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Previsão: Toronto Raptors (2º) x (7º) Orlando Magic

De volta aos playoffs após sete anos, equipe da Flórida tenta surpreender uma das potências recentes do Leste

Toronto Raptors (2º) x (7º) Orlando Magic

 

Como foi o confronto na temporada regular?

20/11 – Magic 91 x 93 Raptors
28/12 – Magic 116 x 87 Raptors
24/02 – Raptors 98 x 113 Magic
01/04 – Raptors 121 x 109 Magic

Datas do confronto

13/04: Magic x Raptors – 18h (em Toronto)
16/04: Magic x Raptors – 21h (em Toronto)
19/04: Raptors x Magic – 20h (em Orlando)
21/04: Raptors x Magic – 20h (em Orlando)
23/04: Magic x Raptors – Horário a ser definido (em Toronto)*
25/04: Raptors x Magic – Horário a ser definido (em Orlando)*
27/04: Magic x Raptors – Horário a ser definido (em Toronto)*

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* Se necessário

Toronto Raptors (58-24)

Time-base: Kyle Lowry, Danny Green, Kawhi Leonard, Pascal Siakam, Marc Gasol

Principais reservas: Fred VanVleet, Serge Ibaka, Jeremy Lin, Norman Powell

Técnico: Nick Nurse

Orlando Magic (42-40)

Time-base: D.J. Augustin, Evan Fournier, Aaron Gordon, Jonathan Isaac, Nikola Vucevic

Principais reservas: Terrence Ross, Wesley Iwundu, Michael Carter-Williams, Khem Birch

Técnico: Steve Clifford

Análise do confronto

O Magic foi a grande sensação da segunda metade desta temporada: com uma das defesas mais eficientes da liga, a equipe disparou rumo à primeira classificação aos playoffs em sete anos conquistando 22 vitórias nas últimas 31 partidas disputadas. Pode-se dizer que o dever de Orlando está realmente cumprido, não importa o que aconteça aqui, com o sonhado retorno à fase de mata-mata.

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Por sua vez, o Raptors passa a sensação oposta. A equipe acredita ter uma chance real de ser campeã do Leste e, embora tenha tido a segunda melhor campanha do Leste e geral da NBA, deixa a impressão de que enfrentou a temporada regular no “piloto automático”: poupou bastante Kawhi Leonard e Kyle Lowry, usou o período para testar rotações e preservou-se para chegar inteiro aqui.

A análise da temporada regular passa a impressão de que esse pode ser um duelo mais parelho do que a típica série entre segundo e sétimo colocados: foram duas vitórias para cada lado, com Orlando ganhando pelas maiores diferenças. Porém, Toronto não contou com um dos seus astros em cada uma das derrotas e o pivô Marc Gasol não estava no elenco até o terceiro jogo.

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A única partida que trouxe os dois times às feições do momento atual aconteceu no início de abril, no Canadá, e o Raptors venceu o adversário anotando 121 pontos no sistema de marcação arquitetado pelo técnico Steve Clifford.

A defesa do Magic funciona à imagem do estilo conservador de Clifford, trabalhando para “proteger” o pivô Nikola Vucevic e forçar o adversário a executar nos lados da quadra ao invés do centro, reduzindo o ângulo de ação e de passes. O time reforça a marcação no lado da bola e “aposta” na condição físico-atlética de seus alas para fechar o lado contrário. É a receita que já havia dado certo no Charlotte Hornets.

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É um risco que a equipe da Flórida precisa e está pronto para correr, mas encontra o adversário em condições de explorá-lo em Toronto. O Raptors possui chutadores e passadores de qualidade em todas as posições – especialmente, após a chegada de Marc Gasol – para punir esse tipo de defesa. Nesse caso, por exemplo, Orlando estaria apostando em deixar alguém como Danny Green livre no lado fraco.

Mudar isso não é uma possibilidade porque, além de não fazer o estilo de Clifford, Vucevic precisa ser protegido em um confronto assim. O montenegrino é o motor do ataque do Magic e, ao mesmo tempo, encara um dos times mais cirúrgicos da NBA no pick-and-roll: Lowry destruiu defesas no jogo de dupla com Gasol e Serge Ibaka ao longo da temporada, além de ser um bom chutador de longa distância.

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O Raptors pode até ter um bônus no combate a essa defesa por poder recorrer às formações com dois armadores (VanVleet ou Lin com Lowry) sem preocupação, já que D.J. Augustin precisa ser constantemente “escondido” na defesa.

Mas a grande pergunta que pode fazer essa série equilibrada é: o Magic será capaz de pontuar, mesmo quando sua defesa não funcionar? Os jogos da temporada dão um panorama animador sobre isso: a franquia de Orlando acumulou 110.2 pontos por partida nesses confrontos, convertendo mais de 46% dos arremessos de quadra tentados em três deles.

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Um dos pontos que ajudaram para esse ótimo rendimento ofensivo e será essencial para que os “azarões” mantenham a série “ao alcance” foram os rebotes. O Magic liderou o quesito nas quatro partidas, conseguiu controlar a tábua defensiva e tirar segundas chances dos canadenses com sucesso. Inclusive, até pegou mais de dez rebotes ofensivos em todos os jogos (o que não é característica da equipe).

Isso exemplifica que o garrafão é o ponto que inquestionavelmente mais funcionou para o Magic nesse matchup. Isso fica simbolizado nas ótimas atuações de Vucevic, que teve médias de 20.0 pontos, 15.5 rebotes e 5.0 assistências nos quatro duelos contra o Raptors. Isso, claro, pode ser mitigado pela presença mais consolidada de Gasol como seu marcador primário – e, nesse sentido, não é surpresa que o último dos quatro jogos já tenha sido a pior atuação do montenegrino.

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O Raptors tem por característica ser um time que – na temporada regular e playoffs – complica-se em confrontos que deveriam ser mais tranquilos. É uma equipe que “enrola-se” demais, adora iniciar uma série perdendo em casa. Ainda assim, trata-se de um time tão disciplinado, mais talentoso e muito mais provado do que o jovem grupo de Orlando.

Palpite: Raptors em cinco.

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