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Reggie Miller pede que ex-jogadores “abracem” feitos de Curry

Para ídolo do Pacers, astros de gerações mais antigas precisam aceitar mudanças no basquete atual

Charles Barkley, Cedric Ceballos, Stephen Jackson, Oscar Robertson. A lista de ex-atletas que minimizaram feitos e até fizeram críticas ao Golden State Warriors e Stephen Curry recentemente não é nada curta. E o ex-ala-armador Reggie Miller está cansado do bate-boca. O ídolo do Indiana Pacers acredita que os jogadores de gerações anteriores precisam ser mais receptivos à nova forma de jogo na NBA e às novidades trazidas pelos atuais campeões da liga.

“Como ex-atletas, nós temos que abraçar as mudanças. É difícil para os jogadores das antigas aceitarem as mudanças porque tínhamos regras diferentes no tempo em que jogavam, mas o basquete evoluiu. Você vê um time que arremessa bolas de longa distância, quase tão impetuoso quanto o Chicago Bulls da década de 1990, e não quer aceitar isso? Temos que deixar acontecer”, declarou Miller, em entrevista ao site For the win.

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Entre os comentários negativos, atletas de outras épocas dizem que Curry é bem beneficiado pela limitação de contato impostas às defesas da NBA hoje em dia. O ex-ala-armador acredita que, independentemente da questão, é preciso admitir a excelência do atual MVP. “Mudar é bom e nós precisamos abraçar o que Stephen tem feito. Não queremos colocar Michael Jordan de lado, lógico: ele é o maior de todos os tempos. Mas há um novo garoto entre os grandes”, explicou.

Miller, porém, não coloca a culpa pelas polêmicas unicamente nas opiniões dos ex-jogadores. O astro dos anos 1990 e 2000 vê a postura da imprensa também com culpa pelos comentários ganharem dimensões desproporcionais e crê que muitos repórteres vem tratando os ídolos do passado de forma extremamente injusta.

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“Não é certo colocar um microfone na frente de Oscar Robertson e perguntar-lhe como se sairia jogando contra Stephen. O que fez caras como Oscar, Magic Johnson e Isiah Thomas tornarem-se alguns dos melhores da história foi a competitividade. Não é justo questioná-lo se poderia marcar Stephen porque ele nunca dirá não. Se você perguntar para mim se poderia ganhar um concurso de arremessos contra Stephen, o que eu iria dizer? Que não?”, concluiu Miller.

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