Já estamos em 2026 e alguns dos principais times da atual temporada da NBA devem ir atrás de algum tipo de troca até a trade deadline, que acontece no dia 5 de fevereiro. Ou seja, é praticamente daqui um mês. Muitas equipes só aguardam o prazo do dia 15 de janeiro para liberação de atletas que assinaram na offseason. Então, é possível entendermos o que cada franquia pensa para o resto da campanha.
E não é fácil, pois vários planos foram “quebrados” por lesões, decepções, queda de rendimento de jogadores aqui e ali. Mas o que os times vão buscar em uma troca no mercado da NBA? É o que vamos tentar descobrir aqui.
Atlanta Hawks
O que quer: Anthony Davis, arremessadores que defendam bem
O que vai disponibilizar: Zaccharie Risacher, escolhas de Draft, Kristaps Porzingis, Trae Young
Já vimos nas últimas semanas que o Hawks apareceu em rumor de troca por Anthony Davis e deixou a NBA toda tentando entender o que o time vai fazer na trade deadline. Isso porque o jornalista Chris Haynes disse que Atlanta quer Davis, só que sem mandar Trae Young no negócio. Mas aí existem outras questões.
Primeiro, Young surgiu em outro boato que o Hawks estaria pronto para ouvir propostas. Depois, que o armador não é “muito querido” por seus colegas. No entanto, isso tudo não começou agora. O astro não recebeu a extensão e ficou irritado com isso na agência livre. Como tem opção em seu contrato, existe uma chance real dele querer ir embora sem deixar nada para Atlanta.
Então, é só fazer as contas, né? O tempo de Trae no Hawks acabou. Com ele em quadra, são duas vitórias em dez jogos. Kristaps Porzingis voltou às quadras depois de quase um mês e o Hawks bateu o Minnesota Timberwolves por 24 de diferença. Sem Young, claro.
A questão é descobrir para onde ele vai, pois no Dallas Mavericks não tem encaixe defensivo com Kyrie Irving. Até pode ser o Mavs, mas Irving teria de ir para outro time. Porzingis, por outro lado, pode ser usado como moeda de troca para um time que queira apenas o seu “aluguel”. Afinal, o letão tem um expirante.
Boston Celtics
O que quer: melhorar o garrafão e a armação
O que vai disponibilizar: escolhas de Draft, Sam Hauser e Anfernee Simons
Bem, o Celtics enganou todo mundo, né? Era um time para estar ali? Não. Mas o técnico Joe Mazzulla simplesmente não deixa de fazer a equipe competir o tempo todo. Enquanto isso, Jayson Tatum já disse que quer voltar às quadras ainda em 2025/26.
Mas ficam alguns pontos aqui: Tatum vai jogar 35 minutos em abril? Jaylen Brown vai chegar saudável aos playoffs? Ir atrás de alguém com contrato caro e não ter um dos astros nos mata-matas vai resolver algo?
Se a direção acreditar que Tatum terá condições de jogar os playoffs em grande nível físico, perfeito. Tudo faz sentido. Do contrário, é um risco enorme.
Dallas Mavericks
O que quer: quem sabe?
O que vai disponibilizar: Anthony Davis, Daniel Gafford, D’Angelo Russell, Caleb Martin
A trade deadline da NBA pode ter muita troca sem sentido, como em todos os anos. Mas é preciso entender o que a direção do Mavs quer primeiro. E está difícil descobrir. Assim como o Celtics, Dallas tem um astro esperando para voltar às quadras (Kyrie Irving).
Anthony Davis se machucou (de novo), mas existe um mercado para ele. Atlanta Hawks e Golden State Warriors aparecem como principais candidatos ao negócio, enquanto seu contrato é pesado e Dallas pode optar por duas vias.
A primeira delas seria uma reformulação, trocando Klay Thompson, Daniel Gafford, além de Davis e até Irving. É mais drástica e não resolveria tanto assim. Apesar de Dallas ter a própria escolha em 2026, não tem a de 2027 e a de 2028 o Oklahoma City Thunder tem direito de inverter. Ou seja, não pode ser algo tão profundo, se for partir para isso.
Já a segunda, é tentar adquirir jogadores jovens na troca de Davis e garantir picks até a trade deadline. Dá para fazer algo se abrir espaço na folha e entrar em boa posição na agência livre. Depende, também, se Irving for embora.
