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Revisão da temporada – Memphis Grizzlies

Equipe sofreu com diversas lesões e teve de se reorganizar durante a temporada

Memphis Grizzlies (42-40)

Temporada Regular: sétimo colocado na conferência Oeste
Playoffs: eliminado pelo San Antonio Spurs na primeira rodada
MVP da campanha: Mike Conley (15.3 pontos, 6.1 assistências, 1.2 roubos de bola)

Mike Conley

Pontos positivos

– Que a equipe de Memphis joga com muita intensidade defensiva, não é segredo para ninguém. E mesmo com a temporada repleta de surpresas, a equipe se manteve com bons números no quesito roubos de bola. O time recuperou 8.8 bolas por partida, sexto melhor número na temporada.

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– Erros de ataque também não atrapalharam o Grizzlies na última campanha. A equipe foi a sexta que menos cometeu erros ofensivos, com 13.3 turnovers por jogo.

– É verdade que muitos jogadores passaram pelo banco do Grizzlies na temporada, mas mesmo com tantas idas e vindas de jogadores, a segunda unidade do time conseguiu bom desempenho ofensivo e anotou 37.8 pontos por partida, quarta melhor pontuação de um banco de reservas em 2015-16.

Pontos negativos

– Lesões, lesões e mais lesões. O Grizzlies sofreu muito com jogadores machucados e, como se não bastasse, seus dois principais atletas, Marc Gasol e Mike Conley, sofreram lesões que o fizeram perder o restante da temporada e os playoffs. A equipe utilizou 28 jogadores no decorrer da campanha.

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– Um ponto negativo que sempre marca presença nas análises sobre a equipe é o aproveitamento na linha de três pontos. Dessa vez não foi diferente. Mais uma campanha, mesmo ponto a ser comentado: apenas 33% nos arremessos de três, segunda pior marca da temporada.

– O Grizzlies foi uma das sete equipes que não alcançou a média de 100 pontos por jogo. Para piorar, os números defensivos da equipe não foram bons como de costume devido ao grande número de lesões e mudanças no elenco.

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– Poucas assistências. A equipe atua em ritmo lento na condução e organização das jogadas, algo raro na NBA atual, e registrou 20 passes decisivos por jogo.

Análise

O Grizzlies dessa temporada tinha tudo para ser mais uma vez a equipe característica dos últimos anos, com grande intensidade defensiva, alguns problemas no ataque e na forma de jogo “antiga” de atuar, mas sempre um time complicado de se enfrentar e com presença garantida nos playoffs. Muitas coisas citadas até aconteceram, mas a temporada do time foi uma verdadeira bagunça.

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As diversas lesões no elenco comprometeram todo o planejamento da equipe para a temporada. Entre os vários lesionados, simplesmente os melhores jogadores da franquia. Marc Gasol fraturou o pé direito e teve de passar por uma cirurgia após atuar em 56 jogos da temporada regular, perdendo o restante da campanha e os playoffs. Situação parecida com a de Mike Conley, que desfalcou o time devido à uma lesão no tendão de Aquiles.

Por sorte, as lesões começaram a amaldiçoar a equipe em um ponto onde muitas vitórias já haviam sido conquistadas, afinal, mesmo com problemas, o Grizzlies completo é um time inegavelmente forte. Mas, sem Gasol, Conley e outras peças importantes da rotação, além dos primeiros sinais de queda de rendimento de Zach Randolph, a equipe se viu obrigada a contar com jogadores “desconhecidos” e tentar se manter entre os oito primeiros do Oeste, mas sem muita esperança de que algo maior aconteceria a partir daí.

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A ida aos playoffs na sétima colocação mostrou um elenco que, mesmo extremamente fragilizado, conseguiu se segurar e chegar na fase decisiva. Continuaram a atuar com intensidade, mas só isso não era suficiente para derrubar o San Antonio Spurs em ótima fase, que venceu a série com muita facilidade por 4 a 0. Era difícil esperar um resultado diferente.

Futuro

Na temporada 2014-15, o Grizzlies conseguiu segurar Marc Gasol na equipe e renovou seu contrato. Na última campanha, foi a vez da franquia voltar sua atenção para Mike Conley, que era pretendido por muitas equipes. Mais uma final feliz para o time, já que o armador permanecerá em Memphis pelos próximos cinco anos. Mas os reforços não pararam por aí, e Chandler Parsons também foi contratado.

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O ala ex-Dallas Mavericks se encaixa muito bem no que a equipe precisa, já que possui um arremesso de três pontos confiável e é versátil, podendo ser utilizado como ala, sua posição de origem, ou como ala-pivô em formações mais baixas, tendência cada vez maior na liga. Um jogador com as características de Parsons parecia ser a peça que faltava para a franquia em alguns anos atrás. Além da mudança no quinteto titular, David Fizdale assumiu o comando técnico do time, no lugar de Dave Joerger.

A equipe reforçou o elenco em áreas que se mostravam necessárias e manteve um de seus principais jogadores. Mas é preciso lembrar que Gasol retornará de uma lesão complicada e que Parsons possui um histórico de problemas no joelho. Se os problemas físicos não atrapalharem mais uma vez, a equipe tem tudo para aproveitar a presença do novo ala e do novo técnico para tentar mudar o estilo de jogo “pesado” que acompanha a equipe nos últimos tempos, com pouca velocidade e muito concentrado no garrafão, e se manter como um time regular do Oeste.

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