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Previsão da temporada – Portland Trail Blazers

Franquia do Oregon mantém a base do time e tenta recuperar seu espaço na forte conferência Oeste

Portland Trail Blazers

Campanha em 2016-17: 41-41, oitavo colocado na conferência Oeste
Playoffs: eliminado na primeira rodada, pelo Golden State Warriors
Técnico: Terry Stotts (quinta temporada)
GM: Neil Olshey (desde 2012 no cargo)
Destaque: Damian Lillard
Time-base: Damian Lillard – CJ McCollum – Maurice Harkless – Noah Vonleh – Jusuf Nurkic

Elenco

0- Damian Lillard, armador
6- Shabazz Napier, armador
3- CJ McCollum, armador/ala-armador
5- Pat Connaughton, ala-armador
23- CJ Wilcox, ala-armador
1- Evan Turner, ala-armador/ala
10- Jake Layman, ala
4- Maurice Harkless, ala
8- Al-Farouq Aminu, ala/ala-pivô
21- Noah Vonleh, ala-pivô
11- Meyers Leonard, ala-pivô
50- Caleb Swanigan, ala-pivô
17- Ed Davis, ala-pivô/pivô
33- Zach Collins, pivô
27- Jusuf Nurkic, pivô

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Quem chegou: Zach Collins (draft), Caleb Swanigan (draft)

Quem saiu: Allen Crabbe

Revisão

Com forte investimento para segurar a base promissora de um ano anterior surpreendente, o rendimento da equipe em 2016-17 não saiu como o planejado. Repetindo o script do ano anterior, o Blazers foi mal na primeira metade da temporada e teve que correr atrás do prejuízo na reta final da campanha. Quem acompanhou de perto a trajetória da franquia, deve concordar que os 50% de aproveitamento durante a fase regular, que foram suficientes para levar o time aos playoffs, tornaram a campanha positiva, no final das contas.

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Difícil culpar os executivos do time de Portland e aponta-los como os únicos responsáveis por gastar tanto com jogadores que não renderam o esperado, mas a verdade é que isso de fato aconteceu. Evan Turner chegou valorizado após um campeonato excelente com o Celtics, enquanto que o ala-armador Allen Crabbe demonstrava ser um jogador promissor, especialmente nos arremessos do perímetro. Ambos ganharam salários altos, comprometendo a folha de pagamento da franquia, e não corresponderam em quadra.

Por sua vez, o treinador da equipe, Terry Stotts, parece ter a fórmula ideal de organização tática, conquistando a confiança dos jogadores. O time é muito bom ofensivamente, sob a liderança dos guards Lillard e McCollum. Entretanto, deixa muito a desejar defensivamente, também por conta das características dos seus dois principais jogadores. Foi então que o técnico atribuiu a reponsabilidade de marcação a jogadores como Harkless e Aminu, que cumpriram bem o papel.

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No garrafão, o time encontrou seu melhor encaixe com a chegada de Jusuf Nurkic. Stotts posicionou o pivô bósnio para proteger e manipular a área pintada, fazendo prevalecer seu aspecto físico para predominar nos rebotes. Além disso, o jogador foi a força ofensiva que o time precisava dentro do garrafão, uma carência que perdurava desde a saída de LaMarcus Aldridge. Até mesmo Noah Vonleh, que ainda não havia se firmado na liga, conseguiu se encaixar no sistema de jogo e ganhou a titularidade.

Diante de tantas adversidades encontradas durante a campanha (jogadores que não vingaram, lesões e contratações tardias), o time encontrou uma forma ideal de atuação já na reta final de temporada. Assim, fica difícil exigir muita coisa da equipe. A já esperada eliminação para o Golden State Warriros, pelo segundo ano consecutivo, não foi nenhuma surpresa.

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O perímetro

Há tempos que o setor não é um problema para o time de Portland, especialmente porque Damian Lillard e CJ McCollum formam uma das melhores dobradinhas de perímetro de toda a liga.

Lillard é mais um grande jogador em constante evolução na NBA. Assim como James Harden e Russell Westbrook, o armador viveu seu melhor ano na liga em 2016-17 e teve as melhores médias da carreira em vários fundamentos. Destaque-se a eficiência nos arremessos de quadra, acima dos 50% de aproveitamento. Sob uma perspectiva diferente da temporada anterior, Lillard tentou menos arremessos de três pontos, mas, por outro lado, esta foi a temporada em que o cestinha do time foi mais vezes à linha de lance livre.

