força nos últimos tempos por uma série de questões paralelas. As lesões de astros, por exemplo, fortaleceram os questionamentos. Simmons crê que a polêmica em torno do Jazz reforça como a liga se esquiva de pontos importantes.
“Tudo o que a NBA tem feito, em síntese, não preza pelo que é mais importante. Não se pensa no que os torcedores querem do produto. Como vamos manter os nossos atletas saudáveis? E, além disso, como ter uma temporada competitiva do início ao fim? Pois o fato é que uns 25% da liga nem compete depois do All-Star Game”, cobrou o analista.
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Pulso firme
A NBA, assim como acontece nas discussões sobre a temporada regular, ainda não deu nenhum sinal de ações contra o Jazz. E, por enquanto, é improvável que tome alguma providência. Afinal, o comissário Adam Silver nunca se notabilizou por ser um dirigente combativo. E isso faz falta nesse momento, na visão de Simmons.
“Essa é a primeira vez que questiono se Adam Silver é a pessoa certa para comandar a NBA. Pois não parece interessado em resolver os problemas reais da liga. Ele celebra a criação da Copa NBA, mas não percebe que o calendário geral é ruim. É muito longo, então precisa mudar. Deveria ser uns 70 jogos no máximo”, cravou o analista.
Quando Silver não age, Simmons vê mais do que uma postura passiva. Vê um dirigente que ignora questões óbvias e, com isso, joga contra o produto que gere. “São problemas claros, que todo mundo pode ver. Mas Adam e a liga, por algum motivo, fazem questão de ignorar ou fazer de conta que não existem”, completou.
Dinheiro no bolso
Não é segredo para ninguém que a maior motivação para o tamanho da temporada é o dinheiro. Reduzir o número de jogos já entrou em pauta de forma informal, mas “cai” assim que os jogadores são informados de que salários precisam ser reduzidos. Mas, para Simmons, todos precisam fazer pequenos sacrifícios pela qualidade do produto.
“Todo mundo ganha muito dinheiro porque a temporada tem 82 jogos. Mas chegamos a um ponto em que só temos tantas partidas por isso mesmo: dinheiro. Se tivéssemos 70 jogos, por exemplo, ninguém morreria de fome. Devin Booker deixaria de embolsar US$78 milhões por ano para ganhar uns US$73 milhões”, argumentou o comentarista.
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Fonte: Reprodução / X

