O Washington Wizards surpreendeu a NBA depois de fechar uma troca pelo astro Trae Young. O negócio soou como um passo ousado demais, afinal, para o time que tem a segunda pior campanha da temporada. Mas, uma vez feito, a expectativa geral é que ele assuma um papel de liderança e referência. Ou melhor, isso é o que se pensava. Porque o GM Will Dawkins mostrou uma visão um pouco diferente.
“Eu acho que, nos últimos três anos, trouxemos vários jogadores sérios no draft. Eles são jovens competidores que trabalham duro para vencer. Por isso, a nossa aposta é que Trae possa elevá-los de patamar. Mas creio que, ao mesmo tempo, todos podem potencializá-lo também. Ele não vem para ser um astro, mas uma peça em nosso projeto”, cravou o dirigente, em entrevista ao site Essentially Sports.
Pode-se dizer que, a princípio, o Wizards adquiriu Trae Young em uma oportunidade de mercado. O baixo interesse em torno do craque fez com que o negócio saísse, por exemplo, sem envolver escolhas de draft. Mas isso não ocorre por acaso: o atleta está em um momento de baixa na carreira. Dawkins garante que, em Washington, ele vai encontrar um ambiente ideal para mostrar o seu basquete sem temor.
“Todos que chegam aqui tem a chance de começar do zero e serem si mesmos. A gente conhece o jogador, claro, mas reconhecemos que todos estão crescendo e evoluindo a cada dia. O que vamos oferecer, então, é a chance de ser si mesmo sem ter que pedir desculpas a ninguém. Pois, no fim das contas, queremos que ele seja nada mais ou menos do que Trae”, avisou o GM de Washington.
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Novo contrato
Trae Young pode não ser um astro no Wizards, mas recebe o salário de um atleta desse status. E, aliás, isso pode aumentar ainda mais. O armador pode recusar uma opção de extensão de US$49 milhões para a próxima temporada e ser agente livre já em julho. Com isso, seria elegível a um novo acordo de US$229 milhões por quatro temporadas. Dawkins confessa que, nesse caso, a franquia está em compasso de espera.
“Nós temos uma boa relação e estamos em contato com os representantes de Trae. No entanto, sabemos que ser agente livre agora é uma decisão dele. Está em suas mãos. Da nossa parte, queremos ver como ele se encaixa com atletas como Alex Sarr e Bilal Coulibaly. Afinal, ainda temos muitas dúvidas sobre o nosso time e ainda procuramos mais respostas até junho”, contou o gerente.
O Wizards, por enquanto, vai tentar mostrar que é o lugar certo para o futuro de Young. Com ou sem uma extensão assinada na próxima offseason. “Acho que queremos provar para Trae que, antes de tudo, somos ótimos parceiros. E o somos porque colocamos os jogadores em primeiro lugar aqui. A nossa visão é ser uma franquia centrada nos atletas”, completou Dawkins.
E a estreia?
Mas, hoje, a grande pergunta em torno de Young é: quando ele vai estrear pela nova equipe. O armador está afastado das quadras até fevereiro por causa de lesões não especificadas na perna e joelho. São problemas que o limitaram a só dez partidas disputadas na temporada. Muitos fãs temem que ele nem jogue nessa campanha, mas Dawkins assegura que isso está fora de cogitação.
“Nós já fizemos alguns exames e avaliações mais detalhadas com Trae. Por isso, dá para dizer que entendemos a sua condição. Ele vai precisar de algumas semanas para chegar à forma física que precisa, então resolvemos afastá-lo até o All-Star Game. Mas vamos reavaliá-lo o tempo inteiro. Ele volta ainda nessa temporada, pois vai ser importante vê-lo ao lado dos nossos jovens talentos”, explicou o dirigente.
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Fonte: Reprodução / X

