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Com Doncic e Irving, Mavericks cai na final, mas está longe de “terra arrasada”

Time texano chegou em uma decisão da NBA após 13 anos

Mavericks Doncic Irving final
Reprodução / X

Um time que não era favorito sequer na primeira rodada dos playoffs acabou caindo na decisão. O Dallas Mavericks, de Luka Doncic e Kyrie Irving, foi até a final, mas saiu sem o título. No entanto, é um erro muito grande cravar que o Mavs foi o pior time em finais da NBA. É necessário entender o que houve e o que ainda pode acontecer, pois ninguém vai até lá sem ter algo.

Sim, o Boston Celtics foi muito melhor na série decisiva, mas não só ali. Desde o início, o time era o mais forte na temporada regular, “passeou” nos playoffs e chegou às finais como franco favorito. Afinal, em 14 jogos, a equipe somava 12 vitórias.

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Mas o Mavericks não teve a menor chance contra a defesa do Celtics, que variou muito (positivamente) durante toda a final. Primeiro, Boston anulou os coadjuvantes e aceitava levar 30 pontos de Luka Doncic, desde que os outros não fizessem nada. Depois, quando PJ Washington, Derrick Jones e Kyrie Irving não conseguiam produzir, foi a vez de atacar Doncic.

Era uma série completamente diferente para ambos. Enquanto o Celtics teve muitos problemas contra o Indiana Pacers, o Mavericks venceu o Minnesota Timberwolves, um time que liderou o Oeste por quase toda a temporada. No fim das contas, deu Boston.

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A questão é tirar o peso de “terra arrasada” do Mavericks, que teve muito mais do que apenas Doncic e Irving nos playoffs até a final. Não dá para analisar algo como o trabalho foi horrível ou a direção não sabia o que estava fazendo. Passa longe disso.

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É olhar para o elenco e entender que existem coisas boas ali. A diretoria fez um grande trabalho na trade deadline, com foco total na defesa. Viu que havia um problema grave ali e corrigiu. Aliás, não só isso. Dallas tornou-se um dos melhores times do Oeste.

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Mas mesmo assim, com Doncic e Irving em grande nível, ninguém esperava que o Mavericks fosse chegar em uma final de NBA. Não fazia sentido, pois os favoritos eram Denver Nuggets, Oklahoma City Thunder e Minnesota Timberwolves. Destes, Dallas deixou dois para trás nos playoffs.

Olhando para o mercado, o Mavericks possui boas chances de melhorar seu grupo. Mas como?

Tim Hardaway Jr deixou uma impressão ruim nos playoffs, mas é útil em uma equipe em reconstrução. Especialmente pelo fato de entrar no último ano de contrato (US$16.2 milhões). E ainda tem Maxi Kleber, com US$11 milhões no penúltimo ano.

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Já vimos rumores sobre Jerami Grant, que não deve ficar no Portland Trail Blazers. Basta o Mavericks oferecer o expirante de Hardaway, Kleber e escolhas de Draft que existe a chance de um negócio.

Josh Green, por exemplo, foi pouco utilizado no esquema de Jason Kidd. Mas ele pode entrar no lugar de Kleber com outro jogador indo para Dallas. A questão é que Green tem contrato longo e não é exatamente o que times em reconstrução buscam.

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Mas veja. Tudo isso é baseado em rumores. Não quer dizer que vai acontecer, só que é fato sobre o Blazers pensar em negociar Grant. Se vai dar certo, o papo é outro.

Doncic e Irving seguem juntos para 2024/25

A diretoria do Dallas Mavericks entendeu que Luka Doncic e Kyrie Irving precisam de mais para voltarem à final da NBA. Claro, um reserva de alto nível para eles seria muito importante, mas só via agência livre. E mesmo assim, apenas veteranos. O time já estourou o teto salarial, então pode ser apenas com alguém experiente.

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Até existe a chance de conseguir um Malcolm Brogdon, por exemplo, naquela troca com o Blazers. Mas é necessário enviar uns cinco jogadores (Tim Hardaway Jr, Josh Green, Maxi Kleber, AJ Lawson e Jaden Hardy, além de uma TPE e escolhas de Draft). Ou seja, até faria, mas perderia muitas peças.

Kyle Lowry ou Patrick Beverley pelo mínimo, seriam opções melhores.

Mas a base que chegou à final não pode ser deixada de lado. Deve perder Derrick Jones, mas Jerami Grant é upgrade. Com Doncic e Irving, Grant, Washington e um pivô entre Daniel Gafford e Dereck Lively, Dallas tem uma chance enorme de seguir brigando pelo topo.

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De novo, a opção com Grant é só uma ideia, mas pode ser outro jogador. Bruce Brown e Kyle Kuzma (pensando em times que não foram aos playoffs), são outros que caberiam bem ali.

Evolução de Dereck Lively

Para quem não lembra, antes de o Mavericks pensar em brigar por título, o time tinha muitos problemas defensivos. Mas se teve alguém que evoluiu muito dentro de uma temporada foi o pivô Dereck Lively. Especialmente, depois que Daniel Gafford chegou.

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Lively, claro, não é do mesmo nível ofensivo de Victor Wembanyama ou Chet Holmgren. Mas defensivamente, ele mostrou que pode entrar em uma conversa. E nos rebotes, o jovem briga até mais que os outros dois.

Só que não existe comparação além daí, o que não tira o fato de o Mavericks ter um pivô que pode crescer ainda mais. As faltas bobas que ele cometia na primeira metade não se repetiram após a parada para o Jogo das Estrelas. Claro que a presença de Gafford ali o ajudou nisso, mas ele realmente evoluiu no quesito.

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Futuro

Talvez, o grande problema hoje esteja na comissão técnica. Jason Kidd não é um treinador de elite. Nem próximo disso. Mas não vão mudar nada agora.

A base com Doncic e Irving como cestinhas é o início de tudo, mas a defesa pode ser ainda melhor. Com as peças certas, é possível brigar outras vezes.

Seja como for, Dallas não precisa cometer loucuras para montar um time forte. Já chegou lá.

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