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Dispensado pelo Rockets, John Wall deve assinar com Clippers

Armador finaliza acordo de buyout e fica livre para se juntar ao time de Los Angeles

John Wall Rockets Clippers
Kevin C. Cox / AFP

O armador John Wall chegou a um acordo com o Houston Rockets para ser dispensado e, assim, deverá ter o caminho livre para assinar com o Los Angeles Clippers, de acordo com o insider Adrian Wojnarowski, da ESPN. Ainda segundo a publicação, outras equipes da NBA demonstram interesse no jogador, mas ele já decidiu que vai se juntar ao Clippers.

Assim, três dias após exercer a cláusula de extensão automática em seu contrato, Wall finalizou um acordo de buyout com a franquia de Houston. De acordo com Tim MacMahon, também da ESPN, o atleta de 31 anos abriu mão de US$6,5 milhões do seu salário de US$47,4 milhões previsto para a próxima campanha.

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Dessa forma, o armador encerrou o vínculo com o Rockets e se tornou agente livre irrestrito, ou seja, poderá assinar com qualquer equipe da liga. O período de agência livre da NBA, aliás, será aberto nesta quinta-feira (30).

O interesse do Clippers em John Wall é antigo, já que, na offseason passada, a equipe buscou, sem sucesso, uma troca com o Rockets. Em Los Angeles, a primeira escolha do Draft de 2010 vai se juntar aos astros Paul George e Kawhi Leonard.

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Curiosamente, o valor “deixado na mesa” por Wall equivale ao da mid-level exception de times que estão acima do teto salarial e pagando a luxury tax, o que é o caso do Clippers.

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Antes de mais nada, Wall não entra em quadra há 15 meses. O experiente atleta disputou 40 jogos em sua temporada de estreia pela franquia texana (2020/21), mas foi afastado do elenco em comum acordo. Além disso, ele recusou ser reserva de jogadores mais jovens, como o então calouro Jalen Green, por exemplo.

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Wall assinou uma extensão contratual de mais de US$200 milhões em 2017, ainda enquanto jogador do Washington Wizards. Mas, a partir da assinatura do vínculo, ele entrou em uma espiral de lesões e problemas físicos. Ele sofreu séria contusão no calcanhar e, em seguida, rompeu o tendão de Aquiles.

Dessa forma, a infeliz sequência determinou o fim de sua passagem pelo time da capital dos EUA. Assim, em dezembro de 2020, Wall foi trocado para o Rockets junto com uma escolha de primeira rodada do Draft de 2023. Em contrapartida, o time de Washington recebeu Russell Westbrook.

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Por fim, vale dizer que, em 613 jogos disputados na NBA, o armador tem médias de 19,1 pontos, 4,3 rebotes, 9,1 assistências e 1,7 roubo de bola.

Entenda como funciona o buyout

Quando há o interesse mútuo em rescindir o vínculo, jogador e franquia chegam a um acordo sobre os salários que ainda faltam ser pagos. O atleta abre mão de parte do que teria direito a receber e, em troca, fica livre para assinar com outro time.

Costuma acontecer com atletas que, por diversos motivos, acabam ficando sem papel na equipe e desejam buscar uma nova oportunidade na liga. Além disso, normalmente ocorre com jogadores durante seu último ano de contrato porque é mais fácil chegar a um acordo financeiro. Contudo, não há vedação para que isso ocorra em qualquer momento durante o cumprimento do vínculo.

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Em termos de contabilidade salarial, para cálculo do teto de gastos, a parte garantida do salário do atleta continua contando na folha do time até o final. Por exemplo, no caso de Wall, que tinha um contrato de US$47,4 milhões, mesmo com o acordo de buyout, esse valor continua contabilizado no teto salarial do Rockets.

No entanto, a franquia só não vai precisar arcar com o salário integral, pagando apenas a quantia que for fruto do acordo entre as partes. No caso de Wall, por exemplo, o Rockets vai pagar US$40,9 milhões ao armador.

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Portanto, esse é outro motivo pelo qual buyouts não costumam ocorrer quando há muito tempo de contrato para cumprir, pois uma vez que a franquia faz o buyout, fica “presa” com aquele número em sua folha salarial.

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