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Previsão da temporada – Memphis Grizzlies

Time de Memphis corre risco de ficar de fora dos playoffs pela primeira vez em oito anos

Campanha em 2016-17: 43-39, sétimo colocado na conferência Oeste
Playoffs: eliminado na primeira rodada pelo San Antonio Spurs, em seis jogos
Técnico: David Fizdale (segunda temporada)
GM: Chris Wallace (décima temporada)
Destaques: Mike Conley, Marc Gasol
Time-base: Mike Conley – Andrew Harrison – James Ennis III (Chandler Parsons) – JaMychal Green – Marc Gasol

Elenco

4 – Wade Baldwin IV, armador
6 – Mario Chalmers, armador
11 – Mike Conley, armador
3 – Durand Scott, armador
2 – Kobi Simmons, armador
24 – Dillon Brooks, ala-armador
5 – Andrew Harrison, ala-armador
23 – Ben McLemore, ala-armador
7 – Wayne Selden, ala-armador
12 – Tyreke Evans, ala
8 – James Ennis III, ala
32 – Vince Hunter, ala
25 – Chandler Parsons, ala
1 – Jarell Martin, ala-pivô
0 – JaMychal Green, ala-pivô
10 – Ivan Rabb, ala-pivô
52 – Rade Zagorac, ala-pivô
33 – Marc Gasol, pivô
21 – Deyonta Davis, pivô
34 – Brandan Wright, pivô

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Quem chegou: Mario Chalmers, Tyreke Evans e Ben McLemore

Quem saiu: Zach Randolph, Tony Allen e Vince Carter

Revisão

O Memphis Grizzlies atuou de maneira um pouco diferente do que vinha sendo visto nos últimos anos. A grande mudança em termos técnicos foi a ida de Zach Randolph para o banco de reservas, tornando JaMychal Green titular da posição. Essa mudança causou um impacto no jogo ofensivo do Grizzlies, que obteve o segundo pior ataque e o pior aproveitamento ofensivo da competição.

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Por outro lado, a equipe manteve o bom sistema tático defensivo montado por David Fizdale, que além de ser organizado, contou com as ótimas atuações individuais de seus jogadores, como Mike Conley. Falando no armador, o atleta obteve suas melhores médias de pontos e assistências em anos e é de se lamentar que até hoje ele não tenha participado de nenhum Jogo das Estrelas.

A classificação para os playoffs veio e o adversário era o conhecido San Antonio Spurs. De 2011 para cá, as equipes se enfrentaram em quatro ocasiões, com o Spurs levando a melhor em três delas, inclusive a da última temporada. Depois de confirmarem o favoritismo nos dois jogos no Texas, o Grizzlies surpreendeu e empatou a série jogando ao lado de seu torcedor. Mas nos jogos seguintes o Spurs mostrou sua superioridade e acabou eliminando a equipe do Tennessee.

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O perímetro

Na armação das jogadas e ditando o ritmo de jogo segue o excelente Mike Conley. Os ótimos números na temporada passada demonstram que seu jogo vem evoluindo e com as mudanças do elenco para este ano, é certo que seu volume de jogo vai aumentar ainda mais. Além da parte ofensiva, Conley é um belo marcador e contribuirá para que o Grizzlies continue tendo uma boa defesa como vem acontecendo nos últimos anos. Para descansar seu principal jogador, a franquia trouxe Mario Chalmers de volta.

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Parceiro de Conley no perímetro, o técnico David Fizdale não contará mais com Tony Allen. Após sete temporadas defendendo o Grizzlies, o ala-armador de 35 anos deixou a equipe depois de se encaixar muito bem no sistema por todo esse tempo. A aposta do treinador agora é em Andrew Harrison, que iniciará as partidas. Ele deverá dividir minutos com os recém chegados Ben Mclemore e Tyreke Evans.

A grande dúvida no perímetro do Grizzlies é na posição de ala. Chandler Parsons foi contratado como a peça que faltava para a equipe fazer frente aos principais times da conferência Oeste. Em sua primeira temporada decepcionou, atuou somente em 34 jogos e obteve suas piores médias em seis temporadas de NBA. Se ele voltar a ser o jogador que era em Houston, ótimo. Caso contrário, James Ennis III parece ter a confiança do técnico para ocupar a posição.

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Garrafão

Pode-se dizer que o garrafão do Grizzlies passou por uma período de adaptação na última temporada. Marc Gasol e Zach Randolph formaram a dupla titular durante anos e a mudança do segundo para o banco de reservas alterou o estilo de jogo da equipe. Agora com a saída definitiva de Randolph, sobrará mais tempo de quadra para o titular da última campanha, vulgo JaMychal Green.

JaMychal Green possui características diferentes de seu antecessor. Mais dinâmico, ele consegue correr a quadra com mais facilidade e finalizar as jogadas. Outro ponto forte de seu jogo é o tiro de média e longa distância, oferecendo perigo e atenção na marcação dos adversários, criando espaço para outros atletas atuarem e fazer com que a bola se movimente bem. Jarell Martin parece estar na preferência da segunda unidade do que Vince Hunter.

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Já Marc Gasol a cada ano que passa desenvolve melhor seu jogo ofensivo. Agora com o time mais dependente dele, a projeção é que ele consiga seus melhores números na carreira. Além da própria pontuação, na última campanha ele angariou sua melhor média de assistências e hoje pode ser considerado como uma dos melhores pivôs passadores da liga. Brandan Wright e Deyonta Davis deverão disputar os minutos de descanso do espanhol na rotação da equipe.

Análise geral

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Assim como a temporada passada, é complicado dizer o que esperar da equipe do Grizzlies. As saídas de atletas importantes na rotação tendem a causar mais impacto do que a chegada dos recém contratados. Aquela equipe que já chegou a fazer frente aos grandes elencos da conferência Oeste há alguns anos atrás parece ficar cada vez mais no passado.

Mike Conley e Marc Gasol deverão ter a melhor temporada de suas carreiras em termos individuais, mas mais por falta de um bom elenco de apoio que o técnico David Fizdale possui para trabalhar. Parece cada vez mais necessário uma readaptação ou dependendo de como for o ano uma reconstrução do elenco para os próximos anos.

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Se tudo der certo, Chandler Parsons volta a jogar bem e ser aquele atleta que o Dallas Mavericks contratou por uma bolada e Tyreke Evans finalmente se torne o jogador promissor que todos já esperavam um dia. Ainda assim, é difícil pensar o Grizzlies brigando nas cabeças de uma conferência Oeste extremamente acirrada e fortíssima para a próxima temporada.

Em alguns momentos em eventuais noites brilhantes de Conley e Gasol, deverá arrancar vitórias dos grandes da liga. O problema talvez será a profundidade do elenco, que está inferior ao do último ano. Portanto, em uma temporada com 82 jogos, a irregularidade deverá pesar e com seus concorrentes se reforçando bem mais, é bem possível que fique de fora dos playoffs pela primeira vez em oito anos.

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Previsão: nono lugar na conferência Oeste

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