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Obrigado, Kobe Bryant!

Astro que definiu uma geração faz sua última partida na NBA nesta quarta-feira

kobe bryant NBA 2k24
Stacy Revere / AFP

A relação de amor e ódio entre Kobe Bryant e alguns torcedores vai além desta quarta-feira, dia de sua última partida na NBA. Kobe sempre usou os haters em seu favor. Ele se motivava disso. Era seu combustível.

Era, pois dentro de algumas horas, diante do Utah Jazz, Bryant deixará o basquete em uma das mais longas e desgastantes despedidas de um astro na liga.

Kobe sabia que seu corpo já não reagia mais da mesma forma. Ele insistiu, tentou de tudo para recuperar-se fisicamente, mas a cada jogo, lá estava ele com sacos de gelo por toda parte. Aos 37 anos, qualquer fagulha vira incêndio. A temporada da NBA não perdoa ninguém. É desgastante só pelo calendário, e aí você adiciona viagens, hotéis, noites mal dormidas, e lesões. Muitas lesões.

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Quando 2015-16 começou, o camisa 24 ainda não tinha dimensão do que poderia fazer. Eram muitas as dúvidas, incluindo o próprio elenco. O Los Angeles Lakers havia montado um grupo de jogadores de qualidade duvidosa, mas mais que isso, ele tinha a certeza que era um time de aluguel. A diretoria entendia que era apenas questão de tempo para enfim, seguir em frente sem o seu craque.

 

Orgulho

Claro que Kobe foi uma figura muito mais positiva do que negativa, mas seu salário proibitivo deixava a família Buss de mãos atadas. Como contratar bem, se quase a metade do teto salarial estava empregada em apenas um atleta? Impossível.

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Neste ponto, Bryant foi orgulhoso.

Quando acertou o seu último contrato, há cerca de dois anos, esperava-se dele uma redução de seus vencimentos, mas até certo ponto, pois sabia-se que o ego poderia falar mais alto. E a culpa disso não foi só dele, mas também da diretoria, que ofereceu.

Contando esta temporada, o Lakers está fora dos playoffs há três. O projeto de reconstrução já começou, mesmo contra sua vontade. Mas como, afinal, o time poderia fazer algo? O time estava engessado e de fato, sem perspectivas.

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Quando encarou a realidade de que a diretoria não faria mais esforços para montar um elenco competitivo, ele resolveu aceitar o fato de que tudo estava chegando ao fim.

Em 2012, ele admitiu estar desmotivado e queria parar em dois anos. Não aconteceu por causa das contusões. Ele não queria encerrar sua brilhante carreira no estaleiro. E nem deveria.

Compreender que o fim estava mais próximo do que nunca, o deixou irritado. Mas ao mesmo tempo, motivado. Ele queria provar, não só para os críticos, mas também para si, que ainda tinha gasolina no tanque.

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Última tentativa

O fato de perder a coroa de melhor jogador da atualidade, colaborou. O que restava era ir em busca de marcas pessoais e foi o que ele fez ao ultrapassar Michael Jordan, tornando-se o terceiro maior cestinha de todos os tempos.

Kobe Bryant é muito mais do que aquela atuação mítica contra o Toronto Raptors, quando anotou 81 pontos. Assim como é mais do que o título do Torneio de Enterradas, o MVP, os cinco títulos. Ele é a referência ao jogador da NBA na atualidade. Ele é o Jordan desta era.

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Competitivo, Bryant não suporta ver o Lakers na atual situação. Ele quer ver o time voltar a ser gigante, mas, para a infelicidade geral, sem sua presença.

Ele jamais gostaria de deixar a NBA nestas condições. Kobe não gosta de ser paparicado. Ele prefere ser odiado. Como disse, é o seu combustível.

Nesta entrevista abaixo, Kobe demonstra algo diferente do que de fato aconteceu. Ele não queria anunciar seu tour de despedida para então, ser amado. Mas algo aconteceu.

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Kobe Bryant, sem condições de realmente ajudar sua equipe, optou pela carta de aposentadoria. Não que fosse exatamente uma surpresa, pois sabia-se que um dia isso iria acontecer. Mas a forma que se deu é que impressionou.

Acha mesmo que ele estava pronto para deixar o basquete? Ele se preparou como poucos para 2015-16. Tinha em mente levar o Lakers aos playoffs. Só que o time não ajudava e continua não ajudando. Faz a pior campanha de todos os tempos da franquia e nem é porque pretendia perder por querer. É a falta de talento pronto para almejar algo. Então, ele preferiu deixar de fazer o que mais gosta.

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Kobe deixa a NBA com mais de 33.500 pontos e milhares de fãs como um dos melhores de todos os tempos. Por volta de 1h30 da manhã (horário de Brasília), restará “apenas” o mito.

Obrigado, Kobe.

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