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Revisão da temporada – Atlanta Hawks

Time teve a melhor campanha da conferência Leste

Atlanta Hawks (60-22)

MVP do time em 2014-15: Paul Millsap – 16.7 pontos, 7.8 rebotes, 3.1 assistências, 1.8 roubada

Pontos positivos

– Após um início complicado, o time venceu 19 partidas seguidas e teve a melhor campanha da conferência Leste, com 60 vitórias e 22 derrotas.
– Apesar de eu selecionar Paul Millsap como o MVP do Atlanta Hawks em 2014-15, poderiam ser pelo menos mais dois jogadores, sem problema algum. Ninguém reclamaria se estivessem ali o nome de Al Horford ou de Jeff Teague.
– O treinador Mike Budenholzer sempre teve um plano nas mãos. Duas vezes eleito o melhor técnico do mês, ele comandou um time que jogou em conjunto desde a primeira partida da temporada, tanto que nenhum jogador anotou mais de 30 pontos em nenhum jogo durante todo o ano.
– Quatro atletas foram para o Jogo das Estrelas: Kyle Korver, o melhor arremessador da equipe, além de Millsap, Horford e Teague.
– A evolução do armador reserva Dennis Schroder foi notória logo em seu segundo ano. Quando Teague se ausentou por lesão, o alemão conseguiu posição de destaque na equipe.

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Pontos negativos

– Antes do início da temporada, o Hawks trocou o armador Lou Williams e o pivô brasileiro Lucas Nogueira com o Toronto Raptors por John Salmons. Perdeu uma ótima opção do banco de reservas e um jogador promissor por espaço na folha salarial. 
– O Hawks sucumbiu diante do Cleveland Cavaliers nas finais de conferência e foi a primeira equipe com a melhor campanha a ser varrida desde o Detroit Pistons, em 2003.
– O time teve um início mediano, com apenas sete vitórias e seis derrotas nas 13 primeiras partidas, e “apanhou” do Milwaukee Bucks por 30 pontos.
– As prisões de Pero Antic e Thabo Sefolosha após uma briga em uma boate em Nova York teve consequências: assim que terminou a temporada, Antic voltou para a Europa, enquanto Sefolosha teve a perna quebrada e perdeu o resto de 2014-15.

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Análise

O time do técnico Mike Budenholzer conseguiu ser competitivo sem ter especificamente um líder. Eram vários deles, na verdade. Jeff Teague, Kyle Korver, DeMarre Carroll, Paul Millsap e Al Hoford. Todos foram a principal arma ofensiva, mas ao mesmo tempo não eram. Budenholzer deu ao grupo mais do que um padrão de jogo: ele montou uma filial do San Antonio Spurs. Para quem não sabe, o treinador foi assistente de Gregg Popovich por 17 anos. Não por menos, ele foi eleito o melhor de 2014-15.

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O Atlanta Hawks da temporada regular foi um dos times mais empolgantes de 2014-15. A sequência de 19 vitórias veio após uma chacoalhada do Milwaukee Bucks por 30 pontos e a partir desse momento, tornou-se a equipe a ser batida. O problema é que foi. 

Diferentemente da fase regular, nos playoffs o Hawks sofreu muito diante do Brooklyn Nets e do Washington Wizards. Por muito pouco, não foi eliminado pelo time da capital. Só não teve prorrogação na sexta partida porque quando Paul Pierce acertou de três, o tempo já havia esgotado. Contra o Cleveland Cavaliers, na final de conferência, o time não teve respostas e fracassou em quatro jogos.

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O Hawks fez uma temporada belíssima, mas deu sinais de que havia chegado ao ápice cedo demais. Nos momentos cruciais, falhou e não conseguiu implantar o mesmo jogo que o fez parecer o principal candidato ao título no Leste.

Futuro

O primeiro passo dado para a próxima temporada, o Hawks já deu. Foi oficializar a saída de Danny Ferry da direção geral da equipe. Ferry esteve envolvido no escândalo de um e-mail racista, ao lado de Bruce Levenson, ex-dono da franquia. Levenson recebeu um pedido “especial” de Adam Silver para vender o time.

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Após isso, o Hawks tratou de trocar o armador Jerian Grant na noite do draft com o New York Knicks e recebeu o ala-armador Tim Hardaway Jr. na negociação. Pouco depois, recebeu o brasileiro Tiago Splitter em uma permuta com o San Antonio Spurs. A nota ruim é que o time não conseguiu manter o ala DeMarre Carroll e ele foi para o Toronto Raptors na agência livre. Mas era ele ou Paul Millsap. A diretoria optou pelo segundo.

O pivô Walter Tavares chega, mas dificilmente vai ganhar muito tempo de quadra em seu primeiro ano. O jogador de Cabo Verde tem uma envergadura de incríveis 2,35 metros e provavelmente terá de conviver com a D-League. Dimitrios Agravanis, selecionado na segunda rodada do draft, vai continuar na Europa, assim como o sueco Marcus Eriksson. Já Lamar Patterson, vai ter de lutar por um lugar no elenco após boa performance nas Ligas de Verão.

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Salvo algum desastre, o Hawks vai seguir entre os principais times da conferência Leste em 2015-16.

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