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Prospecto do Draft 2023 – Rayan Rupert

Ala do New Zealand Breakers é projetado como uma escolha de primeira rodada no recrutamento deste ano

Rayan Rupert 2023 Draft
Stacy Revere / AFP

O Jumper Brasil dá seguimento à série “Prospecto do Draft 2023” com o ala Rayan Rupert. Jogador do New Zealand Breakers na temporada, o atleta de 19 anos é projetado como uma escolha de primeira rodada do recrutamento deste ano. Então, confira a análise do site para o jovem talento.

Rayan Rupert

Idade: 19 anos
País: França
Time: New Zealand Breakers (Nova Zelândia/Austrália)
Posição: ala
Altura: 6’7″ (2,01m)
Envergadura: 7’3″ (2,20m)
Peso: 87,5 kg

Médias na última temporada: 5,9 pontos, 2,1 rebotes, 0,9 assistências, 0,7 roubos de bola, 0,2 tocos, 1,1 turnovers, 35,0% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 31,3% nas bolas de três pontos (com 2,6 tentativas por jogo) e 71,0% nos lances livres em 17,1 minutos

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Atributos físico-atléticos

  • Os dados de estatura e envergadura de Rupert não são confirmados oficialmente, mas são ótimas para um ala da NBA. Fica claro nos vídeos que o comprimento dos seus braços, em particular, é incrível para a posição;
  • É um jogador que, a princípio, destaca-se mais pela fluidez do que explosão. Não vai impressionar com o seu primeiro passo ou impulsão, mas movimenta-se pela quadra com notável agilidade e leveza;
  • O corpo, certamente, é um ponto de atenção entre as ferramentas físico-atléticas do prospecto. Tem um tipo bem franzino ainda e, por isso, leva clara desvantagem em qualquer resquício de jogo de contato.

 

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Ataque

  • Brilha ao partir em transição e, acima de tudo, operar em quadra aberta. Acelera as ações e atravessa a quadra fluidamente com a posse, mas também sabe suprir linhas dando opções de passe em velocidade;
  • Capacidade de infiltração é o “carro-chefe” do seu jogo hoje, pois trata-se de um talentoso quebrador de defesas. Conta com um controle de bola sólido e, mais do que isso, paciência e senso de quebra de ritmo;
  • Bom finalizador em torno da cesta quando não lida com contato, que mostra até certa criatividade. Busca ângulos e espaços favoráveis, o que deixa-o confortável para finalizar com as duas mãos;
  • Não é um bom chutador de longa distância, mas a sua mecânica de arremesso – alinhada, com ponto alto de lançamento – deixa margem para otimismo. Assim como os 71% de acerto nos lances livres;
  • A média de 0,9 assistências por partida, certamente, não faz jus ao potencial de passador de Rupert. Apresenta alguns lances com leituras práticas e inteligentes em drives e saindo de bloqueios;
  • Sinto que cada ponto positivo do seu jogo, a princípio, vai ser ajudado pelo maior espaçamento da NBA. Vai trabalhar com mais linhas de infiltração, opções de passe e chances de operar em transição;
  • Jogou contra profissionais na Austrália e, além disso, ganhou espaço regular em um time finalista da liga. Também fez parte das seleções de base da França. Ou seja, é bastante experiente para a sua idade.

 

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Defesa

  • É um dos melhores marcadores da classe, em primeiro lugar, pela pressão que coloca no homem da bola. É um verdadeiro “carrapato” dentro de sua função e projeto de defensor de elite do ponto de ataque;
  • Quebra linhas de passes com naturalidade por causa das mãos extremamente rápidas. Até pode não sair com roubos de bola, mas, constantemente, desvia passes e possui instintos bem apurados;
  • Não costuma ser um defensor na ajuda, mas, ainda que não seja a sua função, exibiu algumas leituras impressionantes em lances ao longo da temporada. Pode ser um ala protetor de aro acima da média;
  • Mostrou a capacidade de trocar marcação no perímetro e defender armadores no basquete australiano. Não apostaria tanto nisso na NBA, pois a falta de explosão e força física devem ser mais limitadores.

 

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Pontos fracos

  • A incapacidade e indisposição ao jogo físico, como resultado, traz limitações para Rupert. Fica bem claro em vídeo, por exemplo, como ele “contenta-se” em parar e arremessar contra garrafões mais fechados;
  • É comum que a movimentação sem a bola no ataque seja uma virtude nesse tipo de prospecto. Não é o que ocorre aqui, pois sinto que ele não enxerga ou antevê aberturas na defesa como outros cutters;
  • Ficarei surpreso se ele virar um criador de arremessos para si algum dia. Não tem refino no drible ou explosão para criar separação para defensores, enquanto o seu arremesso saindo do drible é péssimo.
  • Por mais que a forma esteja em evolução, o arremesso de qualquer ponto fora do garrafão não tem bom aproveitamento. Possui uma nova mecânica com ponto alto, mas, ao mesmo tempo, ainda lenta;
  • Aliás, ele não conseguiu jogar nas finais da Liga Australiana por causa da falta de arremesso. Foi desafiado a chutar pelo Sidney Kings, assim como vai acontecer na NBA, e não correspondeu;
  • Diria que é mais dono de boas intenções e ideias do que propriamente qualidade enquanto passador. Mesmo com baixo volume, cometeu mais erros de ataque do que distribuiu assistências na última temporada;
  • Rupert é um prospecto a ser desenvolvido em longo prazo e, por isso, vou ficar surpreso se contribuir de imediato na NBA. Por enquanto, em síntese, nós ainda falamos de um “3-D” sem arremesso de três.

 

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Conclusão

Rayan Rupert caminha a passos largos para ser um defensor de perímetro de elite onde quer que jogue. A equipe que selecioná-lo, no entanto, precisa compreender que tudo além disso é um projeto. Exige paciência e, acima de tudo, trabalho.

 

Comparação: Isaac Okoro (Cavaliers) melhorado

Projeção: entre 15ª e 30ª escolhas gerais

Confira alguns lances de Rayan Rupert

 

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