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Revisão da Temporada – Miami Heat

Depois de um péssimo início, time de Miami fez uma campanha de recuperação espetacular e quase chegou aos playoffs

Miami Heat (41-41)

Temporada regular: 9º lugar da conferência Leste
MVP da campanha: Goran Dragic (20.3 pontos, 3.8 rebotes e 5.8 assistências)

Pontos positivos

– A campanha de recuperação da equipe após um começo desastroso. Foram 30 vitórias na segunda metade da temporada, sendo que, na primeira, a equipe de Miami havia vencido somente 11. Uma pena que essa recuperação histórica não tenha sido coroada com uma vaga nos playoffs. Foi por pouco…

– O trabalho do técnico Erik Spoelstra. Bicampeão da liga em 2012 e 2013, o treinador mostrou toda a sua capacidade com um elenco sem um grande astro e recheado de jogadores de qualidade duvidosa. Em várias partidas, o Heat teve os limitadíssimos Luke Babbitt e Rodney McGruder no quinteto titular, e Wayne Ellington, Willie Reed e Okaro White fazendo parte da rotação. Spoelstra tirou o melhor de cada comandado. Ele conseguiu a proeza de fazer com que Dion Waiters fosse efetivo e tivesse um papel de destaque no time. Merecidamente, Spoelstra teve o seu nome considerado para o prêmio de técnico do ano.

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– James Johnson, que, na minha opinião, foi um dos três melhores reservas da NBA em 2016/17. O versátil ala fez de tudo um pouco em quadra, tanto no ataque quanto na defesa. Destaco o seu papel como point forward (ala que conduz a bola e distribui o jogo) em determinados momentos das partidas. Depois de passagens pouco inspiradas por Chicago Bulls, Toronto Raptors, Sacramento Kings e Memphis Grizzlies, Johnson evoluiu como atleta em Miami e mostrou que pode ser muito útil à equipe.

– O renascimento de Dion Waiters. Quarta escolha do draft de 2012, o ala-armador estava em queda na carreira até assinar com o Heat. Em Miami, ele fez uma ótima dupla com o esloveno Goran Dragic e angariou os melhores números da carreira em rebotes (3.3), assistências (4.0), tocos (0.4) e aproveitamento nos arremessos de longa distância (39.4%). Além disso, ele foi o terceiro cestinha do time (média de 15.8 pontos). Dos US$2.8 milhões que ganhou em salários, na última temporada, Waiters assinou uma extensão para ganhar US$52 milhões pelos próximos quatro anos, o que mostra que ele agradou à direção e à comissão técnica da equipe.

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– O Heat teve a quinta melhor defesa da temporada. A equipe foi a quinta em eficiência defensiva (106.7 pontos sofridos por 100 posses de bola) e a quinta em média de pontos sofridos por partida (102.1). Hassan Whiteside e James Johnson foram os destaques do Heat nesse lado da quadra. E olha que o time contou com Justise Winslow em apenas 18 partidas na temporada…

Pontos negativos

– O começo desastroso de temporada, com apenas 11 vitórias em 41 partidas. Se o aproveitamento na primeira metade da temporada tivesse sido um pouco melhor, o Heat teria se classificado para os playoffs. Vale lembrar que o time da Flórida terminou a temporada regular em nono, com a mesma campanha do Chicago Bulls (41-41), último classificado para os playoffs. O detalhe é que o Heat “sobrou” porque o Bulls levou a melhor nos critérios de desempate.

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– A lesão do jovem Justise Winslow. Devido a uma grave lesão no ombro direito, o ala de 21 anos disputou apenas 18 jogos em 16/17. Depois de uma temporada de estreia animadora, em que demonstrou maturidade e chamou a atenção para sua capacidade defensiva, a expectativa era a de que viríamos a evolução do jogador, especialmente no ataque. Ficou para 2017/18.

– A equipe de Miami deixou a desejar no lado ofensivo. O Heat foi o décimo pior em média de pontos anotados por partida (103.2) e o 14º em eficiência ofensiva (107.8 pontos marcados por 100 posses de bola).

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– Os desfalques pesaram, no fim das contas. O Heat não pode contar com Winslow em 64 jogos, Waiters em 36 e Josh Richardson em outros 29. Três jogadores fundamentais na rotação da equipe.

Análise

O Miami Heat teve uma das histórias mais interessantes da temporada 2016/17 da NBA. Sem o ídolo Dwyane Wade, que assinou com o Chicago Bulls na offseason, a equipe da Flórida começou muito mal, perdendo 73% das partidas que disputou na primeira metade da campanha. Prejudicada pelos desfalques de jogadores importantes, e com um elenco pouco talentoso, os torcedores já estavam conformados de que seria um ano difícil e que o foco seria angariar a melhor escolha possível no draft.

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Só que, para a surpresa geral, o Heat fez uma campanha de recuperação espetacular na segunda metade da temporada, com 73% de vitórias alcançadas nos 41 jogos restantes. Os playoffs não vieram por muito pouco.

Os 50% de aproveitamento obtidos pela equipe mostraram a capacidade do técnico Erik Spoelstra. Ele quase chegou à pós-temporada comandando um time sem estrelas, com desfalques importantes e tendo que utilizar jogadores da Liga de Desenvolvimento (Luke Babbitt e Rodney McGruder) até no quinteto titular. Spoelstra conseguiu extrair o máximo de seus atletas e ganhou o respeito daqueles que duvidavam da sua capacidade.

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Futuro

Que tankar que nada. Depois de ficar órfão de seu maior ídolo (Dwyane Wade), o Miami Heat nem quis saber de “entregar” seus jogos na última temporada. A recuperação histórica da equipe deixou um gostinho de que a classificação aos playoffs é perfeitamente possível.

Mesmo com todos os problemas citados acima, o Heat causou uma boa impressão junto à sua torcida, que está ansiosa pelo que vem em 2017/18. Com todo o elenco saudável, e as chegadas de Kelly Olynyk e do novato Bam Adebayo para o garrafão, alcançar a pós-temporada não parece um sonho distante. Pelo contrário. Ainda mais em uma conferência Leste enfraquecida.

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A direção aposta na continuidade do trabalho de Spoelstra, e que esse plantel, mesmo sem uma grande estrela, tem condição de angariar bons resultados. Goran Dragic e Hassan Whiteside seguem como os principais nomes do time. Dion Waiters teve grandes atuações em 2016/17 e o Heat espera que ele continue em bom nível. Com a vinda de Olynyk, o time ganha um big man capaz de espaçar a quadra. Já Adebayo promete ser de grande valia graças aos atributos físico-atléticos de elite e ao potencial para ser um grande defensor na NBA. James Johnson, Tyler Johnson e Josh Richardson são reservas versáteis e importantes para a rotação. E a expectativa é de que Justise Winslow, livre dos problemas no ombro, possa evoluir e começar a se tornar o jogador que a franquia e a torcida esperam.

Dos nove jogadores citados que formam a base do Heat, seis possuem contratos longos (de pelo menos mais três anos) com a franquia (T. Johnson, Richardson, Waiters, J. Johnson, Olynyk e Adebayo). Winslow será agente livre restrito no ano que vem e deverá ter seu vínculo renovado. Dragic e Whiteside têm a opção em seus contratos de testarem o mercado em 2019.

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O detalhe é que o Heat tem cerca de US$116 milhões comprometidos em salários em 2018/19 (sem contar a provável renovação de Winslow), o que deixa a franquia acima do teto salarial da liga e sem flexibilidade financeira. E vale lembrar que o time de Miami não terá nenhuma escolha no recrutamento de 2018. A pick de primeira rodada (protegida até a sétima escolha) foi enviada ao Phoenix Suns. E a de segunda rodada vai para Memphis Grizzlies ou Houston Rockets. Isso pode complicar um pouco as coisas…

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