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Prospecto do Draft 2020 – Reggie Perry

Ex-jogador da Universidade de Mississippi State é apontado como uma provável escolha de segunda rodada no recrutamento desse ano

Reggie Perry 

Idade: 20 anos 
País: Estados Unidos 
Universidade: Mississippi State 
Experiência: sophomore (segundo ano universitário) 
Posição: pivô / ala-pivô 
Altura: 6’10’’ (2.08m) 
Envergadura: 7’0.5’’ (2.14m) 
Peso: 113.0 kg 

Médias na última temporada: 17.4 pontos, 10.1 rebotes, 2.3 assistências, 0.8 roubos de bola, 1.2 tocos, 2.9 erros de ataque, 50.0% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 32.4% de conversão nas tentativas de três pontos e 76.8% de acerto nos lances livres em 31.1 minutos de ação por partida 

Pontos fortes 

– Perry possui bom perfil físico para um ala-pivô profissional: seus 2.08m de estatura e 2.14m de envergadura são bem adequados, especialmente por aparentar ser forte o bastante para atuar como pivô no próximo nível; 

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– Excelente finalizador próximo da cesta, que destaca-se por executar pick-and-rolls de forma enfática e agressiva. Apresenta também um arsenal relativamente eficiente em situações de post ups

– Controle de bola, equilíbrio e coordenação acima da média para um jogador com seu corpo e que atua no garrafão, tornando-o uma ameaça atacando pivôs mais lentos ou leves para chegar à cesta; 

– Até por ter um corpo pronto para isso, Perry não teme o jogo mais físico e aproveitou-o para ir em volume à linha dos lances livres na última temporada da NCAA – cobrou, mais precisamente, 6.3 por partida; 

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– Possui um potencial em desenvolvimento arremessando distante do aro: exibe uma mecânica compacta, além de aproveitamentos promissores nos lances livres (76.8%) e para três pontos (32.4%) na temporada passada; 

– Passador ainda subestimado, provavelmente, por passar longe de ser tecnicamente mais polido ou um point forward. Ele é atento à movimentação dos companheiros e sabe ter calma para encontrar o atleta mais bem posicionado; 

– Um dos melhores reboteiros do draft, Perry protege espaço próximo da cesta como um profissional, bloqueia adversários e possui instintos apurados em torno do aro nos dois lados da quadra; 

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– Sua defesa no poste baixo é bastante sólida e projeta ser eficiente no próximo nível, uma vez que combina uso da força física e mãos ativas na pressão à bola em curtos espaços; 

– Foi campeão e MVP do Mundial de Basquete sub-19 há menos de um ano. Joga com entrega e intensidade nos dois lados da quadra, além de apresentar um repertório técnico em evolução. Há upside considerável a trabalhar aqui. 

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Pontos fracos 

– Não se trata de um atleta particularmente ágil ou explosivo mesmo em quadra aberta, o que sugere condição atlética regular. É preciso ressaltar também que seu perfil físico não seria ideal para atuar como pivô em ofício; 

– Perry, às vezes, parece ter um jogo dependente demais da imposição física e “abrir caminho” contra atletas de nível inferior. Como isso vai funcionar contra a competição muito superior, física e tecnicamente, da NBA?; 

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– Comete erros de ataque em alto volume, o que expõe um caráter ainda descuidado em sua execução ofensiva: costuma ousar mais do que deveria conduzindo a bola, forçar penetrações e acumula infrações de andadas; 

– Trata-se de um arremessador extremamente inconstante de longa distância para se ter garantias de que poderá espaçar a quadra no próximo nível – e, quando erra, tem vezes em que passa assustadoramente longe da cesta; 

– Sua falta de agilidade e noção de ângulos tende a fazer com que seja exposto na NBA ao ter que sair do garrafão e tentar marcar armadores ou alas mais rápidos, atléticos. Parece pesado, algumas vezes, até para o nível universitário;  

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– Embora os números não sejam nulos, Perry não é um protetor de aro que vá espantar adversários do garrafão – em muito, porque soa muito pouco instintivo com ajudas ou rotacionando em coberturas perto da cesta;  

– Parece um clássico caso de tweener: seu corpo sugere um ala-pivô mais ágil e rápido, mas o jogo é muito mais próximo de um pivô de ofício. Isso já foi um problema maior, mas não ajuda times a terem segurança sobre sua transição; 

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– É difícil ignorar que, por mais que possua um arremesso em desenvolvido e seja um passador melhor do que recebe crédito, o estilo de jogo do prospecto não se encaixa, em linhas gerais, com o que a NBA atual procura. 

Comparações: Montrezl Harrell (Clippers) piorado 

Projeção: de 35a a 60a escolhas gerais 

Confira alguns lances de Reggie Perry 

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