Mas e se Trae Young chegar, com Davis e Irving saindo, é possível pensar em um futuro próximo de vitórias. Afinal, está difícil conseguir isso no presente.
Golden State Warriors
O que quer: pivô atlético ou que possa ajudar em um dos lados da quadra, pelo menos (Anthony Davis, Myles Turner)
O que vai disponibilizar: Jonathan Kuminga, Buddy Hield
Até dá para o Warriors conseguir uma boa troca por Kuminga na trade deadline da NBA, mas o sonho é alto demais (em Davis) ou inocente demais (em Turner). Qualquer uma delas pode terminar de vez com as chances do time nos playoffs, caso não seja “o negócio certo”.
Se for por Davis, é bom lembrar que ele segue se machucando e perdendo jogos. No caso de Turner, o Warriors é só o 20° em rebotes. E não vai ser o pivô do Milwaukee Bucks a resolver isso. De jeito nenhum.
Então, Nic Claxton poderia ser uma alternativa mais jovem e no mesmo preço de Turner. Kuminga, por outro lado, já está de malas prontas. Só precisa saber para onde vai seu voo.
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A questão do Warriors é que o time não tem muito mais ativos, a não ser Moses Moody, Brandin Podziemski. E é difícil saber se a direção está pronta para abrir mão dos dois. Isso porque é muito comum uma franquia supervalorizar seus jogadores e pode acabar deixando passar uma boa proposta pensando nisso.
Houston Rockets
O que quer: armador
O que vai disponibilizar: Depende do que chegar
Não é tão simples assim a situação do Rockets, pois o time perdeu Fred VanVleet para a temporada e não tem ninguém para fazer a função tão bem. Amen Thompson ajuda, mas é isso: ajuda. Ele não é o melhor organizador da franquia e está deixando de fazer o seu melhor (receber e atacar a cesta) por conta disso.
Pode ser um armador de elite ou não, mas aí vai depender do nível. Se for um, a direção pode usar o próprio VanVleet, Tari Eason e jogadores de pouco uso na rotação. No entanto, se for mais uma troca pontual na trade deadline da NBA, aí é disponibilizar expirantes por algum veterano da posição sem gastar escolhas.
Los Angeles Lakers
O que quer: ala defensivo, mas que saiba arremessar, além de alguém para pegar rebotes
O que vai disponibilizar: Dalton Knecht, Maxi Kleber, Jarred Vanderbilt, Rui Hachimura
LeBron James não vai sair em nenhuma troca na carreira na NBA, então a ideia é chegar até a trade deadline atrás de algo pontual. Não adianta. O Lakers não vai abrir mão de Austin Reaves e quer cercar o time em torno de Luka Doncic.
O Lakers vai esperar o contrato de LeBron expirar para seguir sua vida sem ele. Enquanto isso, o time pode competir por algo se conseguir uma troca que dê encaixe. Assim como em 2022/23, não precisa de grandes negócios. Naquele ano, Los Angeles era só o 14° no Oeste na trade deadline. Então, chegaram D’Angelo Russell, Malik Beasley e Vanderbilt. Terminou em sétimo, no play-in. Venceu todo mundo nos playoffs até chegar à final da conferência contra o Denver Nuggets. Aí, estourou o limite e caiu ali.
Então, o time quer algo assim, que dê encaixe, melhore a velocidade no ataque e faça a defesa funcionar. A equipe precisa de vários jogadores como Vanderbilt. E o pior é que ele pode sair em alguma troca.
Minnesota Timberwolves
O que quer: armador
O que vai disponibilizar: Depende do que pode chegar
Está claro que Mike Conley já não ajuda mais, então é hora de ir atrás de um armador. Mas como? Quem vai sair para isso acontecer?
Depende. Se for por alguém como Trae Young, o Timberwolves pode abrir mão até de Julius Randle. Não que seja o ideal, mas pode. O problema é que se for Randle, a equipe vai perder alguém que pontua muito. E é algo difícil ali, além de Anthony Edwards e do próprio Randle.
E como Edwards não quer armar, também não é Donte DiVincenzo a resposta para Conley.
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Fonte: Reprodução / X

