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Previsão da temporada – Atlanta Hawks

Em reconstrução, Atlanta parece priorizar desenvolvimento do jovem Dennis Schroder em 2018

Atlanta Hawks

Campanha em 2016-17: 43-39, quinto colocado na conferência Leste
Playoffs: eliminado na primeira rodada, pelo Washington Wizards
Técnico: Mike Budenholzer (quinta temporada)
GM: Travis Schlenk (primeira temporada)
Destaque: Dennis Schroder
Time-base: Dennis Schroder – Kent Bazemore – Taurean Prince – Ersan Ilyasova – Dewayne Dedmon

Elenco

17- Dennis Schroder, armador
5- Malcolm Delaney, armador
4- Quinn Cook, ala-armador
24- Kent Bazemore, ala-armador
3- Marco Belinelli, ala-armador
2- Tyler Dorsey, ala-armador
11- Josh Magette, ala-armador
95- DeAndre Bembry, ala-armador/ala
12- Taurean Prince, ala
8- Luke Babbitt, ala
16- Nicolas Brussino, ala
22- Jeremy Evans, ala/ala-pivô
7- Ersan Ilyasova, ala-pivô
34- Tyler Cavanaugh, ala-pivô
20- John Collins, ala-pivô/pivô
14- Dewayne Dedmon, pivô
31- Mike Muscala, pivô
18- Miles Plumlee, pivô

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Quem chegou: Quinn Cook, Marco Belinelli, Tyler Dorsey, Josh Magette, Luke Babbitt, Nicolas Brussino, Jeremy Evans, Tyler Cavanaugh, John Collins, Dewayne Dedmon e Miles Plumlee

Quem saiu: José Calderón, Thabo Sefolosha, Tim Hardaway Jr., Mike Dunleavy, Paul Millsap, Kris Humphries, Ryan Kelly e Dwight Howard

Revisão

O Hawks realizou a melhor temporada de sua história em 2015, quando ganhou 60 partidas e chegou às finais do Leste, mas vivia um dilema desde então. A franquia passou a ensaiar um processo de reconstrução de elenco, sem comprometer altos salários com atletas daquela bem-sucedida campanha, mas nunca pareceu querer abraçá-la completamente. O plano era continuar competitivo sem fazer loucuras. Continuou, de fato, mas sem o sucesso anterior. E isso já não era o bastante.

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A temporada passada foi a etapa definitiva do “vai, não vai” de Atlanta. A equipe insinuou um processo de reconstrução na offseason, após “perder” Al Horford e trocar Jeff Teague – visando abrir espaço para o jovem alemão Dennis Schroder. Mas, com o reforço do veterano Dwight Howard, iniciou a companha com nove vitórias em 11 partidas. O time, de repente, estava novamente nos trilhos e competitivo. A ideia de reconstrução foi recolocada no estaleiro.

Voltou a insinuar a tendência a jogar tudo por terra na trade deadline, quando até negociou o titular Kyle Korver com o maior teórico adversário direto (o Cleveland Cavaliers), mas acabou surpreendido por uma nova sequência de vitória antes do Jogo das Estrelas. Uma série que, mais uma vez, foi um “espasmo” e não uma ressurreição do basquete sensacional apresentado em 2015.

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Esse foi o problema do Hawks nos últimos anos: o time pareceu em uma eterna indecisão sobre seu destino por conta de focos de bom desempenho que, no fim das contas, só mostravam que o melhor momento havia passado – e não que o melhor era “recuperável”. A quinta colocação do Leste na temporada regular e a eliminação em seis jogos contra o Washington Wizards, na primeira rodada dos playoffs, foi a imagem de alguém que, ao ficar no meio do caminho entre uma e outra opção, não chega a lugar nenhum.

A campanha deixou aquela desconfortável sensação de mediocridade. Sensação de que as mudanças, a reconstrução efetiva do elenco, não podiam ser mais adiadas.

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O perímetro

O Hawks projeta ter um perímetro titular já conhecido da torcida, com três atletas que retornam da temporada passada: Dennis Schroder, Kent Bazemore e o jovem Taurean Prince (assumindo um espaço preenchido por Tim Hardaway Jr. e Thabo Sefolosha na última campanha). Não deixa de ser positivo que o trio possua certo entrosamento juntos: além de treinamentos, eles atuaram 76 minutos juntos em jogos no primeiro semestre deste ano.

Dentro da ideia de desenvolver e potencializar os talentos de Schroder, Bazemore e Prince representam bons complementos pela versatilidade defensiva: Budenholzer pode ajudar matchups para deixar o alemão com adversários menos exigentes no lado defensivo e dar mais liberdade para que tente quebrar linhas de passe – um dos aspectos em que pode melhorar. Eles ainda são melhores arremessadores do que os aproveitamentos anêmicos que tiveram na temporada passada e o técnico espera que sejam mais “ameaçadores” espaçando a quadra para o armador.

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As disputas por espaço na reserva do Hawks deverão ser interessantes, com vários jogadores de nível semelhante trazendo virtudes diferentes. Neste sentido, embora fraco, o elenco não deixa de ser bem montado. Na falta de arremessadores, podem sair do banco atletas como Quinn Cook (destaque na G-League que já pede chance há algum tempo na NBA), o calouro Tyler Dorsey e veteranos como Luke Babbitt e Marco Belinelli (que, consigo, ainda traz alguma capacidade de comandar o ataque como um ballhandler secundário).

