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Técnico do Grizzlies acusa exagero no uso de estatísticas na NBA

O ala Rudy Gay nunca foi um dos jogadores mais bem cotados pelos sistemas estatísticos do analista John Hollinger. Por isso, não surpreende que o jogador tenha virado moeda de troca da equipe desde que o “guru dos números” da ESPN assumiu o cargo de vice-presidente de operações do Memphis Grizzlies. No entanto, nem todos […]

O ala Rudy Gay nunca foi um dos jogadores mais bem cotados pelos sistemas estatísticos do analista John Hollinger. Por isso, não surpreende que o jogador tenha virado moeda de troca da equipe desde que o “guru dos números” da ESPN assumiu o cargo de vice-presidente de operações do Memphis Grizzlies. No entanto, nem todos compartilham da opinião do agora dirigente. O técnico da franquia, Lionel Hollins, defendeu a permanência do comandando ao enfatizar a existência de aspectos que não podem ser mensurados no esporte.

“A realidade é que nós temos um ala versátil de 2.05 metros. Não há muitos jogadores deste porte por aí. Ele pode arremessar, atacar a cesta. Marca adversários altos, fortes e atléticos como LeBron James e Kevin Durant. Não temos outro no elenco com sua versatilidade – e muitos times da NBA simplesmente não têm ninguém como ele”, afirmou Hollins sobre seu titular da posição três.

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Para o treinador, a NBA em geral está sendo tomada por um exagero no uso de números para explicar e até prever o que acontecerá em quadra. “Nós estamos um pouco baseados demais em estatísticas. Acho que é uma abordagem ruim que toma conta da liga. E a imprensa apoia isso porque é fácil recorrer aos números para dizer qualquer coisa sobre um jogador. Temos gente despejando estatísticas sobre estatísticas, quando o principal é simplesmente ajudar um time a vencer”, explicou.

Trabalhando em uma organização que valoriza a abordagem estatística, Hollins crê que elas tenham um espaço na análise do que acontece dentro da NBA. Para o técnico, o problema está no momento em que passam a ser vistas como algo definitivo, a interpretação correta e final.

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“Estatísticas têm o seu lugar, mas não podem ser o fim. É preciso também talento para se vencer um campeonato. Não importa o que queiram dizer, há jogadores que produzem nos minutos finais e outros no primeiro quarto. Quando você tem a bola decisiva nas mãos, por exemplo, só alguns têm a coragem e bravura necessárias para fechar um jogo”, argumentou o treinador.

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