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Rumores Semanais – 02/10/2018

Ricardo Romanelli lista os principais rumores dos últimos dias

Por Ricardo Romanelli

Jimmy Butler: a trama se arrasta

No que prometia ser uma troca rápida, o impasse para a saída de Jimmy Butler do Minnesota Timberwolves aumenta. O dono Glen Taylor teria tomado as rédeas da situação, mas a relutância do treinador Tom Thibodeau em buscar ativamente um negócio tem atrapalhado as tratativas. Chegou ao ponto das pessoas em torno do jogadores começarem a questionar se o Wolves estaria realmente buscando uma troca, e a frustração no estafe do jogador é grande.

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A palavra do dono Glen Taylor, que seguiria determinado a resolver logo o assunto, seria atualmente a única manifestação em favor da troca.

Enquanto isso, o Wolves segue recusando propostas que julga insuficientes. O Miami Heat, principal interessado na troca, teria acenado com pacotes envolvendo combinações de jogadores estabelecidos, como o All-Star Goran Dragic e o ala-armador Dion Waiters, além de jovens como Bam Adebayo e Justise Winslow. Para ajudar a viabilizar a troca, o Phoenix Suns, que precisa de um armador e possuir espaço na folha salarial, foi recrutado. O Suns ajudaria a facilitar o negócio, e em troca receberia Dragic ou Jeff Teague. A alta pedida do Wolves, no entanto, assustou os times.

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Em paralelo, outras ofertas surgiram. Segundo Zach Lowe, da ESPN, o Milwaukee Bucks estaria disposto a oferecer um pacote em torno de Khris Middleton, o que seria um tiro no pé. Partindo do pressuposto que Butler quer ser o astro de um grande mercado, não haveria sentido em renovar com o Bucks, que fica num mercado mais comedido, em Milwaukee, e já possui uma estrela maior que ele: Giannis Antetokounmpo. Já para Wolves, o ainda jovem Middleton seria um encaixe perfeito ao redor de Karl-Anthony Towns e Andrew Wiggins. Middleton, no entanto, é agente livre ao final da temporada, e uma troca em que figure como peça central seria arriscada.

Outro pacote que teria sido proposto ao Wolves envolveria Eric Gordon, P.J Tucker e Zhou Qi do Houston Rockets, além de uma escolha de Draft. O retorno para o Wolves seria muito baixo nesse cenário, e excelente para o Rockets. O time quer competir por um título a todo custo, e não haveria mal algum em trocar jogadores de rotação por Butler, mesmo que por apenas um ano. Um time titular com Chris Paul, James Harden, Jimmy Butler, Carmelo Anthony e Clint Capela poderia talvez, finalmente, fazer frente ao Golden State Warriors. Apesar disso, o Wolves também teria recusado esta investida.

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Brooklyn Nets, New York Knicks e Los Angeles Clippers, times incialmente citados como destinos preferidos de Butler, seguem monitorando a situação à distância. Nenhum parece muito interessado em fazer loucuras pelo atleta. Todos projetam ter espaço na folha salarial para a próxima offseason, onde poderão escolher seus alvos com calma, inclusive podendo ser o próprio Butler um deles, sem precisar enviar peças de valor em troca.

Com a pré-temporada em andamento, pode ser que a situação se arraste sem resolução para a temporada regular. O perdedor é o Wolves, pois outros times vão percebendo o clima de indecisão e abandonando as conversas. O Miami Heat teria feito uma oferta final no último dia 28 de setembro, e então recuado das conversas após mais uma negativa.

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Butler não vem treinando com o time. É difícil que a situação não se resolva até dezembro, mas a partir do dia 15 do referido mês os contratos assinados na offseason podem ser trocados, e com isso as opções de parceiros de troca interessados em Jimmy Butler pode aumentar conforme nos aproximemos desta data.

Al Horford: sem pensar no futuro

Além de Kyrie Irving, que recentemente deu declaração no sentido que dificilmente deixaria o Boston Celtics, o time tem outro atleta importante que pode optar por terminar seu contrato nessa offseason: o pivô Al Horford.

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Horford é a âncora defensiva de um time de talentosos pontuadores, como Irving, o jovem Jayson Tatum e o dinâmico Gordon Hayward. Com a rotação bastante desfalcada nos playoffs, foi peça central da campanha que levou o time a um jogo de alcançar as Finais da NBA, sendo homem de confiança do treinador Brad Stevens nos momentos decisivos. É de se esperar, portanto, que o Celtics não meça esforços para mantê-lo.

Apesar disso, Horford, que sempre demonstrou personalidade discreta na liga, quer se manter assim até a offseason. Ao Boston Herald, o atleta declarou: “Não estou focado no ano que vem e na agência livre. Sou muito agradecido e feliz pelo que estamos construindo aqui em Boston. Dois anos atrás quando Danny (Ainge), Wyc (Grousbeck – co-dono), e Brad Stevens me venderam uma visão que poderíamos ter um time recheado de bons jogadores, eu acreditei neles e assumi um compromisso de que quero ser o melhor que posso ser e ganhar um título aqui.”

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Pelo teor da declaração e o quão a vontade Horford parece com a franquia, é muito improvável que ele decida tomar um caminho diferente ao final da atual temporada.

Joakim Noah: paciência tem limites

Outra situação que vem se arrastando mais do que deveria é a rescisão de contrato que o pivô Joakim Noah está negociando com o New York Knicks. Os relatos iniciais davam conta que a equipe de New York planejava liberar o atleta até o início do training camp, para que o elenco não tivesse essa indefinição durante os trabalhos e também para que Noah pudesse rapidamente ser acolhido por outra franquia.

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No entanto, após uma semana do início da maioria dos training camps, Noah continua no elenco, e fica cada dia mais frustrado. No último dia 28 de setembro, ele postou em sua conta no Instagram os dizeres “Me deixem ir! O que estão esperando? Não me querem aqui, então me deixem ir!”. O pivô deletou a postagem logo em seguida, mas em tempos de redes sociais, foi o que bastou para o recado viralizar.

O Knicks segue sem posição oficial sobre qual decisão vai tomar a respeito do atleta, que também não parece despertar muito interesse ao redor da liga.

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Cavs: trocas a caminho?

Com a saída de LeBron James, o Cleveland Cavaliers mudou muito pouco para esta temporada. A extensão de Kevin Love, a chegada do calouro Collin Sexton e o retorno do ala-pivô Channing Frye foram os principais fatos relevantes da última offseason.

Durante a temporada, no entanto, o papo pode ser outro. A direção da franquia quer que o técnico Ty Lue dê mais minutos a jovens jogadores, como Cedi Osman, Rodney Hood e Jordan Clarkson. Com isso, veteranos como Kyle Korver e J.R Smith podem perder espaço. Ambos podem atrair interesse de times querendo montar elencos fortes para o playoffs, pela experiência que adquiriram no caminho até as Finais nos últimos anos com o Cavs. Korver, mesmo aos 37 anos, segue sendo um dos arremessadores mais letais da liga, e possui um contrato extremamente amigável de duas temporadas a aproximadamente US$ 7,5 milhões anuais. Já Smith está com a imagem desgastada após o infame erro que custou o jogo 1 ao Cleveland Cavaliers nas Finais, e com sucessivas temporadas abaixo da expectativa e mais dois anos de contrato com o dobro do salário de Korver (aproximadamente US$ 15 milhões) seria uma peça mais difícil para ser trocada.

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