Essa habilidade de criar para outros é algo que também oferece o jovem DeAndre Bembry, que deverá ter espaço ampliado após uma campanha de estreia em que foi pouquíssimo utilizado. Nicolas Brussino, Josh Magette e Jeremy Evans devem entrar em concorrência interna para o que pode ser, no máximo, uma vaga no elenco efetivo da próxima temporada.

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Uma alternativa para tornar a rotação mais fluida que Budenholzer, certamente, pensará em implementar por seu estilo de jogo é o uso de formações mais baixas, que potencializem o espaçamento e a capacidade de fazer passe rápidos (um dos símbolos dos seus times, nos melhores momentos). Ele tem alternativas para isso: Babbitt e Prince já atuaram como alas-pivôs improvisados, enquanto Brussino e Evans têm essa versatilidade como um trunfo na disputa por espaço no elenco.

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O garrafão

A ausência do astro Paul Millsap pela primeira vez em anos é um grande golpe para a forma do Hawks jogar, já que ele combinava o arremesso, capacidade de rebote, versatilidade defensiva e passe que Budenholzer busca em seus jogadores. Ele não vai ter todas essas habilidades em um único jogador mais, mas tentará emulá-las ao máximo com Ersan Ilyasova. Em seus melhores momentos na NBA, o turco até exibiu considerável talento em alguns desses aspectos – mesmo que, inconstante, nunca de forma regular.

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Ilyasova ainda acerta quase 37% de suas tentativas de longa distância na carreira, é um reboteiro sólido entre os stretch fours da liga e mostrou uma surpreendente habilidade com a bola nas mãos no início da carreira. Fora do radar, ele ainda fez uma boa primeira metade de última temporada com o Philadelphia 76ers – onde, como em Atlanta, espaçamento de quadra é uma das bases do jogo ofensivo. Ele tende a ser, assim, um ala-pivô ideal para viabilizar infiltrações a Schroder.

Dewayne Dedmon não é um chutador, mas foi um grande valor para o Hawks no momento que vive. Ele protege o aro e compensará as deficiências defensivas de Ilyasova em torno da cesta, enquanto também oferece uma ótima alternativa de pick and roll para Schroder iniciar o ataque. Eis um pivô subestimado, que pode encontrar a oportunidade de “aparecer” de vez na carreira ao lado de um jovem armador em um time com baixas expectativas.

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Uma rotação reserva composta por Mike Muscala e o novato John Collins também projeta como uma dupla complementar de garrafão, que oferece características diferentes dos titulares e também ajuda a “abrir” o jogo para Schroder. Collins tende a ser uma grande opção de pick and pop com seu melhorado arremesso de média distância, além de servir como opção de um pontuador de costas para a cesta que pode receber a bola posicionado no garrafão. Muscala é um espaçador puro, capaz de oferecer a Budenholzer a chance de escalar formações com um pivô aberto e espaçamento extremo. A defesa com ambos, porém, tende a sangrar.

Como citado anteriormente, a tendência é que o Hawks também teste improvisos com equipes mais baixas e mais adequadas ao estilo atual da liga. Mas é possível notar que, dentro das possibilidades de um time em reconstrução com objetivos bem específicos sobre a forma de jogar, Budenholzer pode se virar muito bem com as alternativas “clássicas” que possui, mudando as características do time a cada formação.

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Análise geral

Como qualquer elenco de uma franquia em reconstrução, o Hawks possui um time fraco e está mais interessado em uma excelente escolha no próximo draft do que sucesso imediato. Esse grupo, no entanto, ainda tem algumas das características das equipes comandadas pelo técnico Mike Budenholzer – como, por exemplo, as opções de arremessadores em todas as opções e versatilidade defensiva – e, por isso, pode ser um pouco melhor do que a tragédia que muitos imaginam. Puxe a história do treinador e verá que, constantemente, ele monta ótimas defesas que acabam fazendo seus comandados se saírem melhor do que as projeções.

Mas quanto melhor seria isso? Bem, o elenco é autoexplicativo sobre isso. Parece ser um grupo, ainda assim, muito mais orientado para maximizar o potencial de Dennis Schroder – vários arremessadores abrindo o espaço para que o armador ataque a cesta como se não houvesse amanhã, aproveitando o ótimo momento vivido no Eurobasket – do que para vencer partidas. O que faz total sentido: o alemão é o mais próximo de um futuro astro que Atlanta acredita ter nesse elenco e, com essa consciência, a franquia e comissão técnica tentarão acelerar sua evolução montando um ambiente para “fazê-lo jogar”.

Não há como apostar que o Hawks será mais do que um figurante na temporada que vem, projetando vencer umas 20 a 25 partidas em um Leste bem pouco competitivo. Mas o que importa é que a franquia, pelo menos, finalmente tomou uma decisão incisiva sobre os rumos de seu elenco. Curiosamente, vencendo menos, Atlanta parece ter encontrado um modo de seguir em frente.

Previsão: 14° lugar na conferência Leste

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