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Bravo, Harden

Ricardo Romanelli escreve sobre a grande temporada do astro do Houston Rockets

Eu nunca gostei de James Harden. Quando saiu do Thunder e assinou um contrato daquela dimensão com o Houston Rockets, achei que a equipe do Texas estava cometendo um dos maiores erros de sua história. Quando começou a alcançar os números de pontuação que alcançou, a impressão era que cavava muitas faltas e passava pouco a bola. Quando disputou o prêmio de MVP cabeça a cabeça com Stephen Curry, torci para Curry. As críticas só aumentaram quanto a sua defesa pouco esforçada e a falta de dinamismo no jogo. Quando ficou claro que a parceria com Dwight Howard não funcionou e o pivô foi embora para Atlanta, pensei que seria o começo de um leve declínio para o ala-armador. Quando Mike D’Antoni assumiu e disse que usaria Harden como armador, jamais pensei que daria certo.

Obrigado, James Harden, por provar que eu estive errado este tempo todo!

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Sei que não foi o único a pensar essas coisas durante todo esse tempo. Grande parte da opinião comum sobre Harden era parecida. Um pontuador com alto volume de arremessos, sem vontade alguma de defender e que jogava com o regulamento debaixo do braço, cavando muito mais faltas do que deveria.

James Harden

Aí veio a atual temporada e o experimento como armador. O resultado? Médias de 30 pontos e 12 assistências (além de quase oito rebotes) nos primeiros dez jogos. Isso é incrível. Para termos exata noção deste feito, vale uma comparação. Com suas assistências, Harden tem criado em média 31,8 pontos para seus companheiros. Se somarmos a mesma produção de Rajon Rondo e Ricky Rubio, dois dos maiores assistentes da liga nos últimos anos, chega-se a 29,9 pontos. Harden lidera a liga em assistência com quase três a mais que o segundo colocado, Russell Westbrook.

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Outros dados tornam essa temporada de Harden ainda mais impressionante. Ele foi o primeiro jogador em 30 anos a ter 2 jogos consecutivos com pelo menos 30 pontos e 15 assistências. O último atleta a conseguir este feito tinha sido Magic Johnson, em 1986. Além disso, ele já fez quatro partidas superando 30/15 em pontos e assistências. No ano passado, na NBA inteira, em apenas três partidas algum jogador fez mais que 30 pontos e 15 assistências. Isso significa que neste quesito, em apenas dez jogos ele já superou a produção da NBA inteira na temporada passada. Isso é incrível.

D’Antoni explicou a mudança, dizendo que de qualquer forma quem quer que fosse o armador do Rockets apenas traria a bola até a metade ofensiva da quadra e então a passaria para que Harden decidisse o que fazer com ela. Tudo que ele fez foi oficializar a condição do ala-armador como principal articulador ofensivo do time, e isso gerou esta chuva de assistências que estamos testemunhando.

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Com este nível de produção, não tem como negar. Harden é sim o melhor ala-armador da liga, como ele mesmo tem dito já há alguns anos. E com a produção desta temporada, está transcendendo a posição de ala-armador e se tornando um jogador mais completo e dominante. Isso é incrível.

Não é exagero dizer que estamos assistindo uma temporada histórica do barba. Se ele realmente terminar a temporada com duplos dígitos de média em pontos e assistências, será apenas a 14ª vez que isso vai ocorrer em toda a história da NBA.

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Sendo assim, o que nos resta é nos rendermos ao talento de James Harden. Falo em nós porque sei que não fui apenas eu que o questionei durante este tempo todo. Harden não é apenas um fominha que sabe cavar bem faltas. É um jogador extremamente inteligente, com elevadíssimo QI de Basquete, para usar a expressão que os analistas tanto gostam. Além disso, mostrou nesta temporada que tem os meios e a vontade de moldar seu jogo de uma maneira diferente caso isso seja o que falta para vencer. Depende agora do Houston Rockets montar um elenco competitivo em torno dele. Se havia qualquer dúvida que James Harden é um franchise player em torno de quem se pode montar um time campeão, não há mais.

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