O técnico Steve Kerr tomou a frente do debate pela redução da quantidade de jogos da temporada da NBA. Por isso, a cada partida, o veterano tem feito questão de levantar essa discussão. Ele voltou a falar sobre o assunto com muita incisão nesse domingo, pois crê que a liga não tem mais opções. Diminuir esse número é imperativo e todos devem fazer um sacrifício pelo bem do jogo.
“É preciso que todos tenhamos uma discussão significativa sobre esse assunto. Sei que menos jogos quer dizer menos receitas e, com isso, diminuição de salários. Mas estou disposto a aceitar o corte. Faria isso porque acho que a qualidade do produto é o mais importante. É o que acredito, então não é ‘da boca para fora’”, garantiu o treinador, antes da derrota contra o New York Knicks.
É verdade que Steve Kerr tem razões para ser tão incisivo nesse momento. Afinal, o Golden State Warriors vê a sua temporada desandar com uma série de desfalques. A equipe atuou em Nova Iorque sem Stephen Curry, Kristaps Porzingis, Moses Moody, Draymond Green e Jimmy Butler. O ex-atleta vê o seu time como o maior exemplo de como a NBA prejudica o próprio produto.
“Temos pessoas incríveis nessa liga e eu só quero que os nossos fãs recebam o melhor produto possível. Ao mesmo tempo, nós possamos satisfazer todos os nossos parceiros comerciais. Sou uma pessoa que crê que podemos fazer isso sem ignorar os problemas com o alto volume de jogos. Nós temos um óbvio problema com lesões por causa do calendário”, cravou o técnico do Warriors.
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Grana no bolso
Steve Kerr, por enquanto, ainda está longe de conseguir avanços na redução do número de jogos da temporada da NBA. Muitas pessoas veem essa discussão, na verdade, como uma utopia. Josh Hart é uma delas, por exemplo. O atleta até concorda com a visão do técnico, mas não vê caminho para que essa ideia saía do papel em um futuro próximo.
“Se eu acho que uma redução de número de jogos ajudaria a qualidade do basquete em quadra? Certamente, sim. Mas o fato é que não acho que vá acontecer. É provável que não ocorra, acima de tudo, pela questão financeira. Todos estão sempre famintos e são movidos por dinheiro, então não apostaria nisso”, explicou o ala-armador do Knicks.
É claro que apontar o dinheiro como a prioridade de todos é ser generalista demais, pois há jogadores que cederiam nos salários por menos carga. Hart, no entanto, os vê como grande exceção. “Acho que mudanças seriam bem-vindas, como disse. Mas, no fim das contas, quase todos colocam dinheiro acima de qualquer outra coisa”, resumiu.
Vencedor do Oscar
Kerr, ao menos, teve uma boa notícia nesse domingo: ele pode se considerar vencedor do Oscar agora. O treinador é um dos produtores de “Quartos Vazios”, que levou a estatueta de melhor curta metragem documental. O filme conta a história de quatro criança vítimas de violência em escolas por meio dos seus quartos intactos depois da tragédia. No mês passado, ele falou sobre a chance de vencer o prêmio.
“Eu espero que uma indicação ou um prêmio, antes de tudo, aumente o alcance desses relatos. A audiência cresça e mais pessoas assistam, pois, assim, o impacto da nossa mensagem também amplia. Isso é tudo o que quero, no fim das contas: quero que as pessoas reajam e sejam proativas sobre um problema muito sério da nossa sociedade”, afirmou o veterano.
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Fonte: Reprodução / X

