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Avaliação dos novatos da temporada – Michael Porter Jr.

Lucas Torres dá sequência à avaliação das campanhas de estreia dos calouros da NBA com o jovem ala do Nuggets

Posição no draft de 2018: 14º
Estatísticas em 2019-2020: 7.5 pontos / 4.1 rebotes / 49.5% de aproveitamento nos arremessos de quadra / 42.2% de aproveitamento nos arremessos do perímetro, com 2.1 tentativas

Avaliação da temporada: A

Destaques positivos:

Excelente timing e técnica em seus cortes fora da bola. Instinto natural para perceber desatenções dos adversários e explorar marcações pressionadas para disparar no backdoor (73.9th percentile; 13.8% de suas participações ofensivas vieram como cutter)

Letal nas bolas de três pontos quando equilibrado. Excelente toque e coordenação. Combinação de altura (2,08m), alto ponto de disparo e um legítimo jump shot – com grande elevação em seu salto para o arremesso, o permitiu ignorar contestações com frequência (87.5th percentile em spot ups; 41.3% de aproveitamento em catch and shoot para três pontos)

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Apesar de móvel como um jogador de perímetro, não joga ‘mais baixo’ do que seu tamanho. Utiliza-o para punir mismatches estabelecendo posição no post baixo e atacando a tábua de rebotes com frequência (2.8 rebotes ofensivos por 36 minutos em quadra)

Sólido na defesa individual para um novato que não atuava a mais de dois anos. Teve dificuldade contra guards menores, mas fez ótimo trabalho contra alas e alas-pivôs (limitou-os a um aproveitamento médio de 40.5% de aproveitamento nos arremessos de quadra)

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Apesar de projetado como um go-to-guy, não precisou da bola nas mãos para ser efetivo – mostrando versatilidade para se encaixar no sistema que tem Nikola Jokic como ponto focal (permaneceu dois segundos ou menos com a bola nas mãos em 65.2% das oportunidades que a tocou)

https://youtu.be/vmsfNC3b9nc

Destaques negativos:

Mostrou poucos instintos na proteção do aro, a despeito da envergadura de 2,13m (apenas 9.8 contestações e 1.0 toco por 36 minutos)

Mentalidade de cestinha. Olhou pouco para os companheiros (15.3 arremessos por 36 minutos; 1.9 assistências e 1.9 turnovers)

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Perdeu 16 jogos por ‘lesões menores’. A maioria delas nos tornozelos – área que terá de ser fortalecida pelo atleticismo e mobilidade com que atua com seus 2,08m de altura

Não repetiu a postura física na tábua de rebotes na hora de finalizar. Se apoia no toque no garrafão e ataca pouco o corpo do protetor de aro na hora de finalizar. Foi pouco à linha do lance-livre (média de 2.3 por 36 minutos)

https://youtu.be/wrad4DNzSEg

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