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Previsão da temporada – Miami Heat

Equipe da Flórida manteve a base e deve brigar por uma vaga nos playoffs

Miami Heat

Campanha em 2016-17: 41-41, nono na conferência Leste
Playoffs: não se classificou
Técnico: Erik Spoelstra (oitava temporada)
Presidente: Pat Riley (nona temporada)
Destaques: Goran Dragic e Hassan Whiteside
Time-base: Goran Dragic – Dion Waiters – Josh Richardson (Justise Winslow) – James Johnson – Hassan Whiteside

Elenco

7- Goran Dragic, armador
5- Larry Drew II, armador
14- Derrick Walton, armador
8- Tyler Johnson, armador/ala-armador
11- Dion Waiters, ala-armador
2- Wayne Ellington, ala-armador
12- Matt Williams, ala-armador
0- Josh Richardson, ala-armador/ala
20- Justise Winslow, ala
16- James Johnson, ala
17- Rodney McGruder, ala
9- Kelly Olynyk, ala-pivô
40- Udonis Haslem, ala-pivô
15- Okaro White, ala-pivô
25- Jordan Mickey, ala-pivô
21- Hassan Whiteside, pivô
13- Bam Adebayo, pivô
4- A.J. Hammons, pivô

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Quem chegou: Kelly Olynyk, Bam Adebayo (draft), A.J. Hammons, Jordan Mickey, Larry Drew II, Derrick Walton, Matt Williams

Quem saiu: Chris Bosh, Willie Reed, Luke Babbitt, Josh McRoberts

Revisão

Os torcedores do Heat já estavam conformados de que seria um ano difícil e que o foco seria angariar a melhor escolha possível no draft. Com a saída do ídolo Dwyane Wade, que assinou com o Chicago Bulls na offseason, prejudicado pelos desfalques de jogadores importantes, e por possuir um elenco pouco qualificado, o cenário de tank estava na cabeça de nove em cada dez torcedores da franquia da Flórida.

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Contrariando todas as previsões, o Heat protagonizou uma das histórias mais incríveis da última temporada. Depois de um péssimo início, em que perdeu 30 dos primeiros 41 jogos, o time de Miami fez uma campanha de recuperação espetacular. Venceu 30 das 41 partidas restantes e quase chegou aos playoffs. O Heat terminou a temporada regular em nono, com o mesmo recorde do Bulls, e só não alcançou a pós-temporada porque foi pior nos critérios de desempate.

Goran Dragic e Hassan Whiteside foram os principais nomes do time. Dion Waiters foi importante enquanto esteve saudável. E James Johnson teve o seu melhor ano na NBA. Mesmo sem poder contar com Justise Winslow, um dos melhores defensores do time, em quase 80% da temporada regular, a equipe de Miami teve a quinta melhor defesa de 2016/17.

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O técnico Erik Spoelstra mostrou toda a sua capacidade com um elenco sem um grande astro e recheado de jogadores de qualidade duvidosa. Ele conseguiu extrair o máximo de seus atletas e ganhou o respeito daqueles que duvidavam da sua capacidade. E mais: Spoelstra conseguiu a proeza de fazer com que Waiters fosse efetivo e tivesse um papel de destaque no time.

O perímetro

No início da temporada, o perímetro titular da equipe de Miami deverá ser formado pelo trio Goran Dragic, Dion Waiters e Rodney McGruder. Os dois primeiros são inquestionáveis. Dragic e Waiters deram muito certo no primeiro ano atuando juntos. Ambos sabem controlar o jogo, carregar a bola e criar para os companheiros. Eles têm tudo para repetir o sucesso de 2016/17 se as bolas de três pontos continuarem caindo. No quesito atacar a cesta, a gente sabe que eles dão conta.

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Já na posição 3, o técnico Erik Spoelstra ainda parece indeciso. A princípio, Richardson deverá figurar no quinteto inicial. Ele é um jogador que pode atuar nas três posições do perímetro, é muito útil na parte defensiva, tem boa visão de quadra, mas precisa readquirir a consistência nos arremessos de longa distância. A franquia confia tanto em Richardson que o contrato dele foi renovado até 2022. Só que ele deve ir para o banco ao longo da temporada. Justise Winslow deverá retomar a condição de titular quando estiver totalmente recuperado, física e mentalmente, de uma grave lesão no ombro direito. Depois de uma temporada de estreia animadora, em que demonstrou maturidade, e chamou a atenção para sua capacidade defensiva, a expectativa é a de que o jovem ala possa continuar evoluindo.

No banco, o Heat conta com o versátil Tyler Johnson e o especialista em arremessos de longa distância, Wayne Ellington, para o perímetro. O primeiro é muito bom atuando sem a bola e pode perfeitamente permanecer em quadra enquanto um dos ballhandlers principais – Dragic e Waiters – estiver descansando. Johnson deverá, novamente, ser o sexto homem do time. Ellington deve ganhar mais espaço em relação à última temporada devido à ausência de Rodney McGruder, baixa para boa parte da temporada em razão de uma fratura por stress na perna esquerda.

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O garrafão

Pelo que vimos na pré-temporada, a tendência é a de que o garrafão titular seja formado por James Johnson e Hassan Whiteside. Inegavelmente, eles são bons defensores, o que deverá contribuir para que o Heat continue a ter uma das melhores defesas da liga. Johnson vem de uma grande temporada e, agora, com um novo contrato, e alçado à condição de titular, espera-se que ele mantenha o nível de atuações. Johnson é um jogador versátil, que faz de tudo um pouco em quadra, tanto no ataque quanto na defesa. Destaco o seu papel como point forward (ala que conduz a bola e distribui o jogo). Já Whiteside, um dos pivôs mais intimidadores da NBA atual, promete continuar sendo um bom protetor de aro e um excelente reboteiro, como aconteceu nos últimos dois anos.

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O principal jogador de garrafão vindo do banco será Kelly Olynyk, contratado nesta offseason. O jogador canadense tem uma característica que faltava aos big men do Heat: espaçamento de quadra. Se por um lado, ele deixa a desejar no quesito defesa, por outro ele deve contribuir com pontuação e rebotes. Com a saída do subestimado Willie Reed, o novato Bam Adebayo deve abocanhar minutos importantes na rotação. Ele promete ser de grande valia graças aos atributos físico-atléticos de elite e ao potencial para ser um bom defensor na NBA.

Análise geral

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A recuperação histórica do Heat, em 2016/17, deixou um gostinho de que a classificação aos playoffs é perfeitamente possível. Nesta temporada, com todo o elenco saudável, e as chegadas de Kelly Olynyk e do novato Bam Adebayo para o garrafão, alcançar a pós-temporada não parece um sonho distante.

Acertadamente, a direção aposta na continuidade do trabalho de Spoelstra. Mesmo com um plantel sem uma grande estrela, o Heat tem condição de angariar bons resultados em 2017/18. A equipe manteve a base, reforçou o garrafão e tem uma sólida rotação. Portanto, a classificação para os playoffs é uma realidade, ainda mais em uma conferência Leste enfraquecida.

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Previsão: 7° lugar na conferência Leste

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