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Revisão da temporada – Milwaukee Bucks

Milwaukee Bucks (38-44) – 8º lugar na conferência Leste Time base Brandon Jennings Monta Ellis Luc Richard Mbah-a-Moute Ersan Ilyasova Larry Sanders Principais reservas J.J. Redick Mike Dunleavy Marquis Daniels Ekpe Udoh Samuel Dalembert Líderes Pontos: Monta Ellis – 19.2 Rebotes: Larry Sanders – 9.5 Assistências: Brandon Jennings – 6.5 Roubadas: Monta Ellis – 2.0 […]

Milwaukee Bucks (38-44) – 8º lugar na conferência Leste

Time base

Brandon Jennings
Monta Ellis
Luc Richard Mbah-a-Moute
Ersan Ilyasova
Larry Sanders

Principais reservas

J.J. Redick
Mike Dunleavy
Marquis Daniels
Ekpe Udoh
Samuel Dalembert

Líderes

Pontos: Monta Ellis – 19.2
Rebotes: Larry Sanders – 9.5
Assistências: Brandon Jennings – 6.5
Roubadas: Monta Ellis – 2.0
Bloqueios: Larry Sanders – 2.8

Agentes livres irrestritos: Monta Ellis (assinou com o Dallas Mavericks), J.J. Redick (assinou com o Los Angeles Clippers), Mike Dunleavy (assinou com o Chicago Bulls), Samuel Dalembert (assinou com o Mavericks), Marquis Daniels e Joel Przybilla.

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Agentes livres (player option ou qualifying offer): Brandon Jennings (trocado com o Detroit Pistons).

 

Ninguém quer ser o oitavo colocado da conferência Leste, mas, no final das contas, alguém precisa ocupar a posição. Eis o Milwaukee Bucks. Com 38 vitórias em 82 partidas, a equipe acabou “varrida” pelo futuro campeão Miami Heat na primeira rodada dos playoffs e fora da loteria do draft deste ano. No entanto, a temporada da franquia teve muito mais nuances do que esse resumo dá a entender.

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O time começou a campanha com seis vitórias em oito jogos e virou o ano acima dos 50% de aproveitamento (16-13), mas a relação do treinador Scott Skiles – conhecido por cobrar muito dos atletas – com o elenco se deteriorava. O técnico foi demitido nos primeiros dias de 2013 e assumiu o auxiliar Jim Boylan, tido como um interlocutor do ex-comandante com o grupo. Ele podia até ser mais próximo dos jogadores, mas o estrago no ambiente estava feito.

Com Boylan, a equipe conquistou 22 triunfos em 50 jogos e deslizou pela tabela. A franquia tentou qualificar o elenco, aumentar o moral e subir na tabela com a chegada de J.J. Redick. Em vão. O ala-armador chegou à Milwaukee empolgado e, engolido pelo clima nebuloso da organização, estava decidido a sair dois meses depois. O Bucks não mostrou forças para ultrapassar um combalidíssimo Boston Celtics (sem Rondo), não passou do oitavo lugar e não venceu uma partida sequer nos playoffs.

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A temporada do Bucks começou bem, mas problemas internos fizeram com que terminasse arrastada, melancólica. Vendo o fim da história, a classificação para os playoffs e os quatro jogos extras contra os bicampeões da liga podem ser encarados praticamente como um castigo para a equipe.

 

O que deu certo

Depois de ficar “escondido” em suas duas primeiras temporadas, Larry Sanders saiu do banco de reservas para fazer a diferença em favor do Bucks. Ágil e com longuíssimos braços, o pivô foi apontado em estudo publicado recentemente como um dos mais eficientes jogadores da liga protegendo a cesta. Ele não só teve média próxima de três tocos por jogo, como também altera arremessos e força erros – o que faz com que oponentes tenham aproveitamento muito menor do que o normal em tentativas em torno da cesta.

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Até por isso, diferente do que se pode imaginar ao observar o elenco, o que manteve o Bucks competitivo no decorrer da temporada foi a defesa. A equipe registrou o 12º melhor índice de eficiência defensiva da liga, com 102.3 pontos permitidos a cada 100 posses de bola. E, neste departamento, o impacto de Sanders foi grande o bastante para ser o sétimo mais votado no prêmio de defensor do ano.

 

O que deu errado

Contrariando previsões, a parceria entre Brandon Jennings e Monta Ellis começou oferecendo bons momentos na reta final da campanha 2011-12. No entanto, as dúvidas que existiam em relação à eficiência da dupla ficaram muito evidentes na última temporada. Tratam-se de dois jogadores que, mais do que apenas gostarem de atuar com a bola nas mãos, são ineficientes quando não a tem. Por natureza, um limitava o outro dentro de quadra.

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Atletas de boa capacidade ofensiva e defesa comprovadamente falha, Jennings e Ellis tiveram médias de (respectivamente) 17.5 e 19.2 pontos por jogo. Ambos, porém, só alcançaram suas marcas de pontuação ao mesmo tempo em 12 dos 80 partidas que disputaram juntos. Em 54 oportunidades, um conseguiu chegar a sua média enquanto o outro ficou abaixo. Talvez por essa alternância quase obrigatória, o Bucks tenha acabado entre os dez piores times da liga em eficiência ofensiva – 100.9 pontos a cada 100 posses de bola.

 

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Futuro

O futuro é nebuloso para o Bucks. A franquia mudou mais de metade do elenco para a próxima temporada e perdeu cinco de seus sete atletas mais importantes, incluindo três titulares. Além disso, Larry Drew (ex-Atlanta Hawks) vai assumir o lugar de Jim Boylan no comando do time. Tudo é novo em Milwaukee e, como de costume, as perspectivas não são das melhores.

Enquanto o garrafão deve permanecer o mesmo, com a chegada de Zaza Pachulia e Miroslav Raduljica como opções para o banco, o perímetro passou por uma reformulação extrema. Por incrível que pareça, não há um único provável integrante da rotação que tenha feito parte do elenco na última temporada: Brandon Knight veio do Pistons, Carlos Delfino saiu do Rockets, O.J. Mayo chega do Mavericks, Luke Ridnour foi adquirido junto ao Timberwolves e Giannis Antetokounmpo é um garoto de 18 anos trazido da Grécia. Mudanças gerais nunca são bons sinais na busca por vitórias.

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O Bucks passa a clara impressão de que gastou a atual offseason para destruir o que tinha. Há, pela primeira vez em muito tempo, comprometimento em montar algo em longo prazo e não de “ajuntar” um time para beliscar vaga nos playoffs. O grupo de reforços não empolga, mas o desmanche da base antiga soa, por si só, como um passo a frente. Afinal, antes de construir é preciso destruir.

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