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Prospecto do Draft 2021 – Kai Jones

Ala-pivô da Universidade do Texas é projetado como uma escolha de loteria no recrutamento deste ano

Kai Jones
JAMIE SQUIRE / AFP

Kai Jones

Idade: 20 anos
País: Bahamas
Universidade: Texas
Experiência: sophomore (segundo ano universitário)
Posições: ala-pivo/pivô
Altura: 6’11″ (2,11m)
Envergadura: 7’1″ (2,16m)
Peso: 99 kg

Médias na última temporada: 8.8 pontos, 4.8 rebotes, 0.6 assistência, 0.8 roubo de bola, 0.9 toco, 1.4 desperdício de bola, 58% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 38.2% de aproveitamento nas bolas de três pontos, 68.9% de aproveitamento nos lances livres, 22.8 minutos por jogo

Pontos fortes

  • big man móvel capaz de atuar nas posições 4 e 5, Kai Jones é dotado de um atleticismo acima da média para um jogador do seu tamanho, corre a quadra com tamanha fluidez que parece um ala ou um armador, tem um primeiro passo explosivo
  • finalizador explosivo; letal no jogo de transição (capaz de correr a quadra toda e finalizar com uma enterrada), excelente rim runner na transição, ótimo cutter e excelente no backdoor, sabe atacar closeouts, alvo fácil em pontes aéreas
  • arremessador confiável de média e longa distância (apesar do volume baixo); mecânica de arremesso fluida, mostrou que é capaz de espaçar a quadra e que seu jogo se encaixa perfeitamente com o que a NBA atual “pede” aos atletas, pode ser uma arma valiosa no pick-and-pop e no spot-up
  • versatilidade ofensiva; capaz de pontuar no garrafão e fora dele, tem um jogo decente na área próxima à cesta (utiliza muito bem o euro step) e alcance para efetuar arremessos do perímetro
  • excelente e versátil defensor no um contra um; consegue se sobressair na marcação de bigs (não foge do contato) e nas trocas para marcar adversários mais baixos e velozes (por conta de sua agilidade lateral e do ótimo trabalho de pés), tem uma impulsão invejável e um ótimo timing para bloquear arremessos (mãos ativas), seja perto da cesta ou longe dela
  • bom reboteiro ofensivo; utiliza muito bem seus atributos atléticos (explosão, agilidade, impulsão) para ser agressivo na tábua ofensiva
  • atua sempre com muita energia, uma batalhador em quadra, pouca técnica e muita disposição e esforço
  • eleito melhor sexto homem da Conferência Big 12, Jones vem de um programa no College que, recentemente, exportou para a NBA vários bigs atléticos e muito crus, como Myles Turner, Jarrett Allen, Mo Bamba e Jaxson Hayes
  • é um dos prospectos de maior upside da classe deste ano; precisa dar a sorte de ser escolhido por um time que terá paciência em desenvolvê-lo, já que trata-se de um projeto de médio e longo prazo (alto risco, alta recompensa)

Pontos fracos

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  • muito cru; começou a jogar basquete há menos de cinco anos, tem atributos atléticos invejáveis, mas na parte técnica e no entendimento do jogo (baixo QI de basquete) ainda tem um longo caminho a ser percorrido, comete faltas tolas (ficou pendurado em faltas em várias partidas no College), às vezes se perde no posicionamento em quadra (para pegar rebotes defensivos e para defender sem a bola)
  • corpo franzino; ainda é muito magro para bater de frente com os pivôs mais pesados da NBA; de início, deverá ser mais utilizado na posição 4
  • tem muita dificuldade para criar o próprio arremesso; controle de bola deixa a desejar, comete erros em determinados momentos quando tem que bater bola para chegar à cesta, deverá ter dificuldades para finalizar em tráfego no nível profissional
  • não é um bom passador; visão de quadra limitada, em 16 jogos no College, não deu uma assistência sequer, é o tipo de atleta que recebe a bola para finalizar/arremessar e não passá-la para um companheiro melhor colocado, fazer um passe extra
  • precisa ser mais disciplinado na marcação sem a bola; individualmente é ótimo, mas fica “a ver navios”, com uma frequência acima do desejável, nas rotações defensivas e na ajuda no pick-and-roll

Comparações: Christian Wood (Houston Rockets) / Chris Boucher (Toronto Raptors)

Projeção: escolha de loteria

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Confira alguns lances de Kai Jones

 

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