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“Ser campeão é como posso virar um astro na NBA”, afirma Ayton

Destaque do Suns nos playoffs, jovem pivô aposta em título para consolidar-se na liga e “calar” críticos de forma definitiva

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Barry Gossage / AFP

Deandre Ayton lida com uma onda de críticas e comentários negativos, basicamente, desde que colocou o primeiro pé no basquete profissional. Primeira escolha de um draft que ainda teve Luka Doncic e Trae Young, o jovem pivô sempre foi encarado como a “ovelha negra” da classe, um equívoco histórico. Por isso, Ayton encara a campanha do Phoenix Suns nos playoffs como forma de reescrever sua jornada na NBA: ser campeão é a chance de virar o astro que muitos cobram, mas não acreditam que seja.

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“Eu ainda vejo que duvidam de mim por aí. Não acreditam em minha capacidade. Acho que estou chamando a atenção de pessoas que entendem o jogo, dirigentes e pessoas que sabem o que acontece em quadra. Tenho certeza de que estou no caminho certo, mas não acho que o mundo esteja enxergando. Ser campeão é como vou construir a minha reputação diante do planeta inteiro. É como posso virar um astro nessa liga”, afirmou o titular do time finalista do Oeste, em entrevista ao site The Undefeated.

Como um “alvo” de torcedores e analistas desde antes de jogar o seu primeiro jogo na liga, até mais do que outras primeiras escolhas de draft, Ayton precisou aprender bem rápido a não se deixar abalar com os comentários externos. A solução encontrada pelo jovem talento foi, de certa forma, isolar-se. Embora tenha admitido ficar incomodado com o que é dito a seu respeito, ele busca cada vez menos acompanhar isso e ancora-se na certeza de que o trabalho vai dissipar as dúvidas em torno do seu talento.

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“As pessoas sempre vão fazer críticas, a cada noite, mas você precisa saber que tipo de jogador é para enfrentar tudo isso. Do que é feito. Não importa se eles vejam as coisas como positivas ou negativas, você tem que trabalhar e treinar mesmo quando ninguém está de olho. Eles não precisam ver. Isso é para você. O caminho é simplesmente dar o seu melhor todos os dias, de maneira consistente, não importa o que digam por aí”, explicou o atleta de origem bahamenha, minimizando a influência externa.

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Ayton, de fato, parece viver o melhor momento da carreira em sua primeira participação nos playoffs. Em uma liga onde todos recorrem a formações mais baixas e leves, o pivô de 22 anos tem feito a diferença dentro do garrafão com médias de 16.3 pontos e 10.8 rebotes, além de absurdos 72.6% de aproveitamento nos arremessos de quadra em 12 partidas disputadas. A eficiência das performances na conversão de arremessos, aliás, vem igualando feitos de Shaquille O’Neal e Kareem Abdul-Jabbar em pós-temporadas.

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“Às vezes, quando se explica a função de um jogador, ele tende a pensar que não pode fazer nada além do que foi dito. Mas Deandre tem um papel maior e fez por merecê-lo. Os rebotes que pega na defesa e a capacidade de pegar passes altos em pontes aéreas mostram sua eficiência. Ele corre pela quadra, compete duro nas duas tábuas e o jogo físico é algo que não renega. Está se tornando realmente dominante nos dois lados da quadra”, elogiou Williams, segundo colocado na votação para técnico do ano.

Devin Booker acompanha o trabalho diário de Ayton e concorda com o treinador: o que vemos na pós-temporada é uma pequena mostra do que está por vir para o colega. “O crescimento de Deandre tem sido contínuo ao longo dos playoffs, jogo a jogo. Dá para sentir a confiança aumentando. Está notando o quão forte é e sempre posicionado nos lugares certos em quadra. Sinto que ‘virou a chave’ em seu jogo – e ele não vai mais olhar para trás”, avisou o jovem astro, apostando que o pivô veio para ficar.

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