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Revisão da temporada – Milwaukee Bucks

Equipe se classificou aos playoffs, após temporada de altos e baixos

Milwaukee Bucks (42-40)

Temporada regular: 6° colocado na conferência Leste
Playoffs: Eliminado na primeira rodada pelo Toronto Raptors em seis jogos
MVP da campanha: Giannis Antetokounmpo (22.9 pontos, 8.8 rebotes, 5.4 assistências)

Pontos positivos

O time foi o quinto que mais distribuiu assistências na temporada, registrando uma média de 24.2 passes decisivos por partida.

– Giannis Antetokounmpo deu mais um passo na evolução de seu jogo e viveu sua melhor temporada da carreira, terminando a campanha como líder do time em pontos, rebotes, assistências, roubos de bola e tocos. Aos 22 anos, o ala já se consolidou como um dos melhores de sua posição, levou o prêmio de jogador que mais evoluiu e é o tipo de franchise player jovem que toda equipe em reconstrução busca.

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– O aproveitamento nos arremessos foi alto na campanha do Bucks. A equipe finalizou a temporada com a média de 47,4% de acerto nos arremessos de quadra, quarta melhor marca de 2016-17.

– Malcolm Brogdon foi selecionado com a 36ª escolha do último draft e foi a maior surpresa do elenco da equipe. O armador se tornou titular, foi importante para o esquema e ficou com o prêmio calouro do ano.

Pontos negativos

– A equipe não registrou um bom índice de pace, que indica o número de posses de bola a cada 48 minutos. Com a marca de 96.7, que indica um ritmo lento, o Bucks só não foi pior que quatro equipes neste quesito.

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– Lesões atrapalharam e muito o time. As coisas poderiam ter sido ainda melhores na temporada, mas jogadores como Khris Middleton (que estreou na campanha apenas fevereiro) e Jabari Parker (que sofreu outra lesão séria no joelho e perdeu o fim da temporada regular e os playoffs) foram desfalques muito importantes.

– Rebotes defensivos foram um ponto negativo na última campanha e o Bucks registrou o terceiro pior número entre as 30 equipes, com 31.6.

Análise

O Bucks melhorou em relação a 2015-16, onde o time conquistou 33 vitórias e ficou de fora dos playoffs, em uma temporada onde muitos apostavam em uma boa campanha. Na última temporada, já não tão bem nas projeções da maioria das pessoas, o contrário aconteceu e a equipe conseguiu ir aos playoffs. No entanto, apesar da classificação à pós-temporada, a inconsistência do time é algo que precisa ser comentado.

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Do início da temporada até o fim de dezembro, a equipe se manteve nos 50%, ganhando e perdendo o mesmo número de jogos. Em janeiro, uma má fase atingiu a equipe de vez, que passou a ficar com um recorde negativo. Mais um mês com derrotas em fevereiro e muitos já davam a temporada do Bucks como encerrada. Então o mês de março chegou e com ele, 14 vitórias e a presença entre os oito primeiros. E quando todos apostavam na boa fase para os últimos jogos da temporada regular no mês de abril, a equipe perdeu quatro, dos últimos seis compromissos. Uma imprevisibilidade que incomoda.

Inconsistência e lesões foram as palavras chaves para falar sobre a parte negativa da campanha do time de Wisconsin. Além da alternância entre sequências de vitória e derrota, questões físicas causaram dois problemas grandes no elenco. Khris Middleton pôde estrear só em fevereiro -após grave lesão na coxa- mês onde Jabari Parker rompeu o ligamento do joelho pela segunda vez na carreira. O jovem vinha sendo um dos destaques na temporada.

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E se é fácil apontar as palavras chave para os pontos negativos, também é simples citar um nome para falar da parte positiva, por mais que o mesmo não seja dos mais simples de se pronunciar. Antetokounmpo tem apenas 22 anos e muitas vezes fica difícil se lembrar disso, principalmente após essa temporada, onde o ala fez exatamente o que todos esperavam: evoluiu e “carregou” a equipe, sendo premiado com a presença no Jogo das Estrelas, um dos quintetos ideais da temporada e o MIP (jogador que mais evoluiu). Uma temporada que certamente ficará na memória do grego.

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Nos playoffs, a equipe foi eliminada na primeira rodada pelo Toronto Raptors na primeira rodada, mas analisando como tudo se desenrolou, após tanta inconsistência, a temporada pode ser lembrada pela sua parte positiva, como o desenvolvimento de Antetokounmpo, a boa estreia de Brogdon na liga e o mês de março onde 14 vitórias foram conquistadas em 18 jogos, que mostrou o que a equipe pode fazer.

Futuro

O time do Bucks é jovem e tem potencial para seguir melhorando. Com Antetokounmpo liderando o elenco, só resta esperar que o ala melhore cada vez mais e fique por um bom tempo entre os melhores da liga.Tendo um jogador de alto nível para representar a franquia, resta à diretoria selecionar peças para montar uma equipe competitiva ao redor do grego.

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Khris Middleton é uma peça importantíssima no elenco, por seu impacto nos dois lados da quadra e também faz parte do núcleo do time. Com Jabari Parker, o que resta é torcer para que ele consiga retornar mais uma vez atuando em alto nível e siga evoluindo sem novos problemas físicos. Já Malcolm Brogdon também pode ser muito importante a longo prazo, caso mantenha seu rendimento nas próximas temporadas, assim como o pivô Thon Maker, que não teve uma estreia na liga tão boa quanto o armador, mas possui potencial.

Com o elenco completo, o Bucks deve estar nos playoffs mais uma vez sem grandes problemas, o que não deve ser tarefa tão complicada assim na conferência Leste, com o elenco atual. Caso a inconsistência diminua e os mais jovens sigam evoluindo, a equipe pode pensar mais alto nos próximos anos.

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