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Qual será o destino dos agentes livres restritos da NBA?

Integrantes do site e convidados analisam a situação dos jogadores com restrições na agência livre

nba agentes livres restritos
Reprodução / X

Fica comprovado, ano após ano, que os agentes livres restritos estão entre os principais derrotados do acordo coletivo de trabalho da NBA. Afinal, são os jogadores que sempre têm mais dificuldade para definirem as suas situações no mercado. Dessa vez, são três atletas de mais renome que estão nessa condição: Jalen Duren, Peyton Watson e Bennedict Mathurin.

Há um dilema essencial desde sempre, a princípio, quando se discute os agentes livres restritos. Eles são livres no nome, mas nem tanto na prática. Podem aceitar uma oferta de contrato de outros times, mas a equipe original tem o direito de igualá-la e manter o jogador. Ou seja, no fim das contas, a saída sempre vai depender da vontade da franquia em que já atua na NBA.

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Então, qual vai ser o destino desses três atletas? É isso que vamos discutir aqui hoje. Convocamos os membros do Jumper Brasil para opinar sobre qual deve ser o fim das situações de Duren, Watson e Mathurin. Além disso, temos um convidado para esse debate: o nosso consultor especial Guilherme Campos.

O que vai acontecer com Jalen Duren? E qual vai ser o próximo time de Watson e Mathurin? Mais do que isso, quem tem a situação mais fácil e a mais difícil entre eles? Pois vamos lá…

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1. Qual vai ser a resolução da agência livre de Jalen Duren?

Guilherme Campos: Duren vai seguir como jogador do Detroit Pistons. O time não vai dar um contrato máximo ao pivô, mas pode pagar mais do que qualquer rival. E, além disso, a franquia tem grande interesse em mantê-lo como uma peça-chave.

Gustavo Freitas: Segue em Detroit por menos do que gostaria. Não vai ter jeito, pois a troca com o Sacramento Kings que tentou cavar não vai rolar. Ninguém tem dinheiro no mercado para oferecer um contrato competitivo, exceto por sign-and-trade. Então, se não tem nenhuma equipe atrás dele, fica onde está.

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Gustavo Lima: Segue no Pistons, mas sem o alto valor que deseja. O baixo rendimento nos playoffs acabou com qualquer chance de receber um contrato máximo. Então, é isso.

Ricardo Stabolito Junior: Duren fica no Pistons. O pivô não tem mercado, enquanto a equipe não pode se dar ao luxo de perdê-lo. Não há uma escapatória para nenhum dos lados. O atleta não vai conseguir o valor que deseja, mas não vai assinar por pouco também.

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2. E como vai terminar a agência livre de Bennedict Mathurin?

Guilherme Campos: Eu acho que Mathurin pega a oferta qualificatória e fica no Los Angeles Clippers por mais um ano. É uma situação complicada, pois parece que não tem nenhum interessado no mercado pelos seus serviços. Mas, ao mesmo tempo, ele tornou-se um grande e produtivo sexto homem na liga.

Gustavo Freitas: Renova com o Clippers. Apesar do mercado de agentes livres restritos ser ruim para os jogadores da NBA ultimamente, não vejo grandes problemas aqui. É fato que o time precisa dele. Afinal, com a saída de Kawhi Leonard, Mathurin vai ter um papel importante na equipe daqui em diante.

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Gustavo Lima: Renova com o Clippers. Ele chegou ao time na troca de Ivica Zubac e já mostrou que pode ser um pontuador útil. Só tem 24 anos e, por isso, mantê-lo faz sentido para uma equipe em reconstrução.

Ricardo Stabolito Junior: Pega a oferta qualificatória e, com isso, volta a ser agente livre em 2027. Você não ouve nada sobre Mathurin em especulações, portanto não há pressão nenhuma no Clippers. Por sua vez, o valor do ala-armador pode subir demais com uma temporada em um time em reconstrução com “passe livre”.

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3. Qual vai ser o fim da história de Peyton Watson nesta agência livre?

Guilherme Campos: A minha aposta é que Watson vai ser reforço do Clippers em uma sign-and-trade com o Denver Nuggets. É um dos poucos jogadores, aliás, que vão trocar de time nesta agência livre.

Gustavo Freitas: É bem provável que fique no Nuggets. Muita gente quer, tem muitos rumores, mas ninguém está tão disposto a dar o primeiro grande contrato de Watson. Mas Denver vai ter que investir e trocar outros jogadores para seguir com o atleta. Pois, sem trocas, o time ultrapassa os aprons – algo que não querem de jeito nenhum.

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Gustavo Lima: Vai sair do Nuggets por uma sign-and-trade. A franquia precisa de alívio salarial para avançar o negócio, mas não consegue trocar atletas como Cam Johnson, por exemplo. Com isso, a saída de Watson parece inevitável. Ainda mais, após Denver assinar com Alpha Diallo, melhor defensor da última Euroliga.

Ricardo Stabolito Junior: O Nuggets vai fechar uma sign-and-trade com alguém para não perder o jogador sem receber nada. A verdade é que Watson provou muito pouco para se justificar uma loucura financeira de um time na situação de Denver.

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4. Qual dos três agentes livres restritos têm a situação mais fácil na NBA?

Guilherme Campos: Watson. Acho que vai ser a primeira negociação a ser resolver e mais simples, pois há interesse de várias partes. Todos os envolvidos têm vontade de resolver o caso o mais rápido possível.

Gustavo Freitas: Mathurin. O time tem necessidade de alguém da posição, então, se quiser competir, precisa dele. Mas creio que os três, no fim das contas, vão ficar onde estão. Uns de formas mais fáceis que os outros, como Mathurin, mas todos seguem.

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Gustavo Lima: Duren. O Pistons já deixou claro que a prioridade é manter o pivô. Ou seja, não vai a lugar nenhum. Então, é uma questão de tempo para as partes chegarem a um acordo financeiro.

Ricardo Stabolito Junior: Watson, pois é o jogador que atrai interesse de rivais entre os três. Agência livre restrita é sobre isso: atrair interesse de outros times para colocar pressão sobre o seu próprio. O ala é quem estaria mais perto de receber uma oferta de outras equipes e, por isso, é quem está mais perto de uma solução para mim.

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5. E, por fim, qual desses três agentes livres restritos da NBA têm a situação mais difícil?

Guilherme Campos: Mathurin. Ele está no pior tipo de situação para um jogador vindo do seu contrato de novato, pois nenhum time está disposto a travar a folha com uma oferta. Até porque o Clippers pode cobrir, apesar de não mostrar interesse em um compromisso de médio ou longo prazo.

Gustavo Freitas: Watson. Não é uma operação simples porque, para ficar no Nuggets, a franquia precisa trocar atletas. E os dois jogadores que estão disponíveis, Christian Braun e Cam Johnson, não vêm de boas temporadas. Isso pode virar um grande problema.

Gustavo Lima: Watson. Ele deixou uma ótima impressão na última temporada e virou um “3-and-D” confiável. Com isso, atraiu o interesse de alguns times. Mas, como a folha do Nuggets é uma das maiores da liga, a renovação depende de torcar Braun ou Johnson. Isso parece cada vez mais improvável, então a situação é bem complicada.

Ricardo Stabolito Junior: Duren. Queiram admitir ou não, ele já é grande demais para assumir o risco de aceitar a oferta qualificatória. O que (não) fez nos playoffs não apaga, certamente, que foi um all-star e All-NBA. O Pistons já avisou que vai cobrir a oferta que vier, então qual é a motivação de alguém no mercado para fazer uma proposta? Ele está “preso”, em síntese.

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