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Conheça Jeremy Lin, o fenômeno que vem encantando a NBA

Gustavo Lima fala sobre a carreira do armador do Knicks O armador Jeremy Lin era mais um mero desconhecido da NBA até a última semana. Nascido na California e com ascendência taiwanesa, ele se formou na Universidade de Harvard, reconhecida como uma das melhores do mundo acadêmico e que não possui fama nos esportes. Pelo recente desempenho […]

Gustavo Lima fala sobre a carreira do armador do Knicks

O armador Jeremy Lin era mais um mero desconhecido da NBA até a última semana. Nascido na California e com ascendência taiwanesa, ele se formou na Universidade de Harvard, reconhecida como uma das melhores do mundo acadêmico e que não possui fama nos esportes. Pelo recente desempenho com a camisa do New York Knicks, Lin, de 23 anos, virou o assunto do momento na Liga. Ele é o principal responsável pela boa fase da equipe novaiorquina, que vem de quatro vitórias seguidas. E olha que o Knicks vem atuando sem suas duas maiores estrelas (Carmelo Anthony e Amare Stoudemire). Lin saiu do ostracismo e assumiu um improvável papel de protagonista e, de certa forma, salvou o emprego do técnico Mike D’Antoni, que vinha desagradando a torcida da equipe. Mas de onde ele veio? O que ele já fez no basquete? Neste artigo, você vai conhecer a trajetória do fenômeno Jeremy Lin.

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Como já adiantei acima, Lin estudou na conceituada Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts. Não é qualquer um que estuda em Harvard. Para entrar lá, o aluno precisa ter um QI acima da média. Lin se formou em Harvard e conseguiu um diploma em Economia. Pelo time de basquete de Harvard, ele teve médias de 12.9 pontos, 4.3 rebotes, 3.5 assistências e 1.9 roubadas de bola , em quatro temporadas.

Após a graduação, Lin não conseguiu ser selecionado no draft de 2010. Sem um contrato garantido com uma equipe da NBA, ele disputou a Summer League daquele ano pelo Dallas Mavericks. Em cinco jogos na Liga de Verão, ele obteve médias de 9.8 pontos, 3.2 rebotes, 1.8 assistências e 1.2 roubadas de bola. Por causa desse desempenho, o jogador recebeu ofertas do próprio Mavs, do Los Angeles Lakers, do Golden State Warriors e de uma equipe não identificada da conferência Leste.

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Em julho de 2010, Lin optou por assinar com o time de Oakland, já que ele ia ficar perto da família. Além disso, o Warriors era seu time favorito desde a infância. O jogador firmou um contrato de dois anos com a franquia, com apenas o primeiro ano inteiramente garantido. O salário era de aproximadamente 500 mil dólares, uma ninharia perto do que a maioria dos jogadores da NBA ganha. Ele foi apenas o terceiro jogador oriundo de Harvard que conseguiu chegar à NBA. O último deles havia sido Ed Smith, que jogou pelo Knicks na temporada 1953/1954.

Lin disputou apenas 29 partidas na última temporada. Suas médias foram de 2.6 pontos e 1.4 assistências. Nada que chamasse a atenção. O time de Oakland preferiu não garantir o segundo ano de contrato com Lin e dispensou o jogador no dia 9 de dezembro de 2011. Três dias depois, ele foi convidado pelo  Houston Rockets para participar de alguns treinamentos. Dependendo do desempenho, ele poderia garantir um contrato para a temporada. No entanto, Lin não obteve êxito. Na véspera de Natal, ele foi dispensado para que o time texano pudesse contratar o pivô Samuel Dalembert. A volta ao ostracismo parecia inevitável. Seu futuro na NBA uma incógnita…

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No entanto, no dia 27 de dezembro, ele recebeu um convite que ia mudar sua carreira. O Knicks só o contratou porque o armador Iman Shumpert havia sofrido uma lesão, e outro armador da equipe, o veterano Baron Davis, também estava contundido. Lin seria a terceira opção na armação, atrás de Toney Douglas e Mike Bibby. Com a recuperação de Shumpert, que ficou lesionado por apenas uma semana, Lin foi mandado para a D-League. Ele sabia que, para ter uma chance na NBA, teria que se destacar na Liga de Desenvolvimento. No dia 17 de janeiro, Lin conseguiu um triple-double pelo Erie BayHawks: 28 pontos, 11 rebotes e 12 assistências. Três dias depois, o Knicks solicitou o seu retorno.

Insatisfeito com a baixa produtividade de Shumpert, Douglas e Bibby, e com Davis ainda machucado, o técnico Mike D’Antoni resolveu dar uma chance a Lin. Depois de retornar da D-League, o armador disputou cinco partidas vindo do banco. Na última delas, contra o New Jersey Nets, no dia 4 de fevereiro, Lin “explodiu”. Ele marcou 25 pontos (foi o cestinha da partida), pegou cinco rebotes, distribuiu sete assistências e liderou o Knicks na vitória sobre o rival. Lembrando que, naquela partida, Carmelo Anthony e Amare Stoudemire estavam em quadra.

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No jogo seguinte, contra o Utah Jazz, Lin alcançou a titularidade pela primeira vez. O time novaiorquino não contou com Stoudemire e perdeu Anthony, por motivo de lesão, no início do jogo. Lin chamou a responsabilidade e desequilibrou. O armador foi o cestinha da partida, com 28 pontos, e ainda distribuiu oito assistências. Resultado: mais uma vitória do Knicks. O mundo começava a se encantar com o desconhecido jogador de descendência asiática. No terceiro jogo como titular, Lin voltou a impressionar. Ele alcançou seu primeiro duplo-duplo na NBA ao marcar 23 pontos e distribuir dez assistências no triunfo sobre o Washington Wizards.

Nessa sexta-feira, dia 10, Lin passou com louvor por um teste de fogo. O jogo contra o tradicional rival Los Angeles Lakers seria transmitido para milhões de pessoas ao redor do mundo. Era a chance que o armador tinha para provar que não era “fogo de palha”. Antes do duelo, o astro do Lakers, Kobe Bryant, disse que não sabia quem era Jeremy Lin. Ao final da partida, que foi vencida pelo Knicks, Kobe fez questão de elogiar o armador adversário. “Acho que essa ascensão dele na Liga é uma grande história. É uma prova de perseverança e trabalho duro. Lin é um bom exemplo para todos os jovens”, disse o camisa 24 do time angelino.

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Lin voltou a impressionar o mundo com uma atuação espetacular: 38 pontos (maior pontuação na carreira), quatro rebotes e sete assistências. Ele fez de tudo um pouco, bandeja de costas, infiltrações no garrafão do Lakers, passes decisivos, arremessos de média e longa distância, lances livres… De quebra, ele liderou o Knicks a encerrar um jejum de nove jogos sem vencer o Lakers. Ainda sem poder contar com Anthony e Stoudemire, o time novaiorquino alcançou o quarto triunfo consecutivo. Nos momentos finais do duelo, gritos de MVP ecoavam pelo Madison Square Garden a cada jogada de Lin. A torcida do Knicks, definitivamente, tem um novo ídolo.

Emocionado, Mike D’Antoni disse o seguinte ao final da partida: “o que Lin está fazendo é impressionante. Ele respondeu a um monte de questionamentos hoje à noite. Ele pode arremessar de longa distância? Pode. Ele pode puxar o gatilho em um momento decisivo? Pode. Há tanta coisa que ele está fazendo”. O lendário Magic Johnson, ex-jogador do Lakers, também se rendeu ao recente desempenho de Lin. Com uma grande dose de exagero, Johnson afirmou que “Lin joga como John Stockton (ex-Utah Jazz) e Steve Nash (Phoenix Suns)”. Stockton e Nash são apenas dois dos maiores armadores da história da NBA…

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Nesta semana mágica, Lin tem médias de 28.5 pontos e 8.0 assistências, números dignos de uma estrela da Liga. Desde a unificação da NBA com a ABA, na temporada 1976/1977, um atleta não marcava tantos pontos nos três primeiros jogos como titular. Lin anotou 89 e já entrou para a história. O jogador virou o assunto mais comentado nas redes sociais, nos principais fóruns de basquete pelo mundo e nos programas esportivos norte-americanos. A trajetória meteórica dele vem sendo comparada à de Tim Tebow, quarterback do Denver Broncos, time de futebol americano. Tebow foi a sensação da última temporada na NFL. Ele começou a competição como reserva, mas ao longo da temporada ganhou espaço no time titular e foi decisivo para que o time de Denver alcançasse os playoffs. Lin pode fazer o mesmo pelo time de Nova York.

Ao que parece, o Knicks encontrou um armador confiável, que não sente o peso da camisa. Resta saber como será o desempenho de Lin quando Anthony e Stoudemire retornarem à equipe. Dificilmente, suas médias serão parecidas com as que ele conseguiu nesta semana. Mesmo assim, ele pode ser uma peça importante para que o Knicks alcance a pós-temporada. Só o tempo dirá se Lin vai ter uma carreira sólida na NBA. Pela humildade e força de vontade demonstradas, o jogador merece ter sucesso na Liga. Em depoimento recente, o gerente-geral do Houston Rockets, Daryl Morey, lamentou ter dispensado o armador. Sorte do Knicks que o time de Houston tenha liberado Lin…

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Ah, e uma última coisa. O contrato dele com o Knicks é válido até o final da temporada. O valor? 762 mil dólares (segundo mais barato de todo o elenco). O salário de Jeremy Lin é cerca de 24 vezes menor do que os de Carmelo Anthony e Amare Stoudemire. Pelo que mostrou nesta semana, Lin deve ter um bom reajuste salarial na próxima temporada.

E você, caro leitor do Jumper Brasil, acredita que o armador possa ter uma carreira sólida na NBA?

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