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Após reivindicar o prêmio de jogador que mais evoluiu no ano passado, CJ McCollum teve uma temporada de afirmação na liga. Com excelentes números, incluindo 48% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 42% nos arremessos de três pontos, o ala-armador obteve média de 23.0 pontos em 2016-17 e demonstrou um repertório mais completo na linha ofensiva da equipe de Portland.

Complementando a rotação de playmakers da equipe, Evan Turner será um dos jogadores mais pressionados do elenco, pois precisará provar que o investimento feito pela franquia valeu a pena. Em relação ao balanço defensivo, Harkless e Aminu, por mais que não sejam tecnicamente brilhantes, terão minutos garantidos na função de ala.

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A única baixa para a disputa da próxima temporada é Allen Crabbe, que, após renovar o seu contrato com a franquia, não evoluiu a ponto de justificar a sua manutenção na equipe.

O garrafão

Na temporada passada, o garrafão era o principal problema a ser resolvido pela franquia do Oregon. Então, a chegada de Jusuf Nurkic adquirido em troca com o Denver Nuggets, parece dar nova esperança ao torcedor do Blazers. Mesmo atuando em apenas um terço dos jogos da equipe na última temporada, o pivô já angariou médias de double-double, praticamente dobrando todos os seus números desde que desembarcou em Portland, bem como foi um dos principais responsáveis por garantir a equipe na pós-temporada.

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No draft 2017, o Blazers decidiu trocar suas escolhas 15 e 20 pela décima pick, que pertencia ao Sacramento Kings, justamente para selecionar Zach Collins. Pivô mais técnico da classe deste ano, o ex-jogador de Gonzaga chamou a atenção no último March Madness com grandes atuações, mesmo com o pouco tempo de quadra. Collins tem agilidade e controle corporal impressionantes para um jogador de sua altura (2.13m). Grande finalizador em situações de pick and roll, ele tem potencial para se tornar um big man capaz de espaçar a quadra na NBA.

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Agora titular da equipe, o jovem Noah Vonleh finalmente começou a mostrar seu potencial. Após a parada do All-Star Game, o ala-pivô de 21 anos angariou médias de 6.7 pontos, 7.2 rebotes, convertendo 57% dos arremessos de quadra, bem como 70% de aproveitamento na linha de lance livre. Correndo por fora, Meyers Leonard precisa urgentemente mostrar serviço, já que praticamente foi retirado da rotação na última temporada.

Como se vê, é uma base que agora começa a ter espaço para mostrar seu jogo na NBA, portanto, pouco experiente. Mas ainda assim, promissora. Principalmente Nurkic, que deve ser um dos jogadores de maior evolução na liga em 2017-18.

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Análise geral

Sem muitas novidades para a disputa da próxima temporada, o Blazers continuará focando na base promissora dos últimos anos e no desenvolvimento dos jovens. Para atingir resultados positivos, o treinador precisará encontrar um ponto de equilíbrio na rotação, extraindo o máximo dos seus jogadores (especialmente Harkless e Aminu), a fim de manter estável os dois lados da quadra.

O sucesso da franquia de Portland depende inicialmente da regularidade dos seus dois principais jogadores: Damian Lillard e CJ McCollum. Caso a dupla de cestinhas combine para 50 pontos de média, os adversários suaram muito para superar o time do Oregon. Na sequência, outro jogador central será Jusuf Nurkic, que será inicialmente a terceira força ofensiva da equipe. O pivô bósnio terá a incumbência de dominar o garrafão, tanto no ataque como na defesa.

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No banco de reservas, Evan Turner ficará encarregado pela armação do time na ausência de Lillard e precisará ir muito além do que produziu no seu primeiro ano com o Blazers. O ala-pivô Ed Davis, que sofreu nada menos que três lesões no ano de 2017, incluindo uma cirurgia no ombro, e que está em último ano de contrato, precisará provar que ainda pode ser importante para a rotação.

Agora, se o Blazers já encontrou dificuldade para se classificar para os playoffs na última temporada, em 2017-18 o desafio deverá ser ainda maior. O motivo óbvio é o grande investimento de times como Denver Nuggets e Minnesota Timberwolves, que começam a nova campanha com reforços de peso e devem ocupar a faixa de classificação almejada pelo time de Portland (além de outras equipes, claro, como Clippers, Pelicans, Grizzlies e Jazz).

Previsão: décimo lugar na conferência Oeste

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