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Prospecto do Draft 2019 – Bruno Fernando

Pivô angolano da Universidade de Maryland é projetado como escolha de final de primeira rodada no recrutamento deste ano

Por Gabriel Andrade

Bruno Fernando

Idade: 20 anos
País: Angola
Universidade: Maryland
Experiência: sophomore
Posição: pivô
Altura: 6’10.25’’ (2.09m)

Médias na temporada 2018-19: 13.6 pontos, 10.6 rebotes, 2.0 assistências, 0.6 roubada de bola, 1.9 toco, 2.8 desperdícios de bola, 60.7% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 30.0% de aproveitamento nas bolas de três pontos, 77.9% de aproveitamento nos lances livres, 30.0 minutos em quadra

Pontos fortes

  • Dotado de boa altura e braços muito longos (2.23m de envergadura), além de já possuir considerável força, um corpo já preparado para o basquete profissional.
  • Atlético e com considerável explosão vertical, o angolano é um alvo para pontes-aéreas e joga constantemente por cima do aro.
  • É um ótimo finalizador ao redor do aro, dotado de ótimas mãos para receber passes e com bom gancho de direita.
  • Reboteiro ativo que impacta nas tábuas, por conta da força, braços longos e instintos.
  • Bom aproveitamento nos lances livres para um big man e possui sólida mecânica de arremesso para a meia distância, incluindo chutes após um drible. No futuro, pode até expandir para a linha de três pontos.
  • Usa muito bem sua força nos dois lados da quadra, utilizando de seu físico para estabelecer posição no poste baixo ou para prevenir passes interiores para os pivôs adversários.
  • Tem evoluído como passador, especialmente quando recebe de costas para a cesta, pode mover a bola e contribuir para a fluidez ofensiva.
  • Por conta de sua agilidade, pode se tornar um defensor de perímetro no futuro.
  • Possui bom timing para distribuir tocos, especialmente na defesa de cobertura e em situações de pick and roll.
  • No geral, tem uma conduta muito elogiada dentro de quadra, além da ética de trabalho para evoluir seu jogo.

Pontos fracos

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  • Trate-se de um jogador muito cru na extremidade ofensiva da quadra, sobretudo carecendo de movimentos refinados de costas para a cesta ou quando exigido a driblar para conquistar melhores espaços.
  • Mesmo tendo melhorado como passador, não é um aspecto tão natural de seu jogo, constantemente reagindo de maneira lenta a dobras de marcação ou quando recebe a bola mais distante da cesta, o que leva a um alto número de desperdícios de bola.
  • Apesar de ter a mecânica de arremesso, não exibe confiança alguma para arriscar chutes de maior longa distância, inclusive em chutes mais longos de meia distância.
  • Não é o melhor protetor de aro possível, reage com certo atraso em situações fora da bola e comete muitas faltas, por não entender tão bem as regras de verticalidade.
  • Basicamente não tem nenhuma habilidade como atleta de perímetro neste ponto da carreira, como passe, chute e drible no ataque, além de mover os pés para contestar jogadores mais rápidos e ágeis na linha de três pontos.
  • No geral, é indisciplinado defensivamente e precisa melhorar suas leituras de jogo na defesa coletiva.
  • “Velho” para um sophomore (faz 21 anos em agosto), talvez não possua o maior potencial a ser desenvolvido, considerando especialmente quão cru seu jogo ainda é.

Comparações: Bam Adebayo (Miami Heat), Ian Mahinmi (Washington Wizards) e Ekpe Udoh (Utah Jazz)

Projeção: entre as escolhas 15 e 30

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Confira alguns lances de Bruno Fernando

Legenda: sophomore (segundo ano universitário)

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