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“Quando adolescente, eu queria jogar como Magic Johnson”, revela Towns

Jovem do Timberwolves conta que nunca quis jogar basquete para ser um pivô “tradicional”

Karl-Anthony Towns tornou-se conhecido ao redor do mundo por seu talento nas quadras há poucos anos, mas sua relação com o basquete é bem mais antiga. Filho de um treinador da modalidade, o titular do Minnesota Timberwolves fez treinos técnicos especializados desde criança. O pai ignorou a altura do garoto e ensinou-o fundamentos básicos, como controle de bola e arremesso, antes de passar o foco para os trabalhos específicos de pivôs.

“Quando era adolescente, todos falavam como eles pensavam que eu deveria jogar basquete. Mas suas opiniões nunca coincidiam com a forma como via e queria as coisas. Minha vontade não era ser um pivô tradicional, ficar de costas para a cesta. Eu queria jogar como Magic Johnson, correndo a quadra e arremessando como um armador mesmo tendo dois metros de altura, sabe?”, revelou o atleta de 22 anos, em entrevista ao jornal Star Tribune.

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Ter o pai como principal treinador pode ser uma pressão para muitos jovens, mas nunca funcionou assim com Towns. O pivô não vê problema em lidar com a rotina de cobranças porque aprendeu desde cedo a exigir o absoluto melhor de si mesmo, atuando no perímetro ou garrafão. Sua exigência pessoal era tão extrema que, no colegial, ele costumava obrigar-se a dormir no sofá de casa quando jogava mal.

“Eu sempre fui o meu maior crítico e inimigo. Era assim antes e segue assim hoje. Tudo o que você faz na vida não é para ser ok, mas para ser ótimo ou melhor. As pessoas podem dizer o que quiserem sobre mim, pois, não importa o que seja, eu sempre espero duas vezes mais de mim mesmo. É a minha busca pela perfeição. Ainda estou nessa perseguição diária”, sentenciou o jogador, sem concessões.

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No entanto, com o tempo, Towns levou a pressão que coloca sobre seus ombros no dia-a-dia para fora das quadras também. O jovem atleta destaca-se cada vez mais no grupo do Twolves como uma das figuras mais socialmente engajadas, envolvido em obras assistenciais e fazendo grandes doações para causas locais. Ele aprendeu que só vai valer alguma coisa ser o melhor jogador que puder se, antes, conseguir ser o melhor cidadão e ser humano possível.

“Eu quero causar tanto impacto dentro de quadra quanto fora. Desejo títulos, anéis, mas não quero ser lembrado como o cara que teve uma excelente carreira e nunca fez nada fora das quatro linhas. Quero todas as glórias e façanhas possíveis, estou focado nisso, mas também poder dizer que eu fui capaz de usar o basquete como plataforma para ajudar a vida de outras pessoas. Só assim eu poderei voltar atrás, olhar para minha carreira e ter verdadeiro orgulho”, encerrou Towns